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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Bússola Literária faz o seu primeiro aniversário



Quando se tem um aniversariante no seu círculo de estima é natural cumprimentá-lo pela sua trajetória de vida e se possível cantar um “Parabéns pra você...” Isto normalmente acontece em reunião familiar, e quando isto não é possível por uma questão de ausência do seu seio familiar e for permitida uma comunicação por correspondência ou telefone, nada mais conveniente, que o cumprimento pela data seja feito, mas nunca ignorado, por motivos de educação e consideração. Principalmente quando esta sua existência é feita com dignidade e respeito. 

É o que acontece entre eu o Blog Bússola Literária, nosso aniversariante. Sei que o homenageado é muito jovem para compreender a importância que representa para todos o que conhece, nesta sua tenra idade de apenas um ano, completado neste dia 19 de julho de 2010, quando apenas começa a engatinhar. Porém, são inegáveis os seus feitos, por isto estou aqui para prestá-lo com as minhas considerações. Relembrando suas realizações, das quais, estive ao seu lado, não só como um admirador, mas também como um fiel discípulo, aprendendo com consigo. 

E não é que sua precocidade tem muito que ser comemorado? É...! O Bússola Literária é um garoto que já conseguiu trilhar um caminho de boas atitudes e notáveis expectativas para o futuro. E quantas amizades ele conseguiu? Quantas boas ações ele já praticou? O menino promete se tornar um adulto responsável e obreiro.

Logo no seu primeiro dia de vida teve a coragem de discutir temas como a infância, à velhice e os encantos das orquídeas. Sei que pode ser considerado um atrevimento de sua parte, ter acabado de sair do útero da vida e já estar discutindo temas tão densos. É fundamental também não esquecer o profissionalismo, competência e o desprendimento do seu obstetra cultural José Luiz, editor e administrador do website Orquidário Cuiabá

Foi ele quem o ajudou a nascer e a dar forma no seu visual, tornando-o atraente e orgulhoso, no bom sentido é claro! Eu como pai da ideia só tenho que agradecê-lo, pelo admirável feito e reconhecido talento na formatação de tão expressivo trabalho, notado na imagem dinâmica de sua criação o Blog Bússola Literária.

Veja agora o que existe nos arquivos do Bússola Literária, desde que nasceu e passou a habitar o universo da internet com os seus respectivos links de acesso:




Infância, Saudosa inocência - É uma crônica publicada no dia 19/julho/2009, momentos depois do nascimento do Bússola Literária; ilustrada pela talentosa artista plástica Neli Vieira. Este texto questiona os efeitos da modernidade tecnológica na preparação dos jovens, em especial às crianças no processo de amadurecimento. Principalmente quando ocorre de forma muito precoce e com o apoio da família. Com este enfoque, traça um perfil entre o antes e o agora...














Um olhar, um sonho com as orquídeas – Outra crônica publicada no mesmo dia 19/julho/2009, que além de descrever o fascínio que esta fantástica flor exerce sobre as pessoas, aprofunda no tema contando várias situações. Desde a perseguição de uma orquidófila pelos caminhos das informações em busca de espécies raras, até a uma envolvente lenda chinesa.




















Vasculhando a Estante nº 01 - É uma coluna do Bússola Literária, que tem a finalidade de resgatar assuntos (publicações) raros, ou que já foram divulgados anteriormente, mas que continuam interessantes no decorrer dos anos, sempre com motivos de estarem sendo evidenciados, tanto como objeto de pesquisa, quanto pelo prazer da informação. No dia 25/julho/2009 foi publicado um excelente artigo do jornalista Reinaldo Gama, retirado da revista Veja de 03/dezembro/1997, sob o título de “Primeira prosa longa de Lima Barreto”; também foi publicado o artigo, escrito pelo jornalista Carlos Graieb da revista Veja de 1°/março/1998, sob o título: “Paris foi uma festa para a literatura brasileira”, sobre o 18º Salão do Livro na capital Francesa.










Tankamirés, o príncipe das múmias – É um conto publicado em três partes, sendo a primeira no dia 03/agosto/2009. Conta a história de um jovem que tem à sua amada desenganada pela medicina da época. Diante das circunstâncias, na companhia de um amigo de infância, mais o apoio de um ermitão, trava uma luta ferrenha contra a morte da enferma, empregando todos os meios possíveis para mantê-la viva. Tendo como último recurso, depois de esgotadas todas as possibilidades a preservação do corpo. A partir daí amplia sua saga de dedicado amante pela ciência.












Limpando o caminho do incompreensivo – É uma crônica publicada no dia 06/agosto/2009, que discute a importância da limpeza urbana e doméstica como meio de preservação à saúde e o comportamento da população neste processo. Destacando o compromisso dos órgãos públicos responsáveis, e a atitude das pessoas em relação aos profissionais da área, deixando na maioria dos casos, muito a desejar.














Tancamirés, o príncipe das múmias – Continuação: foi publicado no dia 10/agosto/2009. Este conto, o texto foi ampliado e se transformou num livro, todo ilustrado pela admirável artista plástica e poetisa Neli Vieira. O livro está em fase de impressão pela Editora Cidadela do Rio Grande do Sul, pelo projeto Novos Autores.















Tankamirés, o príncipe das múmias – Última parte. Pela leveza, curiosidade e a pesquisa que envolveu o seu conteúdo, eu recomendo sua leitura. Acredito que irá somar de alguma forma seus conhecimentos.


















Vasculhando a Estante nº 02 – Desta vez trás o texto de Carlos Graieb, sob o título: “A mágica de atrair leitores - J.K. Rowling”, da revista Veja de 12/abril/2000. Conta a história e a trajetória da escritora inglesa Joanne K. Rowling e a saga de sua criação, o bruxinho Harry Potter. Este texto foi publicado no Bússola Literária no dia 22/agosto/2009. Nesta mesma edição, foi publicado um curiosíssimo artigo sobre o maestro e compositor Carlos Gomes denominado “Carlos Gomes, além de O Guarani” contendo informações curiosas de sua vida e profissão...
















Da minha precoce nostalgia – É uma extraordinária crônica de autoria da escritora Maria Sanz Martins, que anteriormente havia sido transformada em pps (mensagem) na internet. Dado ao seu valor tanto como educativo, lição de vida e pela sua linguagem de uma pureza singular, tem o lado sentimental fantástico. Para a viabilidade de sua publicação no Bússola Literária, a autora foi contatada e por fim, autorizou sua inclusão no conteúdo deste Blog. Recomendo com aplauso sua leitura.













Na trilha do lirismo – Esta coluna dedicada às publicações de poemas, esteve presente no Bússola Literária nos dias 1°/09/2009 e 06/09/2009, onde teve a felicidade de publicar quatro poemas da artista plástica e poeta Neli Vieira, ilustrados por ela mesma: – Estou, No canto, A voz que dança e Revolta, respectivamente. Em suas poesias Neli Vieira expressa todo um conteúdo lúdico de extremo valor literário, dignos do esplendor de uma grande escritora.
















Vasculhando a Estante nº 03 – Trás o texto da jornalista Flávia Varella, publicado em Veja no dia 29/agosto/2001, contando o processo de concorrência à cadeira de nº 23 deixada pelo escritor Jorge Amado, antes ocupada inicialmente por Machado de Assis, patrono da ABL e a José de Alencar, outra expressão máxima da literatura brasileira. E que naquele momento tinha como pleiteante a própria esposa de Jorge Amado, Zélia Gattai. Neste artigo, você verá as opiniões pró e contra à sua candidatura. Outro interessante artigo publicado neste mesmo dia foi o texto destacando o trabalho literário da escritora Dinah Silveira de Queiroz parente distante da escritora Raquel de Queiroz imortal da ABL. Dinah foi a autora das obras Floradas na Serra de 1939 considerado um Best-seller brasileiro e A Muralha publicada originalmente em capítulos pela revista O Cruzeiros de l954. Depois virou minissérie da TV Globo numa adaptação da autora Ivani Ribeiro.














O Jardim que cantava – Um conto em duas partes, publicadas respectivamente nos dias 15 e 19/setembro/2009. Conta a história de um jardineiro visionário, apaixonado por lendas, tendo como sonho construir sua própria lenda. Através de suas leituras, descobre num livro a lenda de um barqueiro que tinha como obrigação diária a travessia de pessoas de um lado a outro de um rio. Numa destas ocasiões recebe como visitante no seu barco, um enigmático senhor cego que lhe abre os horizontes para a realização do seu sonho de virar lenda e construir um jardim com encantos mil. Neste conto, existem situações em que a personagem central transita pelo mundo surreal. Uma leitura no mínimo interessante.










Mel da tâmara – Uma crônica ilustrada pela artista plástica e poeta Neli Vieira, com lindas imagens. Foi publicada no dia 26/09/2009, e conta história de um beduíno que depois de várias caminhadas pelo deserto ao longo de sua vida, é encontrado em descanso num oásis, sob a fronde de uma tamareira por um grupo de professores e alunos da Universidade do Cairo, que lhes solicitaram, revelasse suas experiências vividas naquele inóspito mundo de areias. Trata-se de uma história rica em exemplos de dignidade e lendas que envolvem esta curiosa espécie símbolo de respeito e admiração para os povos do deserto.












Vasculhando a Estante nº 04 – Este artigo é de autoria de Marcelo Camacho com a colaboração de Roberta Paixão, Carlos Graieb e Virgínie Leite, matéria de capa da revista Veja de 15 de abril de 1998. Não tem a pretensão de destacar somente a importância de Paulo Coelho como escritor, mas também, de sua afinada e eficiente estratégia de marketing que envolve suas publicações e da forma como é conduzida por toda sua equipe direta e indireta nos bastidores, além é claro, do carisma envolvente do autor. Será um pouco da trajetória e da vida do escritor mais detalhada. Eu recomendo.















Na trilha do lirismo nº 02 – De 10/10/2009, foi publicado os poemas da poetisa Nina Sansão na época com apenas 17 anos, já dava sinal de um talento fascinante pela poesia. Um ser irrelevante, Eis a realidade e Não escolhemos dizer adeus, foram os poemas que encantou os leitores deste Blog, e que até hoje merecem ser relidos pela nobreza e graça dos seus versos. Vale à pena conferir.
















Valentes e corajosos homens do mar – Conto em três partes, publicados nos dias 17, 22 e 28 de outubro de 2009, conta a envolvente história do Capitão Moribundo, ou simplesmente Capitão Charles Grahann, perseguido nos sete mares por atos nefastos por ele não praticados. Com sua destemida tripulação parte em busca de provar sua inocência e vingar os seus algozes. Uma interessante aventura de mar, amor, audácia e espada, de um valente combatente honrado. Eu leria se fosse você.


















Vasculhando a Estante nº 05 – Foram publicados dois interessantes artigos literários, sendo um deles sobre a escritora gaúcha Letícia Wierzchowski, autora do livro A casa das sete mulheres, de 30 anos de idade na época da publicação deste artigo na revista Época de 03/02/2003, quando ganhou notoriedade a partir de sua obra ter sido transformada na minissérie com o mesmo nome, pela TV Globo.


















O efeito mágico de um sorriso – Crônica publicada em 14/11/2009. Este texto me foi enviado através de e-mail por um amigo. Gostei tanto deste exemplo de socialização que achei por bem dividir com você. Foi publicado na íntegra, nem uma vírgula sequer foi mudada, preservando o conteúdo estético e gramatical do autor. Devo esclarecer ainda, que o seu autor é desconhecido. Interessante leitura.
















Ambição, o destino de uma raridade – Conto policial publicado em seis partes nos dias 27 de novembro, 02, 21, 27 de dezembro de 2009, 02 de janeiro e a última parte no dia 07 do mesmo mês do ano 2010. Conta a história de um roubo inusitado, ocorrido durante a exposição e de uma raridade de porcelana chinesa, da época da dinastia Ming do século XIV, num dos mais importantes museus do mundo o Louvre de Paris. Esta intrigante história tem ramificações em vários lugares, sendo todos sob a observação de um astuto detetive especialmente contratado para elucidar o destino da preciosidade e prender o(os) envolvido(os). Uma sugestão interessante para um final de semana light.



















Diário de um delirante – Trata-se de uma crônica enviada pelo biólogo e também escritor Pedro Henrique Baima. No seu texto o autor entra no universo dos devaneios e visões através de sonhos que o remete a sonhos curiosos, difíceis até de se explicar. Um assunto curioso, demonstrando sintomas patológicos psiquiátricos, focando situações por demais insólitas. Vale à pena lê-lo e analisá-lo. Eu recomendo.
















Veja Cultural e a Biblioteca Nacional – Artigo extraído de Veja Cultura de 23 de novembro de 1994, de autoria de Reinaldo Gama, sobre uma enquete entre quinze intelectuais, que apontaram os melhores livros do Brasil. Sob o título e subtítulo: Os assuntos mais procurados pelos leitores – Biblioteca Nacional. Tenho certeza de que você vai se admirar com o seu conteúdo e primorosa análise. Material valiosíssimo de pesquisa...











O insólito Ipê-amarelo – Uma crônica publicada em 31 de janeiro de 2010, sobre o caso do poste de madeira que foi plantado num bairro da cidade de Porto Velho em Rondônia, onde o que menos se esperava acontece. A madeira do poste, depois de lavrada e passada pelo processo de serraria, adquiriu vida e floriu. O texto evidencia o valor de acreditar que viver é muito importante, e o valor que representa a perseverança, a biodiversidade e o ecossistema. Conclui o assunto com lindo poema da artista plástica e poeta Neli Vieira, onde ela emociona o leitor com suas palavras de auto-enlevos. Uma foto do fato realça a verdade.
















Vasculhando a Estante nº 07 – Trás em 09/02/2010 artigo sobre Fernando Pessoa - Virgílio no espelho: Texto originalmente publicado anteriormente na revista Bravo!, pelo jornalista Reinaldo Azevedo, Edição nº 13, de outubro/1998, parte integrante do livro Contra o Consenso, publicado pela Editora Barracuda. Posteriormente foi transcrito em Veja de 23/12/1998 e depois no Blog do autor hospedado no site da revista Veja em 22/01/2007. Esta é uma das razões pela qual o Bússola Literária se orgulha de publicar também em suas páginas, este trabalho editorial fantástico de Reinaldo ao transmitir através da sua extraordinária sensibilidade intelectual e, de forma cuidadosa esta reflexão analítica/informativa literária sobre a obra do poeta Fernando Pessoa. Aproveite bem. Esta publicação foi autorizada pelo Autor.















Vasculhando a Estante nº 08 – Em 04 de março de 2010, foi publicado o texto biográfico, A saga do liberal. Trata-se de um levantamento histórico da vida do escritor Austragésilo de Athayde, sobre sua marca deixada na democracia brasileira. O objetivo desta publicação não foi o de promover o passado e o presente do imortal escritor até sua morte em 1993 aos 98 anos, mas evidenciar suas posições sobre assuntos de interesse social e político do País, como intelectual que esteve à frente da ABL-Academia Brasileira de Letras por mais de 30 anos. O valor desta publicação é mais interessante sob o ponto de vista de pesquisa e trabalhos avançados, porém tem um caráter informativo inegável.
Artigo extraído da Veja de 23 de setembro de 1998, de autoria do jornalista Diogo Mainardi. Eu recomendo.









Vasculhando a Estante nº 09 – Trás um tema muito oportuno para sua época de publicação (11 de março de 2010), justamente o período que antecedia a Copa do Mundo de Futebol na África do Sul. Trata-se das questões de segregação racial na África do Sul. Sob o título: O drama da África do Sul de autoria da escritora Raquel de Queiroz, justamente no período que antecedia a Copa do Mundo de Futebol naquele país. Este artigo foi publicado na revista O Cruzeiro em 7 de maio de 1960. A escritora Raquel de Queiroz em sua coluna “Última Página” não poupa sua indignação à segregação racial imposta pela Apartheid na África do Sul (1948 – 1990). Fala sobre política racial, discriminação, racismo e intolerância. Condena o poder totalitário do ditador português Salazar e de Hitler na Alemanha. Nesta publicação o Bússola Literária, teve o cuidado de estar reeditando de forma histórica, na íntegra ao original, mantendo inclusive as mesmas regras ortográficas da época.












Do humor ao trágico – É uma crônica escrita para não deixar de registrar o acontecimento de crueldade que vitimou o cartunista Glauco Villas Boas (53) e seu filho Raoni Villas Boas (25), mortos na madrugada do dia 12 de março de 2010, em seu sítio, nas proximidades de São Paulo, pela atitude insana de um indivíduo desequilibrado. Pega carona nesta publicação o fato também trágico que culminou no suicídio do cartunista Péricles, o criador de O amigo da onça, que durante 30 anos, foi charge indispensável nas edições da revista O Cruzeiro. Um interessante material de registro.














Vasculhando a Estante nº 10 – Trás um extraordinário artigo sobre Chico Xavier, com o título: Chico Xavier, o detetive do além, escrito pelo jornalista David Nasser, publicado na revista O Cruzeiro de 12 de agosto de 1944, extraído do site Memória Viva. Também mantendo todas as regras ortográficas da época. Neste artigo o autor, fez questão de registrar sua surpresa em relação ao grau de humildade do médium. Consta no conteúdo da matéria, a opinião dos moradores da pacata cidade Pedro Leopoldo, onde Chico Xavier morava sobre suas revelações que revolucionou o espiritismo brasileiro em toda sua plenitude e sua missão como esperança reveladora. Imperdível...














Vasculhando a Estante nº 11 – Nas pesquisas em busca de algo interessante, encontrei nas páginas de revista Careta editado no Rio de Janeiro (1908 - 1950), a história do cartunista José Carlos Brito, o artigo sob o título: O artista que disse não a Walt Disney. Este profissional foi nada menos que o criador do personagem brasileiríssimo Zé Carioca, que até hoje encanta a todos, com o seu jeito irreverente e malandro, característica influente do carioca da época e, porque não de hoje. Também está registrado outro artigo publicado na revista O Cruzeiro de 15 de setembro de 1970, com o título: O lado humano de Wilson Simonal. Em ambos os textos, também foram mantidas na íntegra as regras gramaticais da época. São assuntos que todos os interessados em informações curiosas deveriam saber.













Vasculhando a Estante nº 12 – Artigo publicado no Bússola Literária em 29 de abril de 2010, trás três textos de Vinícius de Moraes extraídos do site Memória Viva, muito importantes para o seu acervo cultura e conhecimento geral, além de sua biografia escrita de maneira bem descontraída, bem às características do homenageado. Todo esse material também foi extraída do site Memória Viva, respeitando logicamente todas as regras ortográficas da época. Imperdível.













Vasculhando a Estante nº 13 – Abriu espaço para o parceiro musical de Vinícius de Moraes, o compositor e músico de reconhecimento internacional Tom Jobim. Outra contribuição do site Memória Viva. Neste mesmo dia 19 de maio de 2010 esta coluna completa suas publicações do mês, com outro fantástico texto sobre o cinema brasileiro e o seu glamoroso destaque em Cannes na França, no ano de 1960. Artigo publicado na revista O Cruzeiro, autoria do jornalista Helder Martins com o título de: Cannes foi só “Doce Vida”, durante o XIII Festival Internacional do Cinema, em Cannes, quando concorreu o filme brasileiro Orfeu Negro, outra criação literária de Vinícius de Moraes com a participação de Tom Jobim, na criação musical.









Momento Lírico Trás o trabalho literário poético da escritora e poetisa Basilina Pereira. Nesta publicação Basilina externou toda sua paixão pela poesia, presenteando os leitores do Bússola Literária com três de suas extraordinárias criações, as quais foram extraídas do seu livro “Quase Poesia”. São elas: Perspectivas, O amor maior e O jardineiro. Para os amantes do lirismo e da poesia bem estruturada e envolvente trata-se de uma oportunidade imperdível poder contemplar a arte desta escritora que já está com o seu mais novo trabalho (livro) publicado “Janelas”, que em breve também estará com o seu conteúdo abrilhantando as páginas deste Blog.












O fascínio da jade – É uma crônica escrita com o propósito de tornar mais conhecida a história e as lendas desta pedra que tanto encanta e fascina os povos asiáticos, em especial os chineses. Também destaca algumas lembranças sobre as incursões do bandeirante Anhanguera nas terras do Centro-Oeste brasileiro, com destaque a região do Arraial de Sant’Anna, atual Cidade de Goiás, onde reside à jovem talentosa musicista Jade, homenageada neste texto. Eu recomendo sua leitura pelo vasto conteúdo sobre a pedra e o seu fascínio místico que tanto encanta os povos orientais.







A propósito, você já acessou a fan page do meu livro infantil Juju Descobrindo Outro Mundo? Não imagina o que está perdendo. Acesse: www.fecebook.com/jujudescobrindooutromundo.


E o site da Juju Descobrindo Outro Mundo, já o acessou? Se eu fosse você iria conferir imediatamente. Acesse: www.admiraveljuju.com.br 



quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Gari, limpando o caminho do incompreensivo



Desde a era primitiva que o homem sentiu a necessidade de viver em sociedade; construir família e cria um ambiente seguro para morar. Utilizando-se de instrumentos rústicos faziam os seus roçados, limpavam o terreno escolhido, onde a terra poderia render bons resultados e, a caça e a água fossem abundantes. Eram detalhes que garantiriam suas sobrevivências.

Com o transcorrer dos tempos, cuidados com os problemas de higiene, tanto pessoal, quanto ambiental, tornaram-se necessários. A preservação da saúde passou a ser considerada imprescindível, e, dependiam desses elementos básicos, para mantê-la menos vulnerável.

Evidente que, para manter suas moradas limpas, criaram conceitos elementares, que até hoje são fundamentais e só depende de cada um, para torná-los eficientes e livres de impurezas. Evitando a propagação de insetos e outros animais ambientados com o lixo, como: ratos, baratas e outros micros organismos nocivos à saúde. Tais conceitos criaram forma e robustez, a partir do imperativo de manter não somente as casas higienizadas, mas também, as via pública.

Como no começo nada é fácil, principalmente, no que se refere à concentração acelerada do crescimento das cidades e suas populações. Seja com o trato da sua formação cultural, na maioria das vezes formadas por indivíduos com os mais diversos estágios de princípios. Ou até mesmo, com os cuidados de ordem educacional familiar e social. Essa heterogenia transformou-se num problema sério de saúde pública a ser resolvido. Algo deveria ser feito com urgência, antes que o caos fosse instalado de forma nefasta.

As pessoas já haviam adquirido o hábito de jogar os seus lixos domésticos nos logradouros públicos, praças e ruas. Da mesma forma, se repetia, nas áreas particulares baldias, sem a devida conservação – comum até hoje. Estes eram os ambientes propícios para o despejo de dejetos e naturalmente, excelentes proliferadores e habitats perfeitos, desses elementos característicos da sujeira e do abandono. Onde o mato, o entulho e outras impurezas desovadas, sem nenhum critério de higiene, comprometiam a saúde dos córregos, rios, mangues e praias, causas muito comum do progresso desordenado.

Foi ainda, durante o Império que o francês Pedro Aleixo Gari, radicado no Brasil, vendo a situação, resolveu tirar proveito da situação, como meio de negócio. Certamente um visionário, com antecedentes do velho continente. Para tanto, apresentou uma proposta de higiene pública ao poder constituído na época, de manter a cidade do Rio de Janeiro, limpa. Uma vez, aprovada a proposta, pela Corte, as partes envolvidas, assinaram um contrato de limpeza urbana.

Outro fator, próprio das desigualdades sociais, contribuiu com os interesses de Pedro Gari: a mão de obra barata. O desemprego alcançava índices alarmantes, sendo os negros, a sua grande maioria. Sua primeira iniciativa foi reunir um grupo de desempregados e oferecer esta nova modalidade de trabalho, como funcionários remunerados, coisa incomum até então.

Na época cavalos, cães, galinhas, porcos, circulavam livremente pelas ruas. Então, essa nova classe de trabalhadores passou a recolher seus excrementos, que se espalhavam sem controle algum, nas vias públicas. Além, é claro, do lixo doméstico, impurezas dos banheiros corriam pelas ruas sem nenhum rigor de controle, jogado a céu aberto, nos mais diversos lugares.
A princípio, não foi uma tarefa fácil, os trabalhadores eram ridicularizados, mas, a necessidade falou mais alta, e, logo, passaram a ter importância, mesmo com restrições.

Com o passar do tempo a atividade, mantendo-se fiel à sua proposta de manter a cidade mais saudável, os próprios habitantes do Rio de Janeiro, começaram a associar os trabalhadores da higiene pública, ao nome de Aleixo Gari, Passando assim, a serem reconhecidos como a “A turma do Gari”. Daí surgiu o nome desses profissionais de limpeza urbana.

Outro exemplo, digno de destaque, e na época, mereceu atenção especial, aconteceu em 1899, quando o médico sanitarista Osvaldo Cruz, ao lado de Vital Brasil e Adolfo Lutz, foram convidados para estudar a combater com a peste, que destruía a população de Santos. Os estudos confirmaram tratar-se da Peste Bubônica ou Peste Negra, provocada principalmente, pela pulga do rato. E, também, das suas fezes e urinas como causadoras de outras doenças infecto-contagiosas, que poderiam causar inclusive, a morte. O que, já vinha ocorrendo.

Através da fantástica evolução da modernidade e, o poder da industrialização, uma nova era transformadora, se fez presente. Contudo, pouco praticada, sob todos os níveis: a reciclagem. Mas a odisseia dos garis continua sem mudanças significativas. Continuam cumprindo suas obrigações, como no passado. Entretanto, enquanto, no período do Império, eram notados, como sendo “A turma do Gari”, hoje se tornaram invisíveis, anônimos. Seria uma ironia do destino? Eis a questão.

O anonimato ou invisibilidade do gari é tão perceptível, que grande parte das pessoas não os notam. O ignoram, mesmo vestindo-se com suas roupas chamativas, de laranja fosforescente, com detalhes de verdes. A indiferença chega ao limite de não receber dos habitantes, pelo menos um cumprimento educado: um bom dia, uma boa tarde. São indiscutíveis habitantes do mundo da exclusão. Se o exemplo é uma genuína atitude de descaso ou preconceito, quem sabe? A verdade é que esse comportamento nada digno existe.

No entanto, são eles que fazem o serviço sujo. São eles que limpam a sujeira que as pessoas, sem nenhum pudor, escrúpulo e educação, jogam pelas ruas e calçadas. São eles que “limpam o caminho do incompreensivo”. Ao contrário de muitos países desenvolvidos, onde jogar qualquer objeto nas ruas requer multas educativas. Onde as pessoas, por princípios, guardam nos seus bolsos, as pequenas coisas dispensáveis, para serem colocadas na lixeira mais próxima. Onde os fumantes, têm um lugar específico para saciar o seu vício, sem ter que, contaminar as vias públicas com pontas de cigarros.

Entre os garis, como em qualquer outra atividade, cada um tem suas peculiaridades. É o caso de Isabel, uma jovem senhora, com 25 anos, casada, mãe de dois filhos pequenos – um casal –, profissão gari. Às 5h da madrugada, sai da sua casa na periferia de Goiânia; às 7h já está iniciando sua tarefa de limpeza pelas ruas da cidade.

Na mochila, sua fiel companheira, o seu uniforme de trabalho, que será trocado ao final do expediente, por outras roupas modestas do seu vestuário, no regresso ao lar. Porque, a utilizada no trabalho, não está mais em condições de circular dentro de um ônibus urbano lotado. Assim, aquele uniforme de trabalho repugnante aos olhos das pessoas, possa ser alvo de constrangimentos dolorosos.

Sobre o ombro cansado, sua mochila a tira colo, carrega no seu interior, alguns produtos de higiene pessoal, como batom, papel higiênico, entre outros produtos. Além, é claro, a indispensável marmita. A “cromada”, como ela mesma a define.

Isabel, pela sua condição humilde, dá exemplo de paciência, fé, caráter, bondade e otimismo. Dificilmente reclama da sua condição de vida. Sabe como poucos, a importância da coleta seletiva, do combate à dengue, das cooperativas de catadores de produtos recicláveis. Também, tem os seus sonhos secretos. Consciente de que o mesmo sol que brilha para um rico empresário ou para, uma figura eminente da sociedade, é o mesmo que bilha para ela. Afinal, o sol nasce para todos. Não é o que dizem?

José, seu companheiro de lidas diárias, senhor de 52 anos, trás no semblante, uma aparência superior aos 60. Anos a mais, adquiridos, em decorrência de uma juventude carregada de muitas jornadas de serviços prestados para garantir sua sobrevivência útil, digna e dedicada à família.

Seu Zé, como todos o conhecem e o chamam, é outro morador da periferia de Goiânia. Como Isabel, tem sua história singular: é casado, pai de cinco filhos. O filho caçula, com 15 anos, como os demais irmãos, estuda e trabalha, para orgulho e felicidade do pai amoroso. Seu Zé faz questão de dizer com o peitos estufado e a mão direita sobre o coração: “Com fé em Deus, eles terão um futuro, perante a sociedade, melhor e mais tranquilo que o meu.” Estas são suas palavras redentoras, que o faz cada dia mais forte para encarar, fazendo chuva ou sol, sua obrigação diária.

Talvez pela sua resignação, acostumada com o serviço pesado, seu Zé, é dotado de uma compreensão e alegria incomuns. Todos o admiram pelo seu sorriso farto, e uma capacidade sincera de fazer amigos. Fã incondicional da música sertaneja consegue manter com equilíbrio – melhor até que, a balança representativa e símbolo da justiça dos doutores das leis – o seu trabalho e sustento da família, cantando com espírito elevado, suas canções preferidas, no compasso alegre da companhia dos companheiros de labuta.

Pode parecer ironia, contudo, é bom fazer um breve exame de consciência. verdade não tem como ocultar. Constantemente, deparamos com pessoas privilegiadas pelo estudo, pelo status socioeconômico,  que os notabilizam, ficarem lamentando as pequenezas de suas vidas diárias.

Enquanto outros, fadados da falta nas necessidades básicas essenciais, aquecem os seus dias com ideias construtivas e bons hábitos. Aliados, ao trabalho edificante e de superação à todas as mazelas, com galhardia e distinta nobreza do ser. Transpondo obstáculos, sempre confiantes, num outro dia melhor: o dia seguinte.

Com esses detalhes enobrecedores, imagina-se que, estamos falando de jóias raras. Preciosidades abençoadas por Deus; pessoas quase perfeitas, sem defeitos estigmatizados, mesmo fadados a uma vida árdua. Todavia, como são humanos, tem suas imperfeições, seus pecados. Entretanto, eis a questão: quantas Isabeis existem por aí? Quantos Josés também sentem na pele esses mesmo desafios de sobrevivência?

Esta é a sua oportunidade, de olhar à volta, ampliar sua visão, sensibilizar o seu coração e, notar que eles, os anônimos ou invisíveis, todos os dias vestem a camisa da responsabilidade, cumprindo honradamente suas obrigações, como qualquer outro magnata do alto escalão social, às vezes, com muito mais dignidade.


Imagens: Google