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terça-feira, 4 de março de 2014

31 de Julho de 2014, aniversário de 70 anos da morte de Saint-Exupéry


Nasceu há 113 anos, a 29 de Junho de 1900, em Lyon, Antoine de Saint-Exupéry, autor de "O Principezinho", o livro mais traduzido em todo o mundo, depois da Bíblia e de "O Capital", de Karl Marx. A sua morte, aos 44 anos, num acidente de aviação, ainda hoje permanece um mistério e tornou-se um mito sobre sua causa.

Órfão de tenra idade, Saint-Exupéry desde cedo demonstrou fascínio pelos aviões e fez o seu batizado de voo logo aos 12 anos. Com um aproveitamento irregular no Colégio de Jesuítas que frequentava, tenta a admissão à Escola Naval, mas não consegue, tendo então, optado pela arquitetura. Fez o serviço militar em Estrasburgo, no 2º Regimento de Aviação, obtém um "brevet", e sofre o primeiro acidente aéreo (seriam mais cinco, ao longo da sua vida, alguns bastante graves, tendo chegado a fraturar o crânio, teve uma comoção cerebral, fraturas múltiplas, ficou parcialmente paralisado no braço esquerdo).

Trabalhou em várias companhias aéreas. O seu primeiro conto, "L'Aviateur" (O Aviador), foi publicado em 1926. "Courrier Sud" (Correio do Sul), depois adaptado ao cinema, (Saint-Exupéry neste filme, atuou como ator principal nas cenas de voo) dois anos mais tarde.

Em 1931 publica o romance, "Vol de Nuit" (Voo Noturno), com prefácio de André Gide, o qual é atribuído o Prémio Femina, devido à semelhança da sua vida, "Voo Noturno" mostra-nos um homem em que a coragem era tão natural que dela fazia pouco caso.

Nesse mesmo ano casa-se com Consuelo Saucin. É repórter na Guerra Civil Espanhola em 1937 (como muitos outros intelectuais remanescentes do seu tempo, como Hemingway ou Orwell) e notabilizado como capitão em 1939, ano em que esboça "Le Petit prince" (O Principezinho) e publica "Terre des Hommes" (Terra dos Homens). No ano seguinte, passa um mês em Lisboa, de onde parte para Nova Iorque.

Em 1942 sai "Pilote de Guerre" (Piloto de Guerra), que rapidamente se torna um best-seller. Em 1943 escreve e publica "Lettre à un Otage" (Carta a um Refém) e "O Principezinho". É promovido a comandante, mas restringem-lhe os voos devido à idade.

Depois de oito missões na Córsega, mais três do que aquelas que lhe haviam autorizado, em 1944, com a II Grande Guerra, quase no final de carreira como piloto de guerra, é dado como desaparecido no dia 31 de Julho de 1944.

Depois de ter decolado numa manhã, desapareceu na imensidão azul celeste que tanto amara, na sua derradeira missão sem regresso. Não se sabe ao certo o local da queda. Um pescador defendeu que foi na Baía de Cassis.

Em 1948 sai em homenagem à sua memória, o seu romance "Citadelle" (Cidadela). A sua escrita encantou várias gerações. Como diz Urbano Tavares Rodrigues, “Saint-Exupéry soube transmitir-nos as grandezas dos espaços aéreos e dos silenciosos desertos, as sensações do piloto na carlinga do avião, a pequenez do homem e a sua capacidade de se superar frente ao perigo, perante o infinito ou nas mais duras circunstâncias, como por exemplo, as dos náufragos em terra inóspita, despojados de tudo”.


Avião do autor de "O Pequeno Príncipe" foi derrubado por um caça alemão
G1 - Agência France Presse/2008



O avião do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, autor do célebre livro "O Pequeno Príncipe", cujo desaparecimento em 1944 nunca foi esclarecido, foi abatido por um caça alemão, revelou o piloto 64 anos depois.

"Tudo aconteceu em Toulon", revelou à AFP o alemão Horst Rippert, piloto da Luftwaffe durante a Segunda Guerra Mundial.

"Voava abaixo de mim, enquanto eu cumpria uma missão de reconhecimento no mar. Vi um emblema, virei para o lado para me posicionar atrás dele e o derrubei", explicou Rippert, de 88 anos. O avião caiu na água. "Nunca vi o piloto", disse Rippert. 

Tudo aconteceu em 31 de julho de 1944. Sessenta e quatro anos depois do misterioso desaparecimento de Saint-Exupéry, Rippert conta os detalhes em um livro que será lançado no dia 20 de março de 2008 na França.

"Se soubesse que era Saint-Exupéry, jamais teria abatido o avião", admite o ex-piloto da Lufwaffe, que acrescenta só ter descoberto muito tempo depois que era o responsável pelo desaparecimento do escritor. "Em nossa juventude todos líamos e adorávamos seus livros", revela.

A Revelação do mistério de Saint-Exupéry e a localização de Rippert, que posteriormente foi jornalista do segundo maior canal de televisão alemão, ZDF, foi possível graças a uma longa investigação do submarinista francês Luc Vanrell e do fundador da Associação de Busca a Aviões Perdidos Durante a Guerra, Lino von Gartzen.

A história é contada em um livro escrito por Vanrell e pelo jornalista Jacques Pradel, que tem o título "Saint-Exupéry, O Último Segredo".  

O misterioso desaparecimento do escritor motivou diversas hipóteses, até que um pescador de Marselha encontrou em 1998 uma pulseira com o nome "Saint-Ex" em sua rede de pesca.

Dois anos mais tarde, Vanrell encontrou os destroços de um avião Lighting como o que era pilotado pelo escritor. Em 2003, depois de retirar do mar os destroços, o número de série do aparelho mostrou que se tratava do avião de Saint-Exupéry.

Ao lado do avião do autor, também foram encontrados destroços de um avião Masserschmitt alemão e as investigações se voltaram para este país.

"Podem parar de procurar. Eu derrubei Saint-Exupéry", disse Rippert ao ser contatado por Lino von Gartzen.

Saint-Exupéry partiu do norte da ilha de Córsega em 31 de julho de 1944 a bordo de um Lightning P38 para realizar uma missão de reconhecimento e observação fotográfica para preparar o desembarque em Provence. Porém, nunca retornou à base.

Horst Rippert, um alemão de 88 anos que combateu na Luftwaffe, durante a II Guerra Mundial, declarou ao diário francês La Provence, ter sido ele quem abateu o avião pilotado pelo escritor Antoine de Saint-Exupéry, a 31 de julho de 1944. O corpo do autor de O Principezinho nunca foi encontrado.


Alemão diz que abateu avião de Saint-Exupéry
Diário de Notícias – 16 de março de 2008



Horst Rippert, um alemão de 88 anos que combateu na Luftwaffe, durante a II Guerra Mundial, declarou ao diário francês La Provence, ter sido ele quem abateu o avião pilotado pelo escritor Antoine de Saint-Exupéry, a 31 de julho de 1944. O corpo do autor de O Principezinho nunca foi encontrado.

A revelação surge na sequência de um trabalho de investigação levado a cabo pelo jornalista Jacques Pradel e pelo mergulhador Luc Vanrell, que descobriu os restos do Lightning P38 de Saint-Exupéry, em 2004.

Contado pelos investigadores franceses, Rippert disse-lhes: “Podem deixar de procurar. Fui eu que abati Saint-Exupéry.” Segundo o agora jornalista reformado, após ter sido atingido pelos seus tiros, o avião do escritor francês “desapareceu no mar. Ninguém saltou, não vi o piloto. Soube dias depois que se tratava de Saint-Exupéry.

Esperei sempre, e espero ainda, que não fosse ele. Todos o tínhamos lido na nossa juventude, adorávamos os livros dele. Ele sabia descrever admiravelmente o céu, os pensamentos e os sentimentos dos pilotos. A sua obra suscitou a vocação de muitos dentre nós. Se soubesse que era ele, não teria atirado. Não sobre ele”.

Segundo Horst Rippert, o fato de ter abatido o seu herói levou-o a ocultar a verdade durante todo este tempo, bem como o temor de que ela prejudicasse a sua carreira, que o levou a dirigir a editoria de Desporto do canal televisivo ZDF e a fazer parte da organização dos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972.

Continuam, no entanto, a subsistir dúvidas sobre se Saint-Exupéry teria mesmo sido abatido por um avião inimigo. Há quem persista em insistir na tese de avaria, e até na de suicídio.

O escritor Jules Roy, grande amigo de Saint-Exupéry, investigou longamente a sua morte para o livro Passion et Mort de Saint-Exupéry - Paixão e Morte de Saint-Exupéry (1951), e não encontrou referências, nos arquivos da Luftwaffe, de um abate aéreo na área em que o avião se despedaçou, mas apenas à sua queda.

E no número de Março/Abril de 2008, da revista francesa Nouvelle Revue D’Histoire, seu diretor, o historiador e escritor Dominique Venner, insiste na possibilidade de Saint-Exupéry ter se suicidado, por se encontrar seriamente deprimido.

Nota: Este material sobre a morte de Antoine Saint-Exupéry, está sendo possível depois de concentradas pesquisas em vários sites na internet.


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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

No olho do furacão



Existem pessoas que escrevem sem saber por que escrevem. Não acreditam que serão lidos, ou até mesmo, se seu trabalho será notado nas estantes das livrarias. Muitas vezes nem acreditam no interesse de uma Editora e, por conseguinte, tampouco de uma livraria. O que não foi o caso de Bruna Lombardi, famosa como modelo fotográfico e como atriz de TV e cinema. Ainda mais com o incentivo de um escritor consagrado, como foi o caso de Rubem Fonseca, quem lhe deu o empurrão desafiador para que escrevesse seu primeiro romance, depois de já ter publicado três livros de poesias. Veja a história e como surgiu "Filmes Proibidos", romance da escritora Bruna Lombardi e o que avaliou a temida crítica.

Este artigo foi extraído da revista Isto É de 5 de dezembro de l990, escrita pelo jornalista Alcino Leite Neto, págs.: 70, 71 e 72.

No olho do furacão
Bruna Lombardi lança seu primeiro romance e diz que escreve com o caos em volta de si.


Enquanto chove, ela diz: "Quero ser uma obscura mulher do século XX." Foi um século longo, sem grand finale. Nele, Bruna Lombardi já viveu 37 anos, sob o signo de Leão, amiga dos animais, das sete artes, dos livros. Quando era garotinha, a janela de seu quarto dava para uma paisagem de telhados que se amontoavam lá fora. Passava as horas lendo. Em outras, fingia ser atriz de cinema. Leu tanto como se tivesse que ser salva pelos próprios livros, ela conta. A obscura menina afogava. "E todas aquelas pessoas, os escritores, me estendiam a mão, me resgatavam do pesadelo."

Bruna estava almoçando no Rio de Janeiro com o escritor Rubem Fonseca quando ele lançou o desafio? Escreva um romance. Ela se afogou. Não queria. Mas a ideia foi tomando conta da ex-manequim, da atriz, da poeta Bruna Lombardi. Era 1986. Três anos depois o romance estava pronto: Filmes Proibidos. Ela diz que quase enlouqueceu até que colocasse o ponto-final no livro. Quis parar várias vezes, desistir. Não conseguia. Que coisa a levava adiante? A vaidade? "A vaidade sem dúvida é uma coisa muito movedora, mas no caso seria burrice. Uma apresentação na tevê dá muito mais retorno que vãs palavras num livro." Então, a imortalidade, fazer parte da história da literatura? "Não acredito na imortalidade, o que sobra é a atrocidade dos museus, sua falsidade, sua forma de redimir a história do erro."

Não, ela não sabe que coisa a fez continuar o livro. Ela suspeita: "Acredito que existe um elo de generosidade, um movimento que transforma leitores em escritores como forma daqueles agradecerem a estes por tanta coisa que foram capazes de dar, escrevendo. É nisto que acredito, não vejo outra explicação para alguém que passa uma noite em claro procurando uma palavra." Ela passou algumas. Mas em geral dormia cedo, não acordava tarde, por volta das 8h, às vezes abandonava o livro, outras vezes escrevia o dia inteiro. Largou a tevê, deixou de lado a poesia - era só Filmes Proibidos.

Ela não sabia escrever romances. Não conhecia direito a arquitetura, como ela diz. "Mesmo se você leu muito, isto não significa que você vai saber fazer. Não é olhando uma casa que você aprende a construí-la." De vez em quando, batia nela a crise. O diagnóstico era simples, doloroso: uma sensação de inutilidade absoluta do que estava fazendo. "Mas esta sensação só nascia no meu contato com os outros, com este mundo onde a literatura dá a impressão de ser tão marginal, tão desimportante, era como fazer uma escultura numa ilha deserta." A crise passava quando ela esquecia que o livro poderia ser publicado, excluía a possibilidade de ser lida.

O livro foi nascendo: uma mulher de 30 (sem nome), uma metrópole, um mundo, uma história de amor, inúmeras obsessões, personagens e histórias "em perdição", isto é, no ritmo das coisas contemporâneas - fugazes. A metrópole só podia ser São Paulo. "É uma cidade de tamanhos contrastes, tanta solidão, tanta luta, que me comove demais. Acho que o livro é registro do meu amor extremo por São Paulo." Também por tudo que é contemporâneo, terrivelmente contemporâneo. "Isso me invade, bips, flippers, vídeos. Como não relatar tanta interferência?" Em suma, o caos, o exterior rebelado. "Sou uma pessoa que escreve com o caos em volta de mim." E dentro de si? "Talvez eu tenha necessidade de fazer uma literatura pacífica, por isso."

Já tinha acontecido antes. Um belo dia, Bruna disse: acabou, acabei. Das outras vezes fora mentiras, pura preguiça. Não agora. "Tinha chegado ao meu limite." The end. No dia seguinte, uma sensação absolutamente estranha, "meio pós-operatória". Filmes Proibidos estava pronto. Ela dera o máximo. O livro era até onde podia ir. "Este trabalho, o período que eu me dei de pesquisa, de escrita, é o meu limite. Se ele não é melhor, é porque eu não sou melhor que isto. Posso progredir no próximo, ou regredir. Mas, agora, ele é o que eu sou, o que eu posso."

Rubem Fonseca foi o primeiro leitor. Lógico. Fez comentários gerais, nada em específico. Bruna não revela quais. Redobrou sua proposta: "Agora você volta para casa e começa a escrever outro." Bruna foi rápida: "Nem morta." Não passou muito tempo, já estava pensando no próximo romance. Mas não quer escrevê-lo agora. Vai continuar seus estudos de atuação e roteiro em cinema, em Los Angeles.

Quer escrever para cinema, a profissão de seu pai, o diretor de fotografia Ugo Lombardi, italiano de Roma que emigrou para o Brasil em 1948, para o Rio de Janeiro, onde Bruna nasceu. Quando o pai foi convidado para trabalhar na Vera Cruz, a indústria de cinema que se tentou fazer em São Paulo, Bruna e a mãe vieram com ele. A menina cresceu na Paulicéia. 

Começou a escrever poemas, fez filmes amadores, transformou-se em modelo de fotos e comerciais e acabou convidada pela Globo para estrelar Sem Lenço, Sem Documento, novela de Mário Prata. Foi sua primeira aparição na tevê, da qual se tornaria uma das imagens mais famosas. Lançou três livros de poesia e uma história para crianças. Não sonha em pertencer ao meio literário: "O que é isto? Não sei bem, não tenho compromisso com nada." Sobre o julgamento da crítica é taxativa? "Não me assusta a ideia de que as pessoas não gostem do que eu escrevo de mim. Sou uma pessoa tão dura comigo que ninguém vai me dizer nada que eu já não tenha dito." Talvez por isso não se assustou quando soube que a escritora Hilda Hilst tinha dito que Bruna Lombardi era uma grife, não uma escritora. "Eu adoro o que a Hilda escreve, levo a opinião dela em conta. Mas eu não tenho intenção de me poupar. Se tivesse não iria cair na vida desse jeito", ela diz. Enquanto isso chove.
A crítica
Muito clima, pouca literatura

Filmes Proibidos, o primeiro romance de Bruna Lombardi, tem mais timing, clima e teoria do que boa literatura. Se é que a grande literatura não virou coisa do passado, então, para existir, ela exige extemporaneidade, ou seja, uma visada absolutamente singular capaz de selecionar o enxame de coisas e sentimentos que reivindicam sua presença na obra. Nos filmes de Godard - para ficar na referência privilegiada do livro, o cinema - a narração é perdulária, mas a escritura é concentrativa. Sem o movimento interior. À Procura do Tempo Perdido seria somente uma enorme crônica de costumes. O drama de Bruna não é o excesso de citações - é sua desmesurada ambição de dar conta da coisa atual, personagens, objetos, emoções, assumindo no próprio texto a volubilidade de tudo que nos cerca.

Seja em Wim Wenders, Coppola ou Biade Runner, a tessitura do tempo, de um tempo, é bastante nítida. 

Desatar seu fio é construir a narração. Mudam os cenários, mas a vida é repetição. O fake de Las Vegas permanece como trompe-l'oeil de um filme como No Fundo do Coração (de Coppola): na frente da cena, não temos mais que as atribulações do amor, afinal eternas. Alice nas Cidades é menos contemporâneo por seus trens, fotos ou aeroportos do que pela suspensão da ação. Wenders investe todo seu interesse neste tempo "em aberto" que permite a assunção da personagem, não de sua psicologia, mas de uma espécie de física dos sentimentos.

Exemplos ao acaso, alguns dos inúmeros que passam pela cabeça da personagem central e narradora de Filmes Proibidos, cujo nome não é apresentado. No final do romance, ela dirá: "... todos esses clichês cinematográficos na minha cabeça." Está fazendo seu exorcismo, idêntico ao da escritora, sob o risco de abandonar a leveza: "Por que de repente tudo fica tão pesado?" O romance cresce aí, adensa-se, quase se absolve. Mas feito o balanço, deixou pouca coisa além de um amontoado nervoso de histórias, muitas delas - e muitas de suas personagens - mais tentadoras que a narrativa central.

Filmes Proibidos é o relato de uma espera (este mito tão feminino, diz o livro). Da solidão, da perseverança, da obsessão que envolve a espera, um movimento em tudo contrário à realidade narrada, onde "as coisas não duram, se desfazem". 

É também um livro sobre a resistência à espera, a incapacidade de esperar. O romance vive o conflito em sua própria estrutura. Não deixa as personagens crescerem, as situações se abismarem, apoiando-se tão somente no movimento tão plano da personagem central.

Em meio a tudo aquilo que proclama aos gritos a sua existência, gatos, néons, tevê, crianças, só a literatura é capaz de fazer cada coisa esperar a sua vez. Desta expectativa, desta seleção, talvez dependa o futuro mesmo da literatura, inclusive a de Bruna Lombardi. (ALN)

Em breve uma ampla reportagem, seguida de uma proveitosa entrevista com o escritor Sidney Sheldon, vale a pena esperar, será logo.


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Imagens: Google Imagem