domingo, 22 de junho de 2014

Ana, adorando em meio a dor – Uma história real


A escritora Cleuza Bueno, ao criar o seu livro, “Ana, adorando em meio à dor”, além de estar narrando uma história real, verdadeira, envolvendo sua própria sobrinha, enfatizou com muita propriedade três premissas valiosas na vida de qualquer ser humano: fé em Deus, vontade de viver e ter sonhos. Este é o seu primeiro livro, mas, sua arte de escrever já demonstra habilidade estética, conteúdo envolvente e autêntico. O que a torna, mais uma celebridade da nossa literatura.

Mostra nesta sua obra, utilizando-se de uma linguagem acessível e emocionante, a odisseia de uma paciente desenganada pela fatalidade do destino – ou seria da ciência?  o pesadelo vivido por uma pessoa portadora de um câncer maligno. Independente da identificação do culpado, a verdade é que se trata de uma realidade essencialmente familiar, mas que habita em muitos lares, tornando os dias nebulosos e dolorosos. A história de Ana Lídia prende a atenção do leitor do princípio ao fim.

No filme O Presente, de Michael O. Sajbel existe uma personagem chamada Emily. Uma garotinha emotiva e cativante de 8 anos, portadora de leucemia  morre em consequência da doença –, desejava para sua mãe ainda muito jovem, um relacionamento estável e feliz. Em uma de suas falas explicando o sentido da vida sob a ótica da inocência, ela diz: Sabia que Deus pinta todas as cores das borboletas com os dedos?  É verdade, Deus pinta as borboletas, o arco-íris, as flores, os pássaros, as estrelas, o sol, a lua, o universo e até a nós mesmos.  

Quem sabe Ele pintou a dor e a angústia de Ana Lídia depositando nela uma doença considerada até para os mais estudiosos cientistas e oncologistas como fatal. E, por meio de um simbolismo, ela pudesse dar o seu testemunho exaltando a importância da fé e da esperança, mesmo nas situações consideradas insolúveis?

“Ana, adorando em meio à dor”, conta a história de Ana Lídia uma linda jovem de 21 anos idade, diagnosticada ser portadora de um câncer raro. Tão raro que, existem apenas quarenta casos confirmados em todo o planeta. Por ser implacável e letal para aquele que tivera a infelicidade da sua contaminação, também é desalentador.

É tão nocivo e medonho, que é capaz de tornar pacientes e familiares, reféns da própria sorte. No caso de Ana Lídia, de acordo com a médica hematologista Fernanda Meireles que a atendia e a ajudava a continuar vivendo, não restou a princípio, outra alternativa, senão reunir a família e dizer o que todos não queriam ouvir: "Lamento informar, mas a esperança de vida de sua filha é de 6 a 9 meses".  Daí surge a pergunta: Meu Deus, por que eu? Por que logo comigo? O que foi que eu fiz para merecer isto? São indagações que vagam de forma sombria pela mente em busca de resposta.

A escritora Cleuza Bueno sintetizou a história dizendo que, trata-se de uma história real, onde uma moça linda, jovem, de apenas 21 anos, repentinamente, vê sua vida totalmente mudada por uma terrível doença: Linfoma de Grandes Células “B”, um tumor muito agressivo e raro, com poucos casos no mundo. Mas também, é uma história transformadora.

A coragem e a fé de Ana, “movem montanhas”, trazem renovo e esperança para aquelas pessoas que já não acreditam mais apenas na medicina dos homens, e que, estão perdendo inclusive, a fé. O que não acorreu com Ana Lídia, resoluta e corajosa decidiu confiar e crer.

Sua história é a prova indelével de que o nosso Deus não mudou, continua sendo o mesmo Deus de nossos antepassados. O Deus que cuida de nós! O Deus dos milagres! O Deus do impossível! Basta você acreditar...

Bússola Literária procurou a escritora Cleuza Bueno para uma entrevista e saber o que a levou a escrever o livro que tem emocionado o leitor pela sua narrativa fascinante, rica em nuances de fervor à fé em Deus. E o resultado dessa certeza de que Deus está presente na vida de cada um, demonstrando o seu carinho de Pai mesmo na dor, como fez com o seu Filho amado e nosso salvador Jesus Cristo.


A entrevista


 BL – Escritora Cleuza o que a motivou escrever o livro Ana, mesmo em meio à dor?

Cleuza Bueno – Quando começou a história da minha sobrinha Ana Lídia, eu fiquei muito comovida com a atenção da população de São Luís de Montes Belos, da igreja, clamando por um milagre para combater um câncer terrível, de que passou a ser portadora. Na época a médica que prestava todo os procedimentos que requer a doença, disse que havia quatro casos iguais no mundo. Após verificações mais apuradas, constatou-se a existência de quarenta casos. E o que é pior, sem resultado positivo de cura, os pacientes vindo a falecer. A partir do momento em que tomamos conhecimento dos apelos vindos de diversas pessoas, nos ligando pra dizer que estavam rogando orações e oferecendo ajuda, senti que era este o livro que Deus há algum tempo havia me chamado para escrever.

A doença da Ana Lídia foi diagnosticada em fevereiro de 2013 e, o transplante ocorreu no final de outubro do mesmo ano. Comecei a escrever a história com a doença, registrando os fatos dia a dia, como se fosse um diário. Foi concluído exatamente, assim que ela chegou a nossa cidade, 20 dias após submeter-se ao transplante de medula no hospital da cidade de Jaú-SP, em outubro de 2013.

BL – Como é que está sendo a recuperação de Ana Lídia?

Cleuza Bueno – A Ana Lídia se encontra muito bem, lendo o livro o leitor ficará sabendo de mais detalhes (estabeleceu-se o suspense). É uma história linda, realmente de milagre. Logo depois do transplante, Ana Lídia ficou um ano sem conviver com ninguém, em total isolamento, vivendo sua própria solidão. Hoje está curada, mas continua fazendo acompanhamento médico por meio de exames, realizados de três em três meses, durante cinco anos.

Mas, o momento tão aguardado chegou ao fim. Há um mês ela passou a ter o convívio com as pessoas, obedecendo algumas limitações, é claro. Em agosto será liberada para retornar à faculdade de arquitetura que estuda na PUC-GO. Mais uma vitória que tornou sua vida momentos de felicidade e sonhos que estiveram bloqueados, agora é só comemoração. Voltou a ser uma moça linda, jovem e feliz.

BL – Como era a Ana Lídia antes da confirmação da doença?

Cleuza Bueno – A Ana Lídia é uma jovem linda e alegre. Tanto é que no começo do livro, quando foi diagnosticada a doença, uma das primeiras coisas que rogamos a Deus, é que não tirasse o sorriso do seu rosto. O seu sorriso faz parte da sua personalidade. É uma menina alegre, feliz.


Sonhava cursar arquitetura, os pais não tinham a mínima condição de manter este tipo de curso. Através da nota do ENEM, ela foi contemplada com a bolsa de estudo integral. Ela vivia a realização de grandes sonhos: terminar a faculdade, casamento e, em ser feliz.

BL – Qual foi o momento em que a família sentiu-se mais desanimada com os resultados do tratamento?

Cleuza Bueno – Assim que a médica Drª. Fernanda teve a oportunidade de conversar com a família, sem a presença da Ana Lídia, informou dizendo que, quem tem essa doença o tempo de vida é de 6 a 9 meses. Mas vamos tentar tudo que estiver ao nosso alcance. A partir de então Ana Lídia passou por três exames quimioterápicos. Na terceira aplicação, e ter repetido todos os exames, a médica informou que os linfomas haviam diminuído cerca de 50 por cento. Na verdade havia diminuído 46 por cento. Os pais foram chamados e informados da real situação, que o tempo de vida da Ana Lídia seria de no máximo 9 meses. Nesse momento nós achamos que tínhamos que tomar outras providências. Fomos atrás da equipe médica que havia tratado o ator Reynaldo Gianecchini no Hospital Sírio Libanês em São Paulo. Os profissionais médicos do hospital em contato com a médica Drª Fernanda, hematologista que a atendia, chegaram ao consenso de iniciar um novo tipo de tratamento, que consistiu na aplicação de uma quimioterapia ainda mais forte.

BL – O tratamento foi todo realizado em Goiânia?

Cleuza Bueno – O tratamento da Ana Lídia até o transplante foi todo realizado em Goiânia. Assim que ficou constatado que não havia mais a presença do câncer, depois de ter passado por 8 quimioterapias, foi encaminhada para Jaú-SP, onde submeteu-se ao transplante de medula óssea autólogo, que consiste em transplantar as próprias células.

BL – No livro você atribui muito à fé, como forte meio de recuperação de Ana Lídia, inclusive cita Max Lucado, é esta a sua opinião?

Cleuza Bueno – Na verdade quem cita Lucado é a Celene Pereira, responsável pela correção do livro e que também faz parte da família. É formada em letras e tem no seu histórico literário, algumas publicações. Portanto, quem fala em Max Lucado é a Celene no prefácio do livro. Não é só a Bíblia que fala sobre fé de uma maneira tão perfeita, nós temos escritores maravilhosos que falam sobre fé, e Lucado é um deles.


BL – Como foi o lançamento do seu livro?

Cleuza Bueno – Como é o meu primeiro trabalho como escritora, fui envolvida de muita expectativa em relação ao comportamento das pessoas, se o livro seria bem aceito ou não. Mas, foi emocionante. Aconteceu numa segunda-feira, dia 16 de junho às 19:30h, véspera de jogo da Copa do Mundo, onde as pessoas cansadas após o trabalho e envolvidas com o evento que tem parado o Brasil em torno das competições, nós recebemos mais de 300 pessoas e a aceitação foi surpreendente. Houve pessoas que adquiriram 10 exemplares cada uma. Foram momentos emocionantes. Pessoas pedindo-me para fazer a dedicatória dirigida ao esposo; outras diziam que são livros que estariam levando para presentear os seus amigos ou emprestá-los.

Não estou preocupada com renda financeira pessoal, mesmo porque todo o dinheiro procedente do livro será doado ao Hospital Araújo Jorge de Goiânia. Mas preocupada sim, principalmente, em motivar as pessoas a lerem. Transformar as pessoas através da leitura, com histórias interessantes, que dizem sobre fé e esperança. E a história de Ana Lídia, é um bom exemplo da presença de Deus em nossas vidas.

BL – Cleuza, você como escritora, neste momento, que mensagem gostaria de transmitir para outras pessoas que estão convivendo com este problema enfrentado por você e toda família de Ana Lídia?

Cleuza Bueno – O que eu digo para as pessoas é que existe um Deus que não mudou. É o Deus do impossível. Um Deus que luta nossas lutas por nós. Que apesar da tempestade, Ele fala pra você: “Desça do barco e vem...” Então a fé é o que temos de mais importante, a fé é nosso bem precioso. Não interessa o diagnóstico. Interessa que nós temos um Deus que cura até o câncer, isto que é importante.


Nota: Para contato e adquirir o seu livro. Você deve procurar através do telefone fixo: 643671-2586, celular: 648117-1968, por email: cbueno05@hotmail.com ou cluzabueno05@gmail.com. Também pode ser pelos números do celular de Lariele Bueno: 648146-5707 e 648114-4333. O valor é R$ 15,00 fora a postagem, no caso de pessoas que residem fora de São Luís de Montes Belos-GO.


A propósito, você já acessou a fan page do meu livro infantil Juju Descobrindo Outro Mundo? Não imagina o que está perdendo. Acesse: www.fecebook.com/jujudescobrindooutromundo.

E o site da Juju Descobrindo Outro Mundo, já o acessou? Se eu fosse você iria conferir imediatamente. Acesse: www.admiraveljuju.com.br 



Imagens: da própria autora, Cleuza Bueno

9 comentários:

Lariele Bueno disse...

Conheço a personagem principal do livro e também a autora. Acompanhei de perto todo o período citado na presente entrevista. Posso afirmar, com veemência, que o livro relata fielmente o "universo" singular existe entre o conhecimento do trágico e o resultado de um milagre.É um mundo completamente inusitado, cheio de surpresas, expectativas. A obra exprime uma realidade que é comum a muitos e que por isso pode servir de auxílio na turbulência da dor. Vale a pena ler e repassar a outros, pois, vivemos períodos em que cada vez mais famílias conhecerão a dor do câncer e os exemplos positivos devem ser ressaltados, pois a ciência comprovadamente atesta que o bem-estar e a vontade do paciente são ótimas ferramentas na luta contra a doença. Esse livro também, e principalmente, mostra um Deus real que fortalece aqueles que aparentemente são frágeis e que faz de cada um "portador da esperança". Extraordinário.

Dilson Paiva disse...

Sem dúvida Lariele Bueno, o livro é extraordinário. Uma escola de superação; um encontro com Deus; uma reticência na vida de qualquer um; e um apêndice do entendimento entre a dor, a angústia e o sorriso e a realização de ideais. Obrigado amiga pela visita e o seu gentil e pertinente comentário. Esperamos contar com sua presença mais vezes no Bússola Literária. Abraço fraterno.

Juloren disse...

Nossa, é difícil até de comentar, parece que a dor está na gente, são tantas coisas sonhos interrompidos.
Meu Deus pior ainda é saber que essa doença se alastra avassaladoramente entre a humanidade é como a droga.
mas o que vale mesmo é a fé em Deus,e, que Deus em sua infinita misericórdia tenha compaixão e a proteja restituindo a saúde de tantas pessoas que enfrentam corajosamente essa enfermidade.
Bjs amigo Dilson

Flávia Alcantara disse...

O livro é maravilhoso! Em cada página uma emoção maior ainda. Participei da cerimônia de lançamento do livro, e desde então não paro de ler, muito bom mesmo! Deus é tremendo, opera milagres, prodigios e maravilhas, devemos depositar nossa fé e acreditar que tudo é possivel ao que crer! Foi exatamente isso que a Ana Lidia fez! Ela simplesmente creu e confiou no Deus todo Poderoso! Parabéns pelo livro! Parabéns pela iniciativa de reverter a renda para o Hospital do Câncer! Parabéns para a escritora do livro Cleuza Bueno e para a Ana Lidia pelo milagre recebido! E Parabéns ao Blog Bússula Literária pela divulgação desse lindo trabalho.
Sucesso a todos!!!

Dilson Paiva disse...

Bússola Literária está feliz de estar podendo fazer parte da divulgação deste fascinante trabalho literário da escritora Cleuza Bueno. Feliz também, de estar recebendo a visita de vocês, Joloren e Flávia Alcantara. Vocês entenderam a mensagem e fizeram excelentes comentários. De fato o livro Ana, adorando em meio à dor, possui um conteúdo que transmite sentimentos de lamento, mas realça com bastante propriedade a importância da presença de Deus em nossas vidas. Obrigado e voltem sempre para nos prestigiar. Abraço fraterno.

Israel Shamir disse...

Como é bom saber o que Deus fez na vida de uma pessoa tão importante para mim. Ana, o seu testemunho em muito edifica a vida das pessoas. Sei que Deus fez e ainda fará muito por você. "Ana adorando em meio à dor" representa com perfeição o agir de Deus na vida de quem n'Ele crê e mostra um pouco do poder de Deus! Simplesmente fantástico saber que existe um Deus que ainda faz milagres e pode curar o que os homens não podem. Linda pessoa, linda história e linda fé! Deus te abençoe.

Dilson Paiva disse...

Valeu Israel Shamir pelo sentimental comentário. Obrigado amigo pela visita e continue como agora, nos visitando. O Bússola Literária está constantemente se atualizando, renovando. E cada vez que isto acontece, nova descoberta você fará no universo literário. Abraço fraterno.

Remisson disse...

Desejo sucesso à autora Cleuza Bueno, por se debruçar tão inteiramente sobre a história da vida da jovem Ana Lídia, que, graças a Deus e à sua fé e à fé dos seus familiares e amigos, viu-se de repente livre da doença. Este livro sem dúvida foi escrito com a alma e o coração. Fico feliz pela Cleuza, que deixa para os leitores esta história apaixonante e inspiradora; fico ainda mais feliz pela Ana Lídia.
Abraços a todos e parabéns,Dilson, por abrir as páginas do Bússola para divulgar esta preciosidade.

Dilson Paiva disse...

Valeu talentoso poeta e escritor Remisson Aniceto, pela sua visita e o seu expressivo comentário. Não tenha dúvida amigo, o livro sobre a história de Ana Lídia, tem alcançado índices surpreendente de aceitação pública e o Bússola Literária está feliz de estar contribuindo com o pleno sucesso da obra de Cleuza Bueno. Remissom, suas visitas serão sempre muito bem vindas. Abraço fraterno.