domingo, 18 de maio de 2014

Seria a poesia o quinto elemento indispensável à vida?



Quando uma pessoa tem a coragem de despir-se da arrogância, despir-se da intolerância, e até mesmo dos seus sentimentos mais arraigados e profundos, o quê podemos dizer? Ou está passando por um estágio de delírio; é consciente além do perceptível, sábia e destemida; ou um poeta capaz de colorir a tristeza, a solidão e a miséria, com a tinta extraída da sua própria essência.

O poeta tem o clamor do pensamento, as mãos que escrevem o sentimento. Tem no seu intimo a beleza do amor, a nostalgia da dor e a luz da alma. Sussurra com delicadeza palavras que faz bem ao coração. E descreve a magia da ternura e o fervor da paixão, aspirando suave perfume de onde pouco se nota.

Fernando Pessoa em um de seus momentos de esplendor criativo, reacende o ardor da sua gloriosa exaltação poética, ao interpretar que, “O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis...”

Remisson Aniceto é uma dessas pessoas incomparáveis. Utiliza da sua sutileza para descrever o bendito da inspiração e sabe como poucos, traduzir o lirismo em momentos inesquecíveis, com tal convicção que encanta até os mais incrédulos sobreviventes da desventura.

Reviveu com sua própria grafia o célebre poema de Manuel Bandeira, "Vou-me embora pra Pasárgada", desenhando o seu “No céu de Pasárgada”; criou “Fantasia” para Rosangela de Fátima, descrevendo-a como bela flor, purpúrea, serena, de sutil formosura, eflúvio de rosas. Não satisfeito questionou com habilidade, a equivalência torpe entre guerra e paz, que Leon Tolstói no seu romance (1865 - 1869), considerou como uma reação do livre-arbítrio.

Bússola Literária neste momento singular de sua tendência literária, não poderia deixar de destacar o talento deste pensador e vigoroso erudito, construtor de versos germinados das entranhas da sua sublime vocação poética. Alimento que imortaliza a senda das palavras que se multiplicam, para tornarem-se num extraordinário castelo de inspiração.


Senda poética de Remisson Aniceto


A poesia é a roda e o eixo do mundo: tudo se move a partir dela. Senhora das emoções, encontra-se em cada detalhe, em cada sorriso, em cada lágrima, em cada fala, em cada objeto. Às vezes quase imperceptível, ela sutilmente movimenta o mundo e o transforma, promovendo a integração e a harmonia entre os povos.

A poesia pode ser classificada como o “Quinto Elemento” necessário à vida. Assim como a água, a terra, o fogo e o ar, a poesia sacia a sede do espírito, germina e floresce, aquece e oxigena o sangue, abrindo novos horizontes.

Transitória ou permanente de acordo com o olhar de cada leitor, por si só, ela torna-se perene, fica. Na poesia podemos encontrar o caminho para a Paz. “Lê e critica os meus versos, que te é permitido fazê-lo. Só não me prives, de peço, do direito de escrevê-los”. (Remisson Aniceto)





No céu de Pasárgada


Vou-me embora pra Pasárgada
Lá eu é que sou o rei
Lá terei tudo que quero
Na terra que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá eu é que sou o rei
De uma terra encantada
Que um dia abandonei

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá todo mundo é rei
Lá poderei encontrar
Tudo que em vão procurei

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá eu serei feliz
Lá poderei despertar
Na rica Terra do Sem Fim

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá só vive gente boa
Lá, sem cetro e sem coroa
Serei rei e súdito de mim

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá terei uma mulher só minha
Lá todo mundo é feliz
Cada rei com sua rainha

Lá montarei em cavalo
E verei o sol nascer
Lá tenho amigos reais:
Cecília, Carlos, Manuel...

Que me dizem que Pasárgada
Faz divisa com o céu
Onde dá pra ir e vir
Num piscar de olhos

E se algum dia talvez
A tristeza brincar comigo
Querendo em Pasárgada abrigo
Ou se a morte desdenhar

Da alegria de um amigo
Basta eu me lembrar
Que em Pasárgada sou rei
Que lá todo mundo é rei

Vou-me embora pra Pasárgada
De onde um dia saí rei
E desde então me perdi

Vou-me embora pra Pasárgada
De lá não mais sairei



Fantasia
(Para Rosangela de Fátima)

 Ó bela Flor, purpúrea, serena,
de sutil formosura, eflúvio de rosas...
Desvelada Flor, sublime, amena,
mescla escarlate das veias ardorosas.

Ó infinita Flor, plácida, aérea,
rubra Flor dos meus anseios...
Visão indelével, magicamente etérea,
lampejo de cor dos devaneios...

Ó Ros'angelical, rósea Flor mirim,
fulgente glória dos meus sonhos,
cobre-me com pétalas carmim!

Ó majestosa Flor, pujante e sincera,
sê real! Dissipa a névoa do medonho,
ó inefável Flor de Quimera...




Guerra, por quê? Por que não a PAZ?
Em homenagem ao dia 21 de Setembro – Dia Internacional da PAZ



A guerra advém da desinteligência e insensatez de um povo, subtraído mesmo que temporariamente de sua razão através de inflamados discursos ideológicos proferidos por líderes supostamente inteligentes. Líderes cultos, talvez, sábios, nunca. A sabedoria não se resume num maior acúmulo de informações. Sábio, só aquele que, mesmo tendo seus direitos furtados, consegue abrigar no coração a compreensão e a tolerância. Sábio, só aquele que hasteia a bandeira da PAZ e a leva sempre erguida.

Por que a guerra? Por que não a PAZ?
O pensamento crítico e o bom senso são fundamentais para que haja sempre um estado de harmonia entre os povos.
A deflagração de uma guerra é a mais forte prova da insensatez humana.

Só a fé em Deus faz nascer e frutificar a PAZ em nossos corações.


Salve a PAZ!!!


A propósito, você já acessou a fan page do meu livro infantil Juju Descobrindo Outro Mundo? Não imagina o que está perdendo. Acesse: www.fecebook.com/jujudescobrindooutromundo.

E o site da Juju Descobrindo Outro Mundo, já o acessou? Se eu fosse você iria conferir imediatamente. Acesse: www.admiraveljuju.com.br 


Imagens: Google

25 comentários:

LUCIA UO disse...

Hola.
Me ha encantado el articulo que hace referencia a Remisson Aniceto y su poesía.

Su poesía es muy hermosa,emotiva y profunda.
Transmite infinidad de sentimientos, se instala en el alma, haciendo vibrar los corazones.
Un gran abrazo

Dilson Paiva disse...

Hola Lucia OU, su visita nos dejó muy feliz. Gracias por tu comentario profundo y suave. Siempre contamos con su elegante presencia. Recordando que en el índice de publicaciones de la brújula literaria, puedes deleitarte con varias otras publicaciones, que, sin duda, le proporcionará momentos agradables de la lectura y bienestar. Abrazo fraterno.

Remisson disse...

Caro Dilson, obrigado de coração! Que maravilha! Só mesmo um grande escritor como você para dizer de mim e de minha poesia coisas que nem eu sabia. Sinto-me nas alturas depois de ler suas impressões sobre meus textos e o que posso dizer, além de agradecer, agradecer, agradecer em meu nome e da minha poesia?
Grande abraço.
Remisson

Dilson Paiva disse...

Valeu Remisson, que bom que gostou. Também gostei. Quanto as impressões, simplesmente dei a César o que pertencia a César. E a Salomão, a justiça foi feita, distante da sabedoria de um rei, mas pela justiça de um simples mortal. Abraço.

Juloren disse...

Só mesmo o Bússola Literária, para vasculhar este imenso espaço cibernético do mundo virtual
é trazer até nós o maravilhoso céu de Pasárgada, que revela a senda e o sentimento
da poesia em flor, que carrega em si o “Quinto Elemento essencial a vida”.
se em nós não existisse a poesia, o amor não faria o menor sentido.
A majestosa poesia enaltece o amor e trás a tona inefáveis anseios inesquecíveis.
Parabéns Dilson, por tão importante postagem, lindas poesias excelente leitura, gostei muito.
Grande beijo. Juloren

Dilson Paiva disse...

Obrigado Juloren, mais uma vez, pela sua generosa visita e o seu inteligente e gentil comentário. Realmente Remisson dá um banho de inspiração poética. O cara é craque no que se propõe. Abraço fraterno.

Tony Cantero Suárez disse...

Enternecedor y elegante escrito el que dedicas al querido amigo y original escritor Remisson Aniceto y por procuración suya a la poesía, Dilson. Y es que ambos tienen razón, tu con tus argumentos de peso y el entre sus versos de estos tiempos. Y como siempre digo, la poesía es el quinto elemento, subliminal y existencialmente idílico, para los poetas que escriben porque poseen el sexto sentido; y no por capricho, ni por dolores resentidos. Un abrazo a ambos, desde París, Tony.

dirceurabelo disse...

Conheço o trabalho maravilhoso desse poeta sensível que é o amigo Remisson Aniceto. A poesia pousou nele para não sair mais e ele faz dela gato e sapato, e nos dá verdadeiras joias que nos prendem do princípio ao fim da leitura. Gosto mesmo dos poemas de Remisson e não perco uma única oportunidade de degustá-los, até mesmo para aprender um pouco mais.

Bípede Falante disse...

Parabéns pelos criativos e belos poemas :)
Se todo mundo for rei, também vou que queremos ser mais que a mulher escolhida.
Queremos é ser feliz!
beijo
Helena Terra

Libra *M* disse...

Muy hermosas, profundas y reflexivas las letras de nuestro amigo Aniceto.
Felicitaciones.
Dolors - Libra *M*

Libra *M* disse...

Hermosas, profundas y reflexivas las letras de nuestro amigo Aniceto.
Un abrazo amigo y felicitaciones.

Dilson Paiva disse...

Estime Tony, primer deseo agradecer su visita el contornear literario y su comentario gentile. Cuánto a la presentación que hice en la publicación del trabajo poético del poeta Remisson Aniceto, satisfice solamente con mi deber, como editor y administrador de contornear literario. Uno es sobre una participación que considero esencial hacerla en todos los textos que no pertenezcan a mí. Evidente que los poemas, en especial “en el cielo de Pasárgada”, que está de un releitura de una obra clásica de la literatura brasileña: “Voy pra Pasárgada sin embargo”, de Manuel Bandeira, muy él era plomo y dio la dirección bien que se acercó a la raíz del poema original. El otros dos también habían contribuido para la calidad y el lirismo implicado. ¿Cuándo en vista de la creación poética como sensibilidad que emane de la sexta dirección, me voy para su cuenta, ok? Será una gran alegría a poder contar siempre en su visita agradable. Abrazo fraterno.

Dilson Paiva disse...

É verdade Dirceu Rabelo, Remisson é um virante criador de sonhos. O lirismo está vivo nas suas criações. Também gostei muito. Obrigado estimado amigo pela sua visita ao Bússola Literária. Esperamos continuar sendo merecedores da sua simpática visita. Abraço fraterno

Dilson Paiva disse...

Admirável Bípede Falante, não tenha dúvida, o Bússola Literária, está feliz com sua visita e o seu gentil comentário. Volte outras vezes, sua simpatia presença será muito bem vinda. Obrigado pelo precioso comentário. Abraço fraterno.

Dilson Paiva disse...

Hola admirable Libra *M*, gracias por la buena visita y su gentile comentario bonito. Estoy totalmente de acuerdo con usted, como la calidad y la sensibilidad poética de Remisson, él es realmente un gran tamer ideas y pensamientos quién enobrecem el alma. ¿Siempre contamos con su noble visita, ok? Abrazo fraterno.

Unknown disse...

Não sei se devo apenas enaltecer a beleza, a profundidade da poesia de Remisson Aniceto, mas, igualmente, a forma elegante como o autor se refere ao sublime poeta.
Remisson Aniceto é – já tive oportunidade de o conhecer em outros sites, - notável prosador e excelente cronista, mas é na poesia, que revela toda a sua sensibilidade. Seus poemas são encantadores, de uma simplicidade e beleza extraordinária.

Humberto Pinho da Silva
Porto, Portugal

Dilson Paiva disse...

Olá Humberto Pinho da Silva, elegante é a sua presença no Bússola Literária e o seu sincero comentário. De fato Remisson sabe trilhar caminhos orientado por sua mente efervescente, sem bifurcar o sentido do seu lirismo moderno. Estilo ponderado na eloquência e no excesso da carência do afeto, modelo muito empregado por outros autores. Também gostei muito. Continue nos visitando. Bússola Literária, tem no seu índice de publicações temas importantes e prazerosos de se ler e pesquisar. Abraço fraterno.

Renata Bomfim disse...

OLá querido amigo e poeta,
li seus poemas, como sempre, com muito interesse. Eles são, para mim, um momento de fruição e alegria! Abraços dessa amiga que o estima, Renata BOmfim

Dilson Paiva disse...

Olá Renata Bomfim, obrigado pela visita e o gentil comentário. Também gostei dos poemas do talentoso Remisson Aniceto. É um poeta que respira os bons fluídos da inspiração vicejante. E digo mais,o seu retorno ao Bússola Literária, será muito esperado. Seja sempre bem vinda. Abraço fraterno.

Arlete Meggiolaro disse...

Remisson Aniceto, parabenizo você pelo reinado harmonioso no "Céu de Pasárgada".

Dilson, seus leitores sentem-se honrados por sua "Bússola Literária" apontar a direção à poetas com alma privilegiada.

Dilson Paiva disse...

Admirável poetisa Arlete Meggiolaro,é muita alegria notar sua presença no Bússola Literária, sempre gentil, manifestando suas opiniões super preciosas e brilhantes. Obrigado amiga, por mais esta visita e por seu generoso comentário. Abraço fraterno..

Tot és una mentida disse...

Me ha gustado mucho la poesía de Remisson Aniceto. Saludos desde Barcelona.

Dilson Paiva disse...

Hola Tot és una mentida, nos alegramos con su visita amistosa a brújula literaria y su amable comentario. Esperamos contar con tu presencia, más a menudo en el apoyo y acompañamiento de nuestras publicaciones. Abrazo fraterno...

Роксана Садыкова disse...

Remission Aniceto is a very talented poet! He has a very beautiful, deep works that come from the heart! His work is known and appreciated even in far-off Russia! That's what real talent that is out of time and out of state borders! Thanks for your creativity and the joy you give to people!

Dilson Paiva disse...

Hello Роксана Садыкова, we are happy with your kind visit to Literary Compass. Thank you for your kind and intelligent comment. In fact I heard Remisson translate words into feelings, with quality and lyricism. In the composition of his verses, made with a lot of property, expressing romanticism and civility that emanates from his poetic personality, in beautiful and engaging messages. Continue in attended with its sleek visitor, without leaving to check other varied literary themes, contained in the index of publications of Literary Compass. Fraternal hug.