sábado, 3 de outubro de 2015

Encontro precioso com Sigmund Freud em sua última entrevista





Pode parecer oportunismo a transcrição desse riquíssimo bate-papo cordial com o pai da psicanálise para esta publicação. Convenhamos, Bússola Literária não poderia ser omisso diante de um acontecimento com tamanha importância: A última extraordinária entrevista de Sigmund Freud, concedida ao poeta e escritor alemão-americano, George Sylvester Viereck, está incluída no seu livro: Glimpses of the Great, publicado em 1930 e republicada no livro: A Arte da Entrevista: Uma antologia de 1823 aos Nossos Dias, organizado por Fábio Altman (Scritta 1995) – Será essa  nossa justificativa um processo de autoanálise consciente ou inconsciente?


“Setenta anos de idade me ensinaram a aceitar a vida com alegre humildade.” Quem fez essa declaração foi o professor Sigmund Freud, o grande explorador austríaco do lado oculto da alma. Assim como o trágico herói grego Édipo, cujo nome está tão intimamente ligado aos princípios fundamentais da psicanálise, Freud confrontou a Esfinge sem receio. Como Édipo, ele decifrou o enigma. Pelo menos, nenhum mortal chegou tão perto dos segredos do comportamento humano quanto Freud.

Freud é para a psicologia o que Galileu foi para a astronomia. É o Cristóvão Colombo do inconsciente. Ele abre novas perspectivas, sonda novas profundezas. Freud alterou todas as relações na vida, decifrando o sentido oculto das regras do inconsciente. Conversamos na casa de veraneio de Freud em Semmering, uma montanha nos Alpes Austríacos, onde os vienenses elegantes adoram se reunir. A última vez que vira o pai da psicanálise, ele estava em sua casa simples na capital austríaca. Os poucos anos que separavam a minha última visita desta de agora multiplicaram as rugas na sua testa e aumentaram a sua palidez acadêmica. Seu rosto estava abatido, sofrido. A mente estava ativa, o espírito firme, a cortesia impecável como sempre, mas um leve problema de fala me preocupou.

Parece que uma doença maligna no maxilar superior necessitara de uma operação. Desde então, Freud usa um aparelho mecânico para facilitar a fala. Na verdade, não há diferença entre o uso desse aparelho ou de óculos. Ele deixa Freud mais constrangido do que os visitantes. Depois que conversamos com ele por algum tempo, o aparelho se torna quase imperceptível. Nos dias em que Freud está bem, nem se percebe a presença dele. Mas para Freud, ele é causa de constante irritação.


Sigmund Freud: Eu detesto o meu maxilar mecânico porque a luta com o mecanismo consome uma força preciosa. Mas é melhor ter um maxilar mecânico do que nenhum. Ainda prefiro viver a morrer. Talvez os deuses sejam generosos conosco, tornando a vida mais desagradável à medida em que envelhecemos. No final, a morte parece mais tolerável do que os muitos problemas que temos que enfrentar.

– Freud se recusa a admitir que o destino tenha sido rancoroso com ele.

Sigmund Freud: Por que, eu devia esperar por algum tipo de privilégio? A idade, com seus visíveis desconfortos chega para todos. Ela atinge um homem aqui, outro lá. O seu golpe sempre atinge uma parte vital.

Sigmund Freud: Não me revolto contra a ordem universal, afinal vivi mais de setenta anos. Eu tive o que comer. Desfrutei de muitas coisas – do companheirismo da minha esposa, dos meus filhos, do pôr-do-sol. Eu vi as plantas crescerem na primavera. Algumas vezes recebi um aperto de mão amigo. Uma ou duas vezes encontrei um ser humano que quase me entendeu. O que mais eu posso querer?


George Sylvester Viereck: O senhor é famoso. O seu trabalho influencia a literatura de todo o mundo. O homem olha para si e para a vida com olhos diferentes por sua causa. E, há pouco tempo, quando o senhor fez 70 anos, o mundo se uniu para homenageá-lo – com exceção da sua própria universidade!

Sigmund Freud: Se a Universidade de Viena me aceitasse, eu teria me sentido muito constrangido. Não há razão para eles me aceitarem ou à minha doutrina porque eu estou com 70 anos. Não dou nenhuma importância ilógica aos números. A fama só chega quando já estamos mortos, e para ser franco o que acontece depois da morte não me interessa. Não aspiro à glória póstuma. A minha modéstia não é nenhuma virtude.


George Sylvester Viereck: O fato do seu nome ser lembrado não significa nada para o senhor?

Sigmund Freud: Absolutamente nada, mesmo que ele seja realmente lembrado, o que não é certo. Eu estou mais interessado no destino dos meus filhos. Espero que a vida deles não seja tão difícil. Não posso torna-las muito mais fácil. A guerra praticamente acabou com a minha modesta fortuna, as economias de uma vida inteira. Entretanto, felizmente, a idade não pesa tanto para mim. Eu ainda sou capaz de seguir em frente! Meu trabalho ainda me dá prazer. Estou muito mais interessado nestas flores do que no que possa acontecer comigo depois que eu morrer.


George Sylvester Viereck: Então, no fundo, o senhor é um pessimista?

Sigmund Freud: Não, não sou. Só que eu não permito que nenhuma reflexão filosófica me tire à alegria das coisas simples da vida.


George Sylvester Viereck: O senhor acredita na continuidade do ser após a morte, seja lá de que maneira for?

Sigmund Freud: Eu não penso nesse assunto. Tudo o que nasce, um dia morre. Por que então eu também não morreria?


George Sylvester Viereck: O senhor gostaria de retornar à vida, assumindo uma nova forma? Em outras palavras, o senhor não gostaria de ser imortal?

Sigmund Freud: Para ser franco, não. Quem identifica as razões egoístas que se escondem sob o comportamento humano não tem a menor vontade de voltar. A vida, movendo-se em círculos, ainda seria a mesma. Além disso, mesmo que o eterno retorno de todas as coisas, como disse Nietzsche, nos vestisse com novas roupas, que utilidade isso poderia ter sem a memória? Não haveria ligação entre o passado e o futuro. No que me diz respeito, estou muito satisfeito em saber que o eterno absurdo de viver terminará um dia. Nossa vida se resume a uma série de obrigações, uma luta sem fim entre o ego e o seu ambiente. O desejo de um prolongamento excessivo da vida me parece absurdo.


George Sylvester Viereck: O senhor não aprova as tentativas do seu colega Steinach de prolongar o ciclo da existência humana?

Sigmund Freud: Steinach não faz nenhuma tentativa para prolongar a vida. Ele simplesmente luta contra a velhice. Ao aumentar a reserva de forças que temos dentro de nós, ele ajuda o corpo a resistir à doença. A operação de Seinach às vezes detém os acidentes biológicos, como o câncer, nos seus primeiros estágios. Ela torna a vida mais tolerável. Mas não a torna mais feliz. Não há razão para que o homem queira viver mais. Mas temos todas as razões para querer viver com o mínimo de desconforto possível. Sou bastante feliz, porque não sinto dores e sou grato aos pequenos prazeres da vida, aos meus filhos e às minhas flores!


George Sylvester Viereck: Bernard Shaw diz que vivemos muito pouco. Ele acha que, se quiser, o homem pode prolongar o tempo de vida humana, se a força de vontade suplantar as forças da evolução. A humanidade, segundo ele, pode recuperar a longevidade dos patriarcas.

Sigmund Freud: É possível que a morte em si não seja uma necessidade biológica. Talvez os homens morram porque queiram morrer. Assim como o amor e o ódio pela mesma pessoa coexistem dentro de nós, a vida é uma mistura do desejo de viver com o desejo ambivalente de morrer. Da mesma forma que um elástico tende a voltar ao seu formato original, toda matéria viva, consciente ou inconscientemente, anseia pela inércia completa e absoluta da existência inorgânica. Os desejos de morrer e de viver convivem lado a lado dentro de nós. A morte é a companheira do amor. Juntos, eles governam o mundo. Essa é a mensagem do seu livro, Além do princípio do prazer. No início, a psicanálise achava que o Amor era o sentimento mais importante. Hoje, sabemos que a Morte tem a mesma importância. Biologicamente, todo ser humano, não importando a intensidade do seu desejo de viver, anseia pelo Nirvana, pelo fim da febre chamada vida, pelo seio de Abraão. O desejo pode ser disfarçado por rodeios. Entretanto, o objetivo final da vida é a própria extinção!


George Sylvester Viereck: Essa, exclamei, é a filosofia da autodestruição. Ela justifica o automassacre. Levaria à conclusão lógica do suicídio mundial previsto por Eduard von Hartmann.

Sigmund Freud: A humanidade não escolhe o suicídio, porque as leis da sua natureza não aceitam o caminho direto para a própria meta. A vida deve completar o seu ciclo de existência. Em qualquer ser humano normal, no final, o desejo de morrer prove ser mais forte. Nós podemos considerar a ideia de que a morte nos chega por vontade própria. É possível que derrotássemos a morte, não fosse pelo aliado que ela tem dentro de nós mesmo. Nesse sentido, talvez seja certo dizer que toda morte é um suicídio disfarçado.


George Sylvester Viereck: Em que o senhor está trabalhando?

Sigmund Freud: Estou escrevendo uma defesa da análise leiga, a psicanálise praticada por leigos. Os médicos querem tornar ilegal a análise feita pelos que não são médicos registrados. A história, essa velha plagiadora, se repete a cada nova descoberta. Os médicos, a princípio, combatem qualquer nova verdade. Depois eles tentam monopolizá-la.


George Sylvester Viereck: O senhor teve um grande apoio dos leigos?

Sigmund Freud: Alguns dos meus melhores alunos são leigos.


George Sylvester Viereck: O senhor pratica a psicanálise com muita frequência?

Sigmund Freud: Claro. Nesse exato momento, eu estou trabalhando em um caso difícil, esclarecendo os conflitos psíquicos de mais um paciente interessante. Minha filha também é uma psicanalista, como o senhor pode ver...

– Nesse momento, a senhorita Anua Freud surgiu seguida por seu paciente, um rapaz de 11 anos, de feições obviamente anglo-saxônicas. O menino parecia muito feliz, esquecido do conflito da própria personalidade.


George Sylvester Viereck: O senhor se autoanalisa?

Sigmund Freud: É claro. O psicanalista deve se autoanalisar com frequência. Ao nos analisarmos, nos tornamos mais capazes de analisar outras pessoas. O psicanalista é como o bode expiatório dos hebreus. As pessoas colocam a culpa dos seus pecados nele. Ele deve exercer a sua arte com perfeição para se livrar do peso colocado sobre ele.


George Sylvester Viereck: Sempre me pareceu que a psicanálise desperta em todos aqueles que a praticam o espírito da caridade cristã. Não há nada na vida humana que a psicanálise não nos permita entender.

Sigmund Freud: Pelo contrário – enfureceu-se Freud, as feições assumindo a severidade arrebatada de um profeta hebreu – entender não é perdoar. A psicanálise não apenas nos ensina o que temos que suportar, ela também ensina o que temos que evitar. Ela nos diz o que deve ser eliminado. A tolerância do mal não é, de maneira nenhuma, uma consequência do conhecimento.

– De repente eu entendi porque Freud brigara tão seriamente com os seguidores que o abandonaram, porque ele não consegue perdoar aqueles que se afastaram do caminho da psicanálise ortodoxa. O seu senso de integridade é uma herança dos seus ancestrais. Uma herança da qual ele se orgulha, assim como, se orgulha da própria raça.

Sigmund Freud: Minha língua é o alemão. Minha cultura, minhas conquistas são alemãs. Considerei-me um alemão do ponto de vista intelectual, até que percebi o crescimento do antissemitismo na Alemanha e na Áustria alemã. Desde então, não me considero mais um alemão. Prefiro me considerar um judeu.


George Sylvester Viereck: Estou feliz Professor, que o senhor também tenha os seus complexos, que o senhor também exponha a sua mortalidade.

Sigmund Freud: Os nossos complexos são a fonte da nossa fraqueza e, com frequência, também da nossa força.


George Sylvester Viereck: Quais seriam os meus complexos?

Sigmund Freud: Uma análise séria levaria, pelo menos, um ano. Talvez demorasse até mesmo uns dois ou três anos. O senhor tem dedicado muitos anos da sua vida à caça de leões. O senhor tem procurado, ano após ano, as grandes personalidades da sua geração, invariavelmente homens mais velhos.


George Sylvester Viereck: Isso é parte do meu trabalho.

Sigmund Freud: Mas também é uma preferência. O homem importante é um símbolo. A sua busca é afetiva. O senhor está à procura do homem importante que irá tomar o lugar do seu pai. Isso é parte do complexo que o senhor tem em relação ao seu pai.

- Neguei a afirmação de Freud com veemência. Entretanto, após refletir, parece-me que pode haver alguma verdade, insuspeita para mim, na sua sugestão casual. Talvez seja o mesmo impulso que me levou a ele.


George Sylvester Viereck: No seu trabalho O Judeu Errante, o senhor estende essa busca ao passado. O senhor é o eterno Explorador do Homem. Eu queria poder ficar aqui durante o tempo que fosse necessário para ver o meu interior através dos seus olhos. Talvez, como a Medusa, eu morresse de medo ao ver minha própria imagem! Entretanto acho que conheço bastante a psicanálise. Eu ria prever, ou tentar prever, as suas intenções.

Sigmund Freud: A inteligência de um paciente não é um empecilho. Pelo contrário, às vezes, ela facilita o trabalho.

– Nesse aspecto, o mestre da psicanálise difere de muitos dos seus adeptos, que se ressentem de qualquer dedução feita pelos próprios pacientes sob os cuidados deles. A maioria dos psicanalistas emprega o método da “livre associação” de Freud. Eles encorajam o paciente a dizer qualquer coisa que lhes venha à cabeça, não importando o quanto o que dizem possa ser idiota, obsceno, inoportuno ou irrelevante. Seguindo pistas que parecem não ter importância, encontram os dragões psíquicos que assustam o paciente, afugentando-os. Eles não apreciam o desejo de cooperação ativa do paciente, pois têm medo que, quando descoberta a direção da sua investigação, os desejos e a resistência do paciente lutem inconscientemente para manter seus segredos, desviando o caçador psíquico da sua pista. Freud também reconhece esse perigo.


George Sylvester Viereck: Às vezes eu penso se nós não seríamos mais felizes se conhecêssemos menos o processo que forma os nossos pensamentos e emoções. A psicanálise tira o encantamento da vida, quando segue a pista de cada um dos sentimentos até os seus complexos básicos. Não ficamos mais felizes ao descobrir nosso lado selvagem, criminoso e animal.

Sigmund Freud: O que o senhor tem contra os animais? A comunidade animal é infinitamente melhor do que a humana.


George Sylvester Viereck: Por quê?

Sigmund Freud: Porque os animais são muito mais simples. Eles não sofrem de personalidade dividida ou desintegração do ego, problemas que surgem da tentativa do homem de se adaptar a padrões de civilização que são sofisticados demais para o seu mecanismo intelectual e psíquico. O selvagem, assim como o animal, é cruel, mas ele não tem a maldade do homem civilizado. A maldade é a vingança do homem contra a sociedade, pelas restrições impostas a ele. É essa vingança que dá vida ao reformista profissional e às pessoas intrometidas. O selvagem pode cortar a sua cabeça, comê-lo, tortura-lo. Mas ele vai poupá-lo das pequenas provocações que, às vezes, tornam a vida em uma comunidade civilizada quase intolerável. Os hábitos e as idiossincrasias mais desagradáveis do homem, como a trapaça, a covardia e a falta de respeito, são produzidos pela sua adaptação incompleta a uma civilização complicada. É o resultado do conflito entre os nossos instintos e a nossa cultura. As emoções intensas diretas e simples de um cachorro, ao abanar o rabo ou latir quando é contrariado, são muito mais agradáveis! As emoções de um cachorro me fazem um dos heróis da antiguidade. Talvez seja por isso que nós inconscientemente damos aos cães nomes de heróis da antiguidade como Aquiles ou Heitor.


George Sylvester Viereck: Até mesmo o senhor, professor, acha a existência muito complexa. No entanto, me parece que o senhor mesmo é, em parte, responsável pela complexidade da civilização moderna. Antes que o senhor inventasse a psicanálise ninguém sabia que a personalidade era dominada por um exército beligerante de complexos bastante censuráveis. A psicanálise fez da vida um complicado quebra-cabeça.

Sigmund Freud: De jeito nenhum. A psicanálise simplifica a vida. Nós atingimos uma nova síntese depois da análise. A psicanálise cria uma nova ordem para o labirinto onde estão perdidos certos impulsos, e tenta conduzi-los para o lugar ao qual pertencem. Ou, usando outra metáfora, ela é o fio que conduz o homem para fora do labirinto do seu próprio inconsciente.


George Sylvester Viereck: Em uma visão superficial, parece, entretanto, que a vida humana nunca foi tão complexa. E, a cada dia, alguma nova ideia, apresentada pelo senhor ou por um dos seus discípulos, torna o problema do comportamento humano mais enigmático e contraditório.

Sigmund Freud: Pelo menos a psicanálise nunca fecha as portas para uma nova verdade.


George Sylvester Viereck: Alguns dos seus alunos, mais ortodoxos do que o senhor, se agarram a qualquer declaração que o senhor faça.

Sigmund Freud: A vida muda e a psicanálise também. Estamos só no princípio de uma nova ciência.

George Sylvester Viereck: Eu acho a estrutura científica que o senhor criou muito complexa. E os elementos dessa estrutura, como a teoria da substituição, da sexualidade infantil, do simbolismo dos sonhos, etc., parecem permanentes.

Sigmund Freud: No entanto, torno a dizer, nós só estamos começando. Sou apenas um principiante. Consegui trazer à tona muito do que estava enterrado nas camadas mais profundas da mente. Mas, enquanto eu só descobri alguns templos, outros podem descobrir um continente.

George Sylvester Viereck: O senhor ainda dá grande importância ao sexo?

Sigmund Freud: Eu respondo com as palavras do grande poeta Walt Whtman: “Mas não haveria nada, se não houvesse o sexo”. Entretanto, como já disse, hoje em dia, eu dou a mesma importância ao que está além do prazer – a morte, a negação da vida. Esse desejo explica porque alguns homens gostam da dor – ela representa um passo em direção à morte! O desejo da morte explica por que todos os homens procuram o descanso eterno, por que os poetas agradecem:

“Onde quer que os deuses estejam,
Não há vida que viva para sempre
Os homens mortos nunca renascem,
E até o rio mais enfastiado
Segue confiante na direção do mar.”


George Sylvester Viereck: Shaw, como o senhor, não deseja viver para sempre, mas ele acha o sexo desinteressante.

Sigmund Freud: Shaw – respondeu Freud, sorrindo –, não entende o sexo. Ele não faz a mais remota ideia do que seja o amor. Não existe nenhum relacionamento amoroso real nas suas peças. Ele transforma o caso de amor de César – talvez a maior paixão da história – em uma piada. Deliberadamente, para não dizer maliciosamente, ele despe Cleópatra de todo o seu esplendor e a rebaixa à condição de uma mulher insignificante, petulante e exagerada. A razão para a estranha atitude de Shaw em relação ao amor e para a sua negação do impulso primordial de todas as ações humanas, o que tira de suas peças o atrativo universal apesar da sua grande inteligência, está na natureza da sua psicologia. Em um de seus prefácios, Shaw enfatiza o aspecto ascético da sua personalidade. Posso ter cometido muitos erros, mas tenho certeza que não errei ao enfatizar a predominância do instinto sexual. Porque o instinto sexual é tão forte que se choca com muita frequência contra as convenções e salvaguardas da civilização. A humanidade, em defesa própria, procura negar a importância suprema do sexo. Analise qualquer emoção humana, não importa o quanto ela esteja distante da esfera do sexo, e o senhor vai encontrar com certeza, em algum lugar, o impulso primordial, ao qual a própria vida deve a sua perpetuação.


George Sylvester Viereck: É certo que o senhor conseguiu incutir o seu ponto de vista sobre todos os escritores modernos. A psicanálise deu nova força à literatura.

Sigmund Freud: Ela também recebeu contribuições da literatura e da filosofia. Nietzsche foi um dos primeiros psicanalistas. É incrível o quanto a intuição dele se antecipou às nossas descobertas. Ninguém identificou com mais clareza as razões para o comportamento humano e a luta do princípio do prazer pelo eterno domínio. O seu Zaratustra diz:

“Desgraça
Grite: Vá
Mas o prazer implora por eternidade,
Implora insaciável, profunda eternidade.”

Pode ser que a psicanálise seja menos discutida na Áustria e na Alemanha do que nos Estados Unidos, mas a sua influência sobre a literatura, no entanto, é enorme. Thomas Mann e Hugo von Hofmansthal nos devem muito. Schnitzler acompanha, em grande parte, o meu desenvolvimento. Ele expressa através da poesia muito do que eu tento transmitir cientificamente. Mas o doutor Schnitzler não é apenas um poeta, ele é também um cientista.


George Sylvester Viereck: O senhor não é apenas um cientista, é também um poeta. A literatura americana está impregnada pela psicanálise. Rupert Hughes, Harvey O’Higgins e outros são seus intérpretes. É quase impossível abrir um novo romance recente sem encontrar alguma referência à psicanálise. Entre os dramaturgos, Eugene O’Neill e Sydney Howard devem muito ao senhor. “The Silver Cord” (O Cordão de Prata), por exemplo, é uma mera dramatização do complexo de Édipo.

Sigmund Freud: Eu sei disso, sou grato pelo reconhecimento, mas temo pela minha própria popularidade nos Estados Unidos. O interesse dos americanos pela psicanálise não é muito profundo. A grande popularidade leva à aceitação superficial sem uma pesquisa séria. As pessoas apenas repetem o que escutam no teatro ou leem nos jornais. Eles pensam que compreendem a psicanálise, porque conseguem repetir o nosso jargão! Eu prefiro o estudo mais intenso da psicanálise nos centros europeus. Os Estados Unidos foram o primeiro país a me reconhecer oficialmente. A Clark University me conferiu um grau honorário quando eu ainda estava condenado ao ostracismo na Europa. No entanto os Estados Unidos contribuíram muito pouco para o estudo da psicanálise. Os americanos são generalizadores inteligentes, mas raramente são pensadores criativos. Além disso, os médicos americanos, bem como os austríacos, tentam apropriar-se do campo. Deixar que a psicanálise permaneça somente nas mãos dos médicos será fatal para o seu desenvolvimento. A formação médica pode ser tanto uma vantagem quanto uma desvantagem para o psicanalista. Ela é uma desvantagem quando certas convenções científicas aceitas se tornam arraigadas demais na mente do estudante.

– Freud precisa dizer a verdade a todo custo! Não consegue se forçar a lisonjear os Estados Unidos, onde tem a maioria dos seus admiradores. Não consegue, mesmo estando em desvantagem, fazer as pazes com a profissão médica, que até hoje o aceita com grande relutância. Apesar da sua integridade inflexível, Freud é muito cortês. Ele ouve qualquer sugestão com paciência, sem jamais tentar intimidar o entrevistador. É raro um convidado partir sem algum presente, uma lembrança da sua hospitalidade! A noite chegara. Estava na hora de pegar o trem de volta para a cidade que um dia abrigara o esplendor imperial dos Habsburgos. Freud, acompanhado pela esposa e pela filha, subiu a escada que ligava o seu retiro nas montanhas à rua, para se despedir de mim. Ele me pareceu triste e sombrio, quando acenou pra mim.

Sigmund Freud: Não me faça parecer um pessimista – completou depois do último aperto de mão. Eu não desprezo o mundo. Expressar insatisfação para com o mundo é só uma outra maneira de cortejá-lo, para conseguir plateia e aplausos! Eu não sou um pessimista, não enquanto tiver meus filhos, minha mulher e minhas flores! As flores felizmente não têm personalidade ou complexidades. Adoro as minhas flores. E não sou infeliz – pelo menos, não mais do que outras pessoas.

– O apito do meu trem soou na noite. O carro me levou à estação com rapidez. Aos poucos, a figura levemente curvada e a cabeça grisalha de Sigmund Freud desapareceram ao longe. Como Édipo, Freud olhou fundo nos olhos da Esfinge. O monstro propõe seu enigma para qualquer viajante. O andarilho que não souber a resposta será cruelmente agarrado e atirado contra as rochas. Mesmo assim, ela talvez seja mais gentil com aqueles que destroem do que com os que adivinham seu segredo.


Imagens: Internet



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sábado, 22 de agosto de 2015

Os 10 mais belos astros da história do cinema



A jornalista Tainá Corrêa, na sua coluna Filmes, hospedada na revista Bula realizou pesquisa destacando os astros considerados pelo público, Top de beleza do cinema mundial. Esta seleção vai de encontro principalmente, com o gosto feminino de épocas distintas do cinema. No entanto, sem dúvida representam bem a postura do galã, pelo porte físico e o seu talento de interpretação, nos filmes pelos quais representaram com elegância e, sobretudo com competência. Mais uma contribuição da revista Bula, com os seguidores do Bússola Literária, no sentido de torna-los em sintonia com o universo da Sétima Arte.

Para se chegar ao resultado – diz Tainá Corrêa – fizemos uma compilação de listas publicadas por sites especializados em listas sobre cinema e personalidades iconográficas. O objetivo da pesquisa era identificar, baseado nestas listas, quais eram os homens mais bonitos da história do cinema em todos os tempos. Participaram do levantamento as publicações: “Empire”, “Daily Mail”, “Esquire”, “Men’s Health”, “IMDb”, “The Fresh Films”.

Obviamente que listas são sempre incompletas. Sabe-se que, como a percepção, a opinião – que foi a base da pesquisa –, é algo individual. Outro fato que impossibilita um consenso é a diferença dos padrões de beleza de cada época. Aquilo que era considerado belo no passado, nem sempre é avaliado como belo no presente. E o belo do presente, se visto com os olhos do passado, é passível de questionamentos e, discutível, como o resultado desta lista.

De qualquer forma, os 10 atores selecionados, se não são unanimidades entre as publicações pesquisadas (e possivelmente não serão entre os leitores), são referências explícitas da beleza masculina no século 20.

Abaixo, em ordem classificatória, os 10 atores selecionados baseados nas publicações pesquisadas.

1 – Alain Delon, um dos mais importantes atores da história do cinema francês. Nasceu em 8 de novembro de 1935, em Sceaux, comuna francesa na região da Borgonha. Seu principal filme é O Sol por Testemunha, dirigido por René Clément. Em 1959 ganhou o Urso de Ouro honorário pelo conjunto da obra, no Festival de Berlim.

No entanto, tudo começou no festival de Cannes, em 1957, quando sua beleza chamou a atenção do pretenso produtor de cinema Jean-Claude Brialy, que o prometeu contrato desde que aprendesse inglês. Nos anos 60 e 70, pelas suas características físicas, tornou-se símbolo sexual.

O seu primeiro grande papel no cinema foi como Tom Ripley, em 1959, no clássico O Sol por Testemunha, dirigido por René Clément. Em 1960, Delon atuou em Rocco e Seus Irmãos, dirigido por Luchino Visconti, um dos filmes mais adorados da história do cinema. Em 1963, atuou no clássico O Leopardo, do mesmo diretor Visconti, com o qual conquistou o Palma de Ouro, no Festival de Cannes.

2 – Marlon Brando foi considerado um dos atores mais completos, atuou no teatro e no cinema dos Estados Unidos. Nasceu em 3 de abril de 1924, em Omaha, Nebraska. Ganhador de dois Oscares de melhor ator pelos filmes Sindicato de Ladrões e O Poderoso Chefão. Marlon Brando foi um dos três atores profissionais, ao lado de Charlie Chaplin e Marilyn Monroe, a fazer parte da lista das 100 pessoas mais importantes do século compiladas pela revista “Time”. Na opinião do cineasta Martin Scorsese, “Ele é o marco. Há o antes de Brando e o depois de Brando”, definiu o cineasta. “Marlon Brando Morreu em 1 de julho de 2004, por insuficiência respiratória.

Em 1951, pela sua atuação no filme Uma Rua Chamada Pecado, dirigido por Elia Kazan, ao lado da atriz Viven Leigh, Marlon Brando foi indicado para o Oscar, mas não ganhou. Entretanto, pela sua performance, mostrando-se sempre de camiseta, estilo que definia bem os seu músculos, tornou-se símbolo sexual.

Em 1953, pela sua interpretação como Johnny Stabler, no filme O Selvagem, no qual era um delinquente, líder de uma gangue de motoqueiros, vestido de jaqueta de couro, marcou uma geração de artistas, como James Dean e Elvis Presley, os quais adoravam o estilo rebelde mostrado no filme.

3 – James Dean é considerado como a melhor personificação da rebeldia e angústia da juventude da década de 1950. Nasceu em 8 de fevereiro de 1931, em Marion, Indiana. Seus filmes mais conhecidos foram: Juventude Transviada e Assim Caminha a Humanidade. Morreu em 30 de setembro de 1955, vitima de um acidente automobilístico. Faz parte da lista das 50 maiores lendas do cinema, do American Film Institute.

Sua estreia no cinema aconteceu em 1951, quando desempenhou um pequeno papel no filme Fixed Bayonets! Em seguida passou a fazer pequenas pontas na tevê. Dean atuou também no teatro, encenando a peça See The Jaguar, de Richard Wash, na Broadway, 1953. No mesmo ano, ainda como ator de teatro, pela sua atuação na peça O Imoralista, interpretando um homossexual, ganhou o Tony Award, de melhor ator do ano.

No filme Vidas Amargas, de Alia Kazan, baseado no romance de John Steinbeck, foi um jovem solitário e amargurado. Nessa época, 1954, James Dean, teve que assinar um contrato com uma cláusula, em que, se comprometia a não dirigir carros de corrida durante as filmagens.

4 – Sidney Poitier, outro mito do cinema mundial. Foi o primeiro ator negro da história a receber o Oscar de melhor ator, por sua atuação no drama Uma Voz nas Sombras, em 1963. E também o primeiro artista negro a receber o Oscar honorário, pelo conjunto da obra. Nasceu em 20 de fevereiro de 1927, em Miani. É o único ator a ter vencido por três vezes o Urso de Prata no tradicional Festival de Berlim.

Em 1967, estrelou o filme, produção britânica, Ao Mestre com Carinho, no qual interpretou um professor de uma escola localizada numa comunidade pobre de Londres, onde as questões sociais e raciais são a tônica do filme, ocupou a 27ª posição, na lista dos 50 melhores filmes de High School, avaliados pela crítica. A canção tema To Sir, with Love, cantada por Lulu, transformou-se num sucesso, liderando as paradas musicais dos EUA. Citada inclusive, pela revista Billboard, como a número um, em 1967.

Sidney Poitier, além de ator e diretor de cinema, foi diplomata, embaixador das Bahamas no Japão. A partir de 1947, esteve presente em mais de 60 produções, das quais, vários documentários. 

5 – Clark Gable foi considerado pelo American Film Institute a sétima maior estrela masculina do cinema de todos os tempos. Nasceu em 1º de fevereiro de 1901, em Los Angeles, Califórnia. Seus filmes mais conhecidos foram: E o Vento Levou e Aconteceu Naquela Noite, dirigidos por Frank Capra, pelo qual ganhou o Oscar de melhor ator. Morreu em 16 de novembro de 1960, em decorrência de um infarto.

Sua carreira como ator, começou a deslanchar, em 1930, após uma impressionante atuação como Killer Mears, na peça The Last Mile, bancada por sua esposa, Josephine Dillon, em Los Angeles, quando Gable teve ótima recepção pela crítica, que lhe rendeu vários testes para o cinema. Em 1931, Darryl F. Zanucko, o testou para o papel em Alma de Lobo, depois o rejeitou, dizendo: “Não serve para o Cinema. As orelhas são grandes e se parece com um macaco”, disse.

Por ironia, a agente Minna Wallis, irmã de Hal Wallis, viu o teste e ficou impressionada, levando-o para a Pathé, onde em 1931, interpretou o seu primeiro papel no filme O Deserto Pintado, western de William Boyd, no qual foi um vilão.

Não demorou Gable, ainda em 1931, conseguiu despertar o interesse da MGM, que resolveu confiar um papel no filme Tentação de Luxo. No mesmo ano, após algumas interpretações em outros filmes, alcançou fama como o marginal em Uma Alma Livre, ao lado de Norma Shearer.

Movido menos pelo romantismo, mais pelo cinismo, domínio e sex-appeal agressivo, Luis B. Mayer e o diretor de publicidade Howard Stricking, tiveram a ideia de lançar um novo tipo de galã, com características mais compatíveis com o período de violência e agitação da Grande Depressão. Com esta nova postura artística, Gable abriu portas, para James Cagney, Hamphrey Bogart, Spencer Tracy e George Raft, entre outros.

O último filme de Clark Gable foi Os Desajustados (1960), escrito por Arthur Miller, dirigido por John Huston, com Marilyn Monroe, Eli Wallach e Montgomery Clift. Ao longo dos 30 anos de carreira, Gable fez 67 filmes, excluídas as figurações em alguns filmes da época do cinema mudo.

6 – Paul Newman foi ator, dublador e diretor de cinema norte-americano. Nasceu em 26 de janeiro de 1925, em Shaker Height, Ohio. Em 1985 recebeu o Oscar pelo conjunto da obra. Em 1986 ganhou o Oscar de melhor ator pelo filme A Cor do Dinheiro, dirigido por Martin Scorsese, baseado no livro de Walter Tevis. Morreu em 26 de setembro de 2008, em consequência de câncer no pulmão.

Sua primeira aparição no cenário artístico, foi na Broadway, em 1953, na peça Pacnic, que lhe rendeu um contrato com Warner Bros. Seu primeiro filme Cálice Sagrado, de 1954, foi quase o seu último. Por ter considerado sua performance muito ruim, publicou um anúncio de página inteira num jornal pedindo desculpas a quem tivesse visto o filme.

Em Gata em Teto de Zinco Quente e O Mercador de Almas, cuja atuação lhe valeu o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes, em 1958, conseguiu novo status, como sendo novo astro de Hollywood, no final da década de 1950, tornando-se líder de bilheterias nos anos seguintes, quando estrelou filmes como, Desfio a Corrupção, em 1961; Criminosos Não Merecem Prêmio, em 1963; O Indomado, também em 1963; Rebeldia Indomável, em 1967 e Hombre, no mesmo ano. Fechou os anos 60, com o mega sucesso de crítica e bilheteria mundial, Butch Cassidy/Dois Homens e um Destino, em 1969, ao lado de Robert Redford.

Paul Newman produziu e dirigiu vários filmes de qualidade, incluindo Rachel, Rachel, em 1968, estrelado pela esposa Joanne Woodward, com o qual foi premiado com o Globo de Ouro de melhor diretor.

7 – Brad Pitt, considerado símbolo sexual do cinema contemporâneo. Nasceu em 18 de dezembro de 1963. Seus principais filmes são: Clube de Luta, Onze Homens e um Segredo, O Curioso Caso de Benjamin Butto, Bastardos Inglórios e O Homem que Mudou o Jogo.

Sua determinação foi decisiva para a carreira de ator. Faltando duas semanas para se formar em jornalismo, no final dos anos 80, Brad largou a faculdade e mudou-se para Los Angeles, com apenas 300 dólares no bolso e a ideia fixa de se tornar astro do cinema. O sucesso, porém não foi imediato. Em 1989, Pitt conseguiu pequenas pontas no cinema e na tevê, como em Too Young to Die?. Porém, sua primeira grande chance foi com o filme Thelma e Louise, onde atuou junto com Geena Davis, substituindo o ator William Baldwin, que havia recusado o papel para fazer Back Draft, em Cortina de Fogo.

Pela sua atuação nesse filme (Thelma e Louise), Bitt, conseguiu dar o pulo do gato, rumo ao estrelato. Quando chamou a atenção de Robert Redford, que o convidou para estrelar o poético Nada É Para Sempre. A partir daí, Brad Pitt se tornou ídolo, sempre alternando papéis de bom-moço, como no épico e romântico, Lendas da Paixão, que elevou o seu cachê para a faixa de US$ 8 milhões.

Em 1995, a revista People, o elegeu O Homem Mais Sexy do Mundo, título que viria a se repetir em 2000. No entanto, Brad Pitt foi realmente aclamado pela crítica por sua interpretação, como o louco Jeffrey Goines, em Os Doze Macacos, papel pelo qual foi indicado ao seu primeiro Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.

8 – George Clooney, um dos mais premiados atores e produtores da atualidade. Nasceu em 6 de maio de 1961, em Lexington, Kentucky. Seus filmes mais conhecidos são: Confissões de Uma Mente Perigosa, Onze Homens e Um Segredo e Syriana. Pela sua atuação em Gravidade e Argo, ganhou o Oscar de melhor ator coadjuvante.

George Clooney herdou sua vocação pela arte de interpretar e de estar frente às câmeras, do pai, o apresentador de televisão norte-americano Nick Clooney. Desde os cinco anos de idade acompanhava o pai nos estúdios. Trabalhou como jornalista televisivo, em seguida como ator, quando o seu primo Miguel Ferrer, o ajudou atuar em um pequeno papel num filme.

Nos estúdios da Playboy, Clooney, conseguiu o auge do sucesso com o seriado ER, interpretando o Dr. Doug Ross, até 1999. Em 2009, retornou à série para sua última temporada, numa participação especial. Entre os seus filmes mais conhecidos estão, Três Reis, Onze Homens e um Segredo, O Amor Custa Caro, Solaris, Batman & Robin e Syriana, pelo qual ganhou o Globo de Ouro e o Oscar de melhor ator coadjuvante.

Como diretor de cinema, teve bom desempenho, em filmes como, Confissões de Uma Mente Perigosa e Boa Noite e Boa Sorte, com o qual foi indicado ao Globo de Ouro e ao Oscar de melhor diretor em 2006. Em 2015, contracenou com Julia Roberts no thriller financeiro Money Monster. 

9 – Cary Grant nasceu em 18 de janeiro de 1904, em Bristol, Inglaterra. Seus filmes mais conhecidos são: Interlúdio, de Alfred Hitchcock e Tarde Demais para Esquecer, dirigido por Leo McCarey. Em 1970 recebeu o Oscar honorário pelo conjunto da obra. Morreu em 29 de novembro de 1986, em consequência de uma hemorragia cerebral.

Na verdade Cary Grant é o nome artístico de Archibald Alexander Leach, que aos treze anos deixou a escola. forjando a assinatura do pai, conseguiu entrar para a trupe do comediante Bob Pender. Por dois anos apresentou-se em diversas cidades da Inglaterra, até que, em julho de 1920, aos dezessete anos, foi uma das oito pessoas escolhidas por Pender para uma bem-sucedida turnê de dois anos pelos Estados Unidos, ao fim da qual não decidiu retornar à Inglaterra. Ao se mudar para Hollywood, sua bela aparência chamou a atenção de Ben Schulberg, da Paramount. Foi aí que nasceu Cary Grant.

Sua estreia na carreira artística veio em 1932, no obscuro musical Esposa Improvisada, contudo, sua primeira grande oportunidade veio com o diretor Josef Von Stenberg, que o escolheu para fazer par com Marlene Dietrich em Vênus Loira. Em seguida atuou em cerca de vinte filmes, até chegar ao estrelato em 1935, com o filme Vivendo em Dúvida ao lado de Katharine Hepburn. Entretanto, a fama internacional, aconteceu em 1946, no filme de Alfred Hitchcock, Interlúdio, quando atuou ao lado de Ingrid Bergman. Fama esta, consolidada em 1957, com Tarde Demais para Esquecer.

Pela elegância demonstrada nas telas, o escritor inglês Ian Fleming, baseou em Grant, para criar o personagem 007, para o qual foi convidado para interpretar, não aceitando o papel, Sean Connery o substitui.

Durante sua carreira, foi indicado duas vezes ao Oscar, nos anos 40, pelas suas atuações nos filmes Serenata Prateada, em 1941 e Apenas Um Coração Solitário, em 1944. Encerrou suas participações no cinema em 1966, com o filme Walk, Don’t Run. Segundo Grant, estava velho para interpretar papéis principais.

10 – Hugh Jackman é particularmente conhecido por ter interpretado o personagem Wolverine, da série X-Men. Nasceu em 12 de outubro de 1968, em Sydney, Austrália. Foi escolhido como o Ator Mais Sexy do Mundo pela revista “People”.

Hugh Jackman tem notável facilidade de comunicação, por ter feito jornalismo na Universidade de Tecnologia de Sydney, Austrália. Fez Artes Dramáticas na Western Australia Academy of Performing Arts. Sua primeira atuação no cinema foi em, Corelli, em 1995, ao lado de Deborra-Lee Ferness, hoje sua esposa.

Arriscou como cantor, no papel de Gaston, em A Bela e a Fera. Também apareceu como Joe Gillis, em Sunset Boulevard, outra produção australiana. E ainda, fez uma participação especial na música You’ve Got The Look, de The Lonely Island.

Em 1999, Jackman fez o filme Erskineville Kings, que o rendeu uma indicação ao Australian Film Institute, na categoria Melhor Ator. Mas o sucesso veio de verdade, ao interpretar no cinema o personagem dos X-Men, como Wolverine.

Hugh Jackman ganhou o Tony, prêmio de melhor Ator de Musical, em 2004, quando interpretou Peter Allen, em The Boy from Oz. Foi um dos atores cotados para o papel de James Bond, após a saída de Pierce Brosnan.


Texto: Excertos adicionais, extraídos das informações compiladas da Wikipédia

Imagens: revista Bula



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