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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Era uma vez Papai Noel


Quando presenciamos uma criança maravilhada com o brinquedo que acabara de ganhar no Natal; sua felicidade refletida na delicadeza do seu sorriso inocente, nos remete a pensamentos alegres que esta data significou para muitos de nós adultos. Todavia, em algumas ocasiões, essa noite tão esperada, tornou-se símbolo de decepção, até de nostalgia, quando imaginamos a quantidade de crianças, que sequer recebeu o seu brinquedo por mais simples que fosse. O sonho do presente vindo de muito longe, entregue pelo Papai Noel no seu trenó voador, puxado por nove renas com poderes mágicos, nem sempre acontece como deveria. Não fossem, a atitude carinhosa, manifestada no próprio lar, muitas crianças seriam marginalizadas e o seu presente não passaria de um insignificante sonho. Felizmente, há quem se preocupa e o faz acontecer.  

É nesse momento que o sentimento de generosidade familiar invade a sensibilidade humana e os filhos não são esquecidos. Permitindo sobreviver à presença do bom velhinho, mesmo de forma anônima, pelas mãos singelas e calejadas de uma mãe, de um pai ou de alguém responsável, devido à orfandade do destino. Contudo, a grandeza desse amor incondicional, mantém vivo o lirismo do imaginário infantil e a felicidade persiste, transcendendo a barreira do infortúnio para viver somente o esplendor do Natal.

Todos os dias nós nos confrontamos com desafios. Alguns desanimadores, outros indecifráveis. No entanto, entre todos, dois deles martelam na nossa consciência, fazendo-nos refletir os por quês das nossas dúvidas no momento de enfrentá-los: acreditar e superação. Para essas duas determinações, às vezes temos que sacrificar projetos considerados redentores, mudar fórmulas e nos redescobrir. Buscar a verdadeira razão para o nosso encontro com nós mesmos.

Reencontrar o nosso próprio equilíbrio não é fácil.  Obstáculos tempestivos existem, são reais e intransferíveis. Todavia, para que tudo termine bem e o oponente superado, é necessário confiar nas nossas potencialidades, na concepção dos nossos sonhos e conquistar a alegria tão desejada, sem medo de encarar outros desafios que por certo virão. Que tal, da próxima vez, alcançar a nota máxima no seu salto à distância pelo qual tanto lutou? Não importa o que as pessoas pensam e exigem, acredite, o salto é seu somente seu, então voe e conquiste esse seu universo glorioso, restaure sua fé e a sua autoconfiança.

Por exemplo: A magia do Natal precisa voltar a habitar entre as pessoas. Para que, a fé lúdica das crianças não se eterise no anacronismo que a data tenta eternizar pela sua importância memorial; não alimente a diluição do sonho de um milagre, que ao longo dos tempos vem se desgastando pelo excesso impertinente da ausência do amor, da presença de Deus na vida dos gananciosos, dos famigerados seres humanos que só enxergam o valor do dinheiro.

Esta realidade soberba, impiedosa e implacável conseguiu eliminar o encanto e a beleza do Natal, tornando as crianças céticas quanto à existência do Papai Noel. Destruiu a pureza dos sonhos de infância, quando o bom velhinho era aguardado com ansiedade por todos. Independente se a data estivesse mascarada nos rótulos das marcas comerciais e a preocupação principal etiquetada com fatores meramente econômicos, ainda assim, era Natal, era a presença lúdica de Papai Noel e a confirmação das profecias pregadas pelos profetas bíblicos da vinda do Messias, o filho unigênito de Deus.

É importante que a humanidade continue acreditando no Natal e, sobretudo, no dia do nascimento do menino Jesus, 25 de dezembro. Acreditar na estrela de Belém que guiou os Reis Magos à Jerusalém; ter a humildade para reconhecer que um modesto estábulo acolheu o Messias e uma simples manjedoura serviu de leito para o filho de Deus. Que o seu nascimento não corresponda apenas uma ilustração bíblica, mas sim, no enviado de Deus na terra, para salvar a humanidade dos seus pecados e ensinar o verdadeiro sentido do amor. E, deixar esse amor registrado como o seu principal mandamento: "Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes." (Marcos 12:30-31).

Para muitos adultos e até mesmo para muitas crianças, Papai Noel é uma utopia, é um hipócrita seletivo nas suas escolhas, no momento de dar o seu presente de Natal. Ele está mais preocupado em visitar os lares dos granfinos, acenando um adeus ao sonho e a magia que perpetuou ao longo dos tempos, para aquelas crianças que estão à margem da sociedade, desprovidas do resultado financeiro. Quem sabe em algum lugar as crianças infelizes por terem de conviver com as dificuldades diárias, encontrem o pássaro azul e com ele a felicidade?  Surpresas maravilhosas podem acontecer, precisa-se apenas acreditar.

Muitas das vezes a insatisfação gera conflitos e o egoísmo se manifesta arrogante e destruidor. Mínimas coisas são motivos de desavenças, por isto, a presença da humildade seja tão necessária. Ela é complacente e tolerante, capaz de produzir efeitos mágicos surpreendentes de bondade e compreensão. Duas virtudes pilares para a boa convivência. Não ostenta o luxo, substitui este brilho artificial, pelo vigor da sabedoria. Esta sim, é uma companhia fecunda e real solução para tantos males que teimam serem soberanos. Então o olhar terno da criança modifica a face vincada do sofrimento, pelo resplandecer da aurora e o prelúdio de uma nova vida, refeita pela boa vontade de Deus, que brota através da semente do amor.

Bússola Literária estará ao seu lado criança de todas as idades, comemorando a mensagem que a data requer; seguindo a Estrela de Belém, ao lado dos reis magos e do bom velhinho, seja ele atendendo pelo nome de Noel, Nicolau, Claus e tantos outros nomes, mas que esteja vestido de vermelho, cabelo e barba brancos, viajando pelo mundo distribuindo bondade e simpatia, no seu trenó mágico e suas renas, em inglês: Rudolph, Dasher, Dancer, Prancer, Vixen, Comet, Cupid, Donner e Blitzen. Em português: Rodolfo, Corredora, Dançarina, Empinadora, Raposa, Cometa, Cupido, Trovão e Relâmpago. Portanto Feliz Natal pra ti, e que, em 2015, continuemos juntos, distribuindo sorrisos e bons momentos de leitura.

Ah, o Bússola Literária, não poderia deixar sua noite e o seu dia de Natal, sem algo interessante para ler. Por isto, seguem-se três pequenos e belos contos, cuja autoria é desconhecida, sobre os quais não temos dúvidas, farão muito bem ao seu coração.



O Presente



Acordei nesse primeiro dia de dezembro, com vontade de comprar um presente para Jesus, afinal, não existe maior amigo que o Mestre dos Mestres, e no dia 25 o aniversário é Dele.

Saí cedo de casa e fui ao maior Shopping Center da cidade, pensei primeiramente numa camisa branca, mas quando vi que o branco mais branco da Terra, ainda era cinza perto da sua pureza, fiquei com vergonha e desisti. Em outra vitrine vi um sapato de couro, lindo e caríssimo, mas quando me lembrei dos seus pés calçados pelas sandálias da missão cumprida, achei que não existiria na Terra algo tão confortável que merecesse os seus pés.

Uma caneta foi isso que a próxima vitrine me apresentou, uma linda caneta de marca famosa. Seria um lindo presente, mas lembrei-me que Ele nunca escreveu nada, tudo que Ele falou, mostrou na prática, servindo e amando sempre.

Lembrei-me, que um dia Ele falou que não tinha sequer um travesseiro para recostar sua cabeça, então eu pensei no melhor travesseiro de plumas de uma loja especializada em sono. Era importado e muito confortável, mas lembrei-me que os justos dormiam tranquilos e que Ele jamais usaria o travesseiro.

E, assim fui olhando as vitrines, abotoaduras de ouro, malas de viagem, bebidas finas, comidas importadas, tudo supérfluo, tudo matéria que o tempo iria corroer. Confesso que saí um pouco chateado do Shopping, afinal eu saíra para comprar um presente para Você Jesus, e não havia achado nada. Na porta do Shopping, um menino muito miudinho sorriu para mim, perguntou meu nome e eu o dele. Ele riu e me estendeu a mão, tinha o rosto muito sujo, as mãos encardidas; perguntei pela sua mãe, ele deu de ombros, sobre o pai, nem sabia onde estava... perguntei se ele queria tomar um lanche, ele sorriu um sim, pegou na minha mão.

Na porta do Shopping olhou para suas roupas e olhou para mim. Sabia que não estava corretamente vestido, peguei-o no meu colo – era a senha para ser feliz –, seus olhinhos miúdos percorriam aquelas luzes, enfeites e pessoas bonitas como se fosse um filme de Walt Disney...

Na lanchonete sentou na cadeirinha giratória e sorriu como “reizinho”, e entre uma montanha de batatas fritas, ríamos felizes como dois velhos amigos.

Falamos sobre bolinha de gude, pipas e bola de futebol, coisas importantes para o ser humano, principalmente, quando somos crianças. Devoramos dois lanches e, quando perguntei se ele queria um sorvete gigante como sobremesa, seus olhos brilharam feito o sol. Pedi um instante, fui até o caixa, quando voltei com os sorvetes na mão, ele já não estava mais ali...

Por um instante, pensei que ele havia ido ao banheiro ou estaria olhando a lanchonete, mas não estava ali mesmo. Foi quando sobre a caixa de batatas vazias, vi um papelzinho, um bilhetinho escrito com letra miúda, que dizia assim: “Obrigado pelo melhor presente de aniversário que poderia me dar. Fizeste feliz um dos pequeninos do mundo!”



A maior bronca que já levei




Tínhamos uma aula de Fisiologia na escola de medicina, logo após a semana da Pátria. Como a maioria dos alunos havia viajado aproveitando o feriado prolongado, todos estavam ansiosos para contar as novidades aos colegas e a excitação era geral. Um velho professor entrou na sala e imediatamente percebeu que iria ter trabalho para conseguir silêncio. Com grande dose de paciência tentou começar a aula, mas você acha que minha turma correspondeu?

Que nada. Com certo constrangimento, o professor tornou a pedir silêncio educadamente. Não adiantou, ignoramos a solicitação e continuamos firmes na conversa. Foi aí que o velho professor perdeu a paciência e deu a maior bronca que eu já presenciei.

- Prestem atenção porque eu vou falar isso uma única vez, disse, levantando a voz e um silêncio carregado de culpa se instalou em toda a sala e o professor continuou.

- Desde que comecei a lecionar, isso já faz muitos anos, descobri que nós professores, trabalhamos apenas 5% dos alunos de uma turma. Em todos esses anos, observei que de cada cem alunos, apenas cinco são realmente, aqueles que fazem alguma diferença no futuro; apenas cinco se tornam profissionais brilhantes e contribuem de forma significativa para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Os outros 95%, servem apenas para fazer volume; são medíocres e passam pela vida sem deixar nada de útil.

- O interessante é que esta percentagem vale para todo o mundo. Se vocês prestarem atenção notarão que, de cem professores, apenas cinco são aqueles que fazem a diferença; de cem garçons, apenas cinco são excelentes; de cem motoristas de táxi, apenas cinco são verdadeiros profissionais; e podemos generalizar ainda mais: de cem pessoas, apenas cinco são verdadeiramente especiais.

- É uma pena muito grande não termos como separar estes 5% do resto, pois se isso fosse possível, eu deixaria apenas os alunos especiais nesta sala e colocaria os demais para fora, então teria o silêncio necessário para dar uma boa aula e dormiria tranquilo, sabendo ter investido nos melhores.

- Mas, infelizmente não há como saber quais de vocês são estes alunos. Só o tempo será capaz de mostrar isso. Portanto, terei de me conformar e tentar dar uma aula para os alunos especiais, apesar da confusão que estará sendo feita pelo resto.

- Claro que cada um de vocês, sempre pode escolher a qual grupo pertencerá. Obrigado pela atenção e vamos à aula de (...).

Nem preciso dizer o silêncio que ficou na sala e o nível de atenção que o professor conseguiu após aquele discurso. Aliás, a bronca tocou fundo em todos nós, que a minha turma teve um comportamento exemplar em todas as aulas de Fisiologia, durante todo o semestre. Afinal, quem gostaria de espontaneamente ser classificado como fazendo parte do resto?

Hoje não me lembro muita coisa das aulas de Fisiologia, mas a bronca do professor eu nunca mais esqueci. Para mim, aquele professor foi um dos 5% que fizeram a diferença em minha vida. De fato, percebi que ele tinha razão e, desde então, tenho feito de tudo para ficar sempre no grupo dos 5%. Mas, como ele disse, não há como saber, se estamos indo bem ou não. Só o tempo dirá a que grupo pertencemos.

Contudo, uma coisa é certa: se não tentarmos ser especiais em tudo que fazemos; se não tentarmos fazer tudo o melhor possível, seguramente, sobraremos na turma do resto.




O Presente das Rosas




Três homens, sendo um ingrato, um conformado e um generoso, foram visitados, no mesmo instante e local, por um Gênio saído da lâmpada.

Diante do inusitado um deles falou:

- Gênio, o que nos trazes?

- Rosas! – Disse o Gênio.

E, abrindo o seu manto mágico, dele retirou três lindos buquês de rosas, que os ofereceu aos visitantes, entregando um para cada. Antes de partir, olhou-os fixamente, percebendo algum desapontamento por conta da simplicidade de sua oferta, justificou-se:

- Rosas... porque elas são jóias de Deus. Deixam a vida mais rica e bela! Os homens se entreolharam surpresos e, após se despedirem, cada um seguiu o seu destino, dando finalidade diferente ao presente recebido.

O ingrato, maldizendo sua falta de sorte, por haver encontrado um Gênio e dele recebido apenas flores, jogou-as num rio próximo.

O conformado, embora entristecido pela singeleza do presente, levou-as para casa, depositando-as num jarro.

O generoso, feliz pela oportunidade que tinha em mãos, decidiu repartir seu presente com outras pessoas. Foi visto pela cidade distribuindo rosas, de ponta a ponta, com um detalhe: quanto mais rosas ofertava, mas seu buquê crescia de tamanho, beleza e perfume. Ao final, retornou para casa com uma carruagem repleta de rosas.

No dia seguinte, no mesmo local e instante, os três homens se reencontraram e, de súbito, ressurgiu o Gênio da véspera.

- Gênio, que desejas? – Disse um deles.

- Que as vossas rosas se transformem em jóias! – Disse o Gênio.

Dessa forma, o homem generoso encontrou em casa uma carruagem repleta de jóias, extraordinariamente belas, tornando-se rico comerciante.

O homem conformado, retornando imediatamente para o seu lar, encontrou, pendurado sobre o jarro, onde depositara as rosas, um lindo e valioso colar de pérolas. Resignou-se em ofertá-lo à sua esposa.

O homem ingrato, dirigindo-se ao lugar onde jogara o buquê de rosas, viu refletindo sobre as águas, um brilho intenso, próprio de jóias valiosas, que sumiram de seus olhos, quando se atirou ao rio no propósito de alcançá-las.


Nota: O Bússola Literária tem o prazer de agradecer ao site Contadora de Histórias, pela nobreza de compartilhar estes três lindos e edificantes contos, extraídos do seu arquivo. Obrigado ao seu administrador, com os nossos votos de um feliz Natal! E que, em 2015 continue publicando textos com esplêndidos exemplos de virtudes invejáveis.



A propósito, você já acessou a fan page do meu livro infantil Juju Descobrindo Outro Mundo? Não imagina o que está perdendo. Acesse: www.fecebook.com/jujudescobrindooutromundo.


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Imagens: Google


domingo, 22 de junho de 2014

Ana, adorando em meio a dor – Uma história real


A escritora Cleuza Bueno, ao criar o seu livro, “Ana, adorando em meio à dor”, além de estar narrando uma história real, verdadeira, envolvendo sua própria sobrinha, enfatizou com muita propriedade três premissas valiosas na vida de qualquer ser humano: fé em Deus, vontade de viver e ter sonhos. Este é o seu primeiro livro, mas, sua arte de escrever já demonstra habilidade estética, conteúdo envolvente e autêntico. O que a torna, mais uma celebridade da nossa literatura.

Mostra nesta sua obra, utilizando-se de uma linguagem acessível e emocionante, a odisseia de uma paciente desenganada pela fatalidade do destino – ou seria da ciência?  o pesadelo vivido por uma pessoa portadora de um câncer maligno. Independente da identificação do culpado, a verdade é que se trata de uma realidade essencialmente familiar, mas que habita em muitos lares, tornando os dias nebulosos e dolorosos. A história de Ana Lídia prende a atenção do leitor do princípio ao fim.

No filme O Presente, de Michael O. Sajbel existe uma personagem chamada Emily. Uma garotinha emotiva e cativante de 8 anos, portadora de leucemia  morre em consequência da doença –, desejava para sua mãe ainda muito jovem, um relacionamento estável e feliz. Em uma de suas falas explicando o sentido da vida sob a ótica da inocência, ela diz: Sabia que Deus pinta todas as cores das borboletas com os dedos?  É verdade, Deus pinta as borboletas, o arco-íris, as flores, os pássaros, as estrelas, o sol, a lua, o universo e até a nós mesmos.  

Quem sabe Ele pintou a dor e a angústia de Ana Lídia depositando nela uma doença considerada até para os mais estudiosos cientistas e oncologistas como fatal. E, por meio de um simbolismo, ela pudesse dar o seu testemunho exaltando a importância da fé e da esperança, mesmo nas situações consideradas insolúveis?

“Ana, adorando em meio à dor”, conta a história de Ana Lídia uma linda jovem de 21 anos idade, diagnosticada ser portadora de um câncer raro. Tão raro que, existem apenas quarenta casos confirmados em todo o planeta. Por ser implacável e letal para aquele que tivera a infelicidade da sua contaminação, também é desalentador.

É tão nocivo e medonho, que é capaz de tornar pacientes e familiares, reféns da própria sorte. No caso de Ana Lídia, de acordo com a médica hematologista Fernanda Meireles que a atendia e a ajudava a continuar vivendo, não restou a princípio, outra alternativa, senão reunir a família e dizer o que todos não queriam ouvir: "Lamento informar, mas a esperança de vida de sua filha é de 6 a 9 meses".  Daí surge a pergunta: Meu Deus, por que eu? Por que logo comigo? O que foi que eu fiz para merecer isto? São indagações que vagam de forma sombria pela mente em busca de resposta.

A escritora Cleuza Bueno sintetizou a história dizendo que, trata-se de uma história real, onde uma moça linda, jovem, de apenas 21 anos, repentinamente, vê sua vida totalmente mudada por uma terrível doença: Linfoma de Grandes Células “B”, um tumor muito agressivo e raro, com poucos casos no mundo. Mas também, é uma história transformadora.

A coragem e a fé de Ana, “movem montanhas”, trazem renovo e esperança para aquelas pessoas que já não acreditam mais apenas na medicina dos homens, e que, estão perdendo inclusive, a fé. O que não acorreu com Ana Lídia, resoluta e corajosa decidiu confiar e crer.

Sua história é a prova indelével de que o nosso Deus não mudou, continua sendo o mesmo Deus de nossos antepassados. O Deus que cuida de nós! O Deus dos milagres! O Deus do impossível! Basta você acreditar...

Bússola Literária procurou a escritora Cleuza Bueno para uma entrevista e saber o que a levou a escrever o livro que tem emocionado o leitor pela sua narrativa fascinante, rica em nuances de fervor à fé em Deus. E o resultado dessa certeza de que Deus está presente na vida de cada um, demonstrando o seu carinho de Pai mesmo na dor, como fez com o seu Filho amado e nosso salvador Jesus Cristo.


A entrevista


 BL – Escritora Cleuza o que a motivou escrever o livro Ana, mesmo em meio à dor?

Cleuza Bueno – Quando começou a história da minha sobrinha Ana Lídia, eu fiquei muito comovida com a atenção da população de São Luís de Montes Belos, da igreja, clamando por um milagre para combater um câncer terrível, de que passou a ser portadora. Na época a médica que prestava todo os procedimentos que requer a doença, disse que havia quatro casos iguais no mundo. Após verificações mais apuradas, constatou-se a existência de quarenta casos. E o que é pior, sem resultado positivo de cura, os pacientes vindo a falecer. A partir do momento em que tomamos conhecimento dos apelos vindos de diversas pessoas, nos ligando pra dizer que estavam rogando orações e oferecendo ajuda, senti que era este o livro que Deus há algum tempo havia me chamado para escrever.

A doença da Ana Lídia foi diagnosticada em fevereiro de 2013 e, o transplante ocorreu no final de outubro do mesmo ano. Comecei a escrever a história com a doença, registrando os fatos dia a dia, como se fosse um diário. Foi concluído exatamente, assim que ela chegou a nossa cidade, 20 dias após submeter-se ao transplante de medula no hospital da cidade de Jaú-SP, em outubro de 2013.

BL – Como é que está sendo a recuperação de Ana Lídia?

Cleuza Bueno – A Ana Lídia se encontra muito bem, lendo o livro o leitor ficará sabendo de mais detalhes (estabeleceu-se o suspense). É uma história linda, realmente de milagre. Logo depois do transplante, Ana Lídia ficou um ano sem conviver com ninguém, em total isolamento, vivendo sua própria solidão. Hoje está curada, mas continua fazendo acompanhamento médico por meio de exames, realizados de três em três meses, durante cinco anos.

Mas, o momento tão aguardado chegou ao fim. Há um mês ela passou a ter o convívio com as pessoas, obedecendo algumas limitações, é claro. Em agosto será liberada para retornar à faculdade de arquitetura que estuda na PUC-GO. Mais uma vitória que tornou sua vida momentos de felicidade e sonhos que estiveram bloqueados, agora é só comemoração. Voltou a ser uma moça linda, jovem e feliz.

BL – Como era a Ana Lídia antes da confirmação da doença?

Cleuza Bueno – A Ana Lídia é uma jovem linda e alegre. Tanto é que no começo do livro, quando foi diagnosticada a doença, uma das primeiras coisas que rogamos a Deus, é que não tirasse o sorriso do seu rosto. O seu sorriso faz parte da sua personalidade. É uma menina alegre, feliz.


Sonhava cursar arquitetura, os pais não tinham a mínima condição de manter este tipo de curso. Através da nota do ENEM, ela foi contemplada com a bolsa de estudo integral. Ela vivia a realização de grandes sonhos: terminar a faculdade, casamento e, em ser feliz.

BL – Qual foi o momento em que a família sentiu-se mais desanimada com os resultados do tratamento?

Cleuza Bueno – Assim que a médica Drª. Fernanda teve a oportunidade de conversar com a família, sem a presença da Ana Lídia, informou dizendo que, quem tem essa doença o tempo de vida é de 6 a 9 meses. Mas vamos tentar tudo que estiver ao nosso alcance. A partir de então Ana Lídia passou por três exames quimioterápicos. Na terceira aplicação, e ter repetido todos os exames, a médica informou que os linfomas haviam diminuído cerca de 50 por cento. Na verdade havia diminuído 46 por cento. Os pais foram chamados e informados da real situação, que o tempo de vida da Ana Lídia seria de no máximo 9 meses. Nesse momento nós achamos que tínhamos que tomar outras providências. Fomos atrás da equipe médica que havia tratado o ator Reynaldo Gianecchini no Hospital Sírio Libanês em São Paulo. Os profissionais médicos do hospital em contato com a médica Drª Fernanda, hematologista que a atendia, chegaram ao consenso de iniciar um novo tipo de tratamento, que consistiu na aplicação de uma quimioterapia ainda mais forte.

BL – O tratamento foi todo realizado em Goiânia?

Cleuza Bueno – O tratamento da Ana Lídia até o transplante foi todo realizado em Goiânia. Assim que ficou constatado que não havia mais a presença do câncer, depois de ter passado por 8 quimioterapias, foi encaminhada para Jaú-SP, onde submeteu-se ao transplante de medula óssea autólogo, que consiste em transplantar as próprias células.

BL – No livro você atribui muito à fé, como forte meio de recuperação de Ana Lídia, inclusive cita Max Lucado, é esta a sua opinião?

Cleuza Bueno – Na verdade quem cita Lucado é a Celene Pereira, responsável pela correção do livro e que também faz parte da família. É formada em letras e tem no seu histórico literário, algumas publicações. Portanto, quem fala em Max Lucado é a Celene no prefácio do livro. Não é só a Bíblia que fala sobre fé de uma maneira tão perfeita, nós temos escritores maravilhosos que falam sobre fé, e Lucado é um deles.


BL – Como foi o lançamento do seu livro?

Cleuza Bueno – Como é o meu primeiro trabalho como escritora, fui envolvida de muita expectativa em relação ao comportamento das pessoas, se o livro seria bem aceito ou não. Mas, foi emocionante. Aconteceu numa segunda-feira, dia 16 de junho às 19:30h, véspera de jogo da Copa do Mundo, onde as pessoas cansadas após o trabalho e envolvidas com o evento que tem parado o Brasil em torno das competições, nós recebemos mais de 300 pessoas e a aceitação foi surpreendente. Houve pessoas que adquiriram 10 exemplares cada uma. Foram momentos emocionantes. Pessoas pedindo-me para fazer a dedicatória dirigida ao esposo; outras diziam que são livros que estariam levando para presentear os seus amigos ou emprestá-los.

Não estou preocupada com renda financeira pessoal, mesmo porque todo o dinheiro procedente do livro será doado ao Hospital Araújo Jorge de Goiânia. Mas preocupada sim, principalmente, em motivar as pessoas a lerem. Transformar as pessoas através da leitura, com histórias interessantes, que dizem sobre fé e esperança. E a história de Ana Lídia, é um bom exemplo da presença de Deus em nossas vidas.

BL – Cleuza, você como escritora, neste momento, que mensagem gostaria de transmitir para outras pessoas que estão convivendo com este problema enfrentado por você e toda família de Ana Lídia?

Cleuza Bueno – O que eu digo para as pessoas é que existe um Deus que não mudou. É o Deus do impossível. Um Deus que luta nossas lutas por nós. Que apesar da tempestade, Ele fala pra você: “Desça do barco e vem...” Então a fé é o que temos de mais importante, a fé é nosso bem precioso. Não interessa o diagnóstico. Interessa que nós temos um Deus que cura até o câncer, isto que é importante.


Nota: Para contato e adquirir o seu livro. Você deve procurar através do telefone fixo: 643671-2586, celular: 648117-1968, por email: cbueno05@hotmail.com ou cluzabueno05@gmail.com. Também pode ser pelos números do celular de Lariele Bueno: 648146-5707 e 648114-4333. O valor é R$ 15,00 fora a postagem, no caso de pessoas que residem fora de São Luís de Montes Belos-GO.


A propósito, você já acessou a fan page do meu livro infantil Juju Descobrindo Outro Mundo? Não imagina o que está perdendo. Acesse: www.fecebook.com/jujudescobrindooutromundo.

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Imagens: da própria autora, Cleuza Bueno

domingo, 11 de maio de 2014

A essência do amor e da luxúria


Não é difícil acreditar que algumas pessoas em algum momento relembram determinadas situações envoltas num saudosismo ardente contido no peito, capaz até de fazer o corpo tremer. Algo inexplicável, mas verdadeiro. É nessa agradável manifestação da nossa efêmera existência que algo infinitamente sublime se transpõe para o universo paralelo dos nossos pensamentos. Como se trata de lembranças é natural tornar essas recordações inconcebíveis leveza de espírito no mundo dos sonhos. Permitindo que tenhamos o desejo de trilhar ocasiões jamais envelhecidas.

Como uma fumaça dissipando de maneira suave, de repente Jorge Victor se viu no lugar onde nasceu, uma elegante e próspera cidade do sul do Brasil, pela sua importância turística e a qualidade de suas vinícolas. Passeava de maneira descompromissada por um bosque deslumbrante e envolvente. Havia flores, gramíneas, esquilos e pássaros, que contribuíam com aquele cenário encantador. As árvores com sua exuberância frondosa compunham aquela tela do mundo das fábulas, pintadas pela essência das mãos hábeis de um talentoso artista, seduzido pela destreza do seu pincel. Sim, o lugar remetia a uma pintura nos estilos realista e impressionista, arte que somente o talento de um Gustave Courbet e Claude Monet, seria capaz de descrever com perfeição, aquela magia colorida, que os seus olhos se deliciavam registrar.

Quanto mais caminhava, mais sua mente se exercitava feito a um processador cibernético, criando imagens e mais imagens de belezas contagiantes. E o seu corpo respondia incrédulo ao frescor daquela tardezinha com o sol se escondendo por detrás das nuvens brancas, semelhantes a uma bruma que lampeja a alvorada de uma nova vida.

Jorge não resistiu aquele encanto e sentou-se sob a fronde de um imponente jacarandá e continuou admirando aquele ambiente singular. Com os seus olhos inquietos como a luneta de um observador em busca de sua nova descoberta, logo avistou caminhando, uma linda e fascinante mulher, quem sabe que nem ele, apenas curtindo o visual e deixando transbordar a alegria de viver. Com passadas lentas foi se aproximando de onde se encontrava, sem ainda tê-lo visto.

Jorge Victor, pelo ímpeto do momento e com a rapidez de um falcão, fez um passeio ocular em toda sua exaltação feminina, reparando com mais atenção suas curvas bem delineadas e glamorosas. Como estava contra o sol e o seu vestido moldado num fino tecido, causava a transparência que mostrava o quanto ela era perfeita e sedutora.

Dando cordas à sua visão estonteante, pode repará-la mais detidamente e exclamou com a voz quase muda: É ela...! Não pode ser, mas é ela sim!... Tratava-se de uma paixão infantil que se fizera mulher, uma bela mulher, capaz revirar o cérebro num amontoado de recordações. Mais uma vez, balbuciou: “Como desejei esta oportunidade de estarmos próximos. Só eu e você Silvia! Apenas nós dois”.

Enquanto sussurrava a frase vinda de seus pensamentos, Silvia o olhou, como dizendo, te conheço. E sei até de onde: do Colégio Olavo Bilac. Mas preferiu manter-se muda, apenas sorriu. Diante daquele sorriso cristalino, Jorge Victor, ainda relutante, convidou-a a compartilhar com ele aquele momento só visto na fantasia de uma mente apaixonada que ainda acreditava na felicidade, no amor e, sobretudo, aproveitar cada segundo como se fossem eternos e exclusivos.

- Oi, você está linda! – disse.

- Você me conhece? – Indagou Silvia.

- Não creio, mas devo confessar, é a garota mais linda que imaginei ver.

Silvia sorriu agradecida pela boa receptividade. Ela também estava admirada com a elegância e a beleza de Jorge Victor, após uma rápida olhada por toda a dimensão da sua estrutura masculina.

Sem hesitar, Silvia sentou-se logo à sua frente cruzando as pernas feito uma praticante de yoga. O vestido leve e solto, cobria-lhe apenas parte de suas pernas. O vento na sua misteriosa cumplicidade resolveu dar sua ajudazinha. Manifestando-se de maneira carinhosa com o seu sopro suave, levantou o tecido, permitindo a Jorge Victor a oportunidade de vislumbrar suas coxas bronzeadas e lisas até próximo de sua calcinha. Silvia era uma morena, 28 anos, com aproximadamente 1,70m, corpo esguio, seios atraentes que se destacavam no generoso decote; olhos castanhos e brilhantes; cabelos também castanhos pouco acima da cintura que esvoaçavam ao sabor do vento. Pode até que seja uma artimanha das circunstância, mas o vento naquele momento mais parecia o cupido prevendo uma linda história de amor, desejos e sedução.

Permaneceram conversando até que a noite mostrasse sua majestosa delicadeza. O luar estava perfeito e as estrelas contribuíam enfeitando e iluminando aquela atmosfera de verdadeiro bem estar. Combinaram um novo encontro ainda naquela noite, num barzinho da cidade. O local não poderia ser mais prazeroso, frequentado pela juventude local, onde se podia ouvir boa música ao vivo e bebericar várias opções de bebidas.

Jorge Victor ansioso foi o primeiro a chegar. Procurou um lugar menos movimentado, mas que permitia estar atento a tudo que acontecia. Silvia chegou meia hora depois. Ao se encontrarem já havia um clima de mais intimidade o que lhes permitia compartilhar beijinhos no rosto. Sentaram-se e iniciaram agradável bate papo. Ambos optaram pela cerveja, acompanhada por uma saborosa porção de filé ao molho madeira, com torradas.

Permaneceram conversando horas incansáveis. Relembraram remotas passagens do passado, até a revelação feliz das estórias do Colégio Olavo Bilac, que surgiram pela casualidade do destino. A partir desse momento, o assunto se resumiu ao colégio, a cidade natal e a trajetória que cada um seguiu ao concluir o ginásio.

Silvia havia mudado com a família para outro estado, tornado-se médica; Jorge Victor a gosto dos pais, foi morar em Paris, onde estudou e aos 30 anos, tornou-se um competente engenheiro naval, disputado por grandes multinacionais. Não fazia uma semana que transferira para o Brasil, a convite de um magnata brasileiro, amigo da sua família, que mantinha estreita relações empresariais com influentes produtores de petróleo no Oriente Médio.

Naquela noite não aconteceu nada de extraordinário no que se refere à intimidade afetiva. Mas o próximo encontro já ficara combinado para almoçarem juntos. Jorge Victor a acompanhou até a casa de seus tios, enquanto permanecesse na cidade. Em seguida seguiu para o hotel onde estava hospedado. Para ambos o sono teimou em não aparecer, permitindo que desenhassem cenas felizes e emocionantes do casual encontro e o seu desfecho, semelhante o folhear de um álbum de recordações.

Almoçaram distribuindo simpatia, alegria, bom humor e jovialidade. Após o almoço fizeram um passeio pelos lugares que marcaram suas infâncias, incluindo é claro, o Colégio Olavo Bilac. Perguntaram a alguns moradores sobre determinados amigos e amigas da época, sem resultado. Parecia que todos resolveram partir, deixando para trás apenas memórias, nada mais.

À noite novo encontro já estava combinado e a aproximação entre os dois se tornava cada vez mais ardorosa e espontânea. Jorge Victor com o objetivo de agradar sua companheira com o que há de melhor, em sinal de agradecimento pelos belos momentos que passaram juntos e, prevendo uma noite aconchegante na companhia de Silvia, havia trocado seu apartamento nem tão nobre, pela suíte mais luxuosa do hotel. Seria ali o provável ninho de amor do casal.

E assim aconteceu. Silvia ainda que, meio tímida aceitou o convite e partiram para o que seria o momento mais feliz entre os dois, desde que se encontraram. Ao abrir a porta da suíte, via-se num local selecionado com esmero a pouca luz, uma mesa bem ornada com velas apropriadas que realçava o encantamento da ocasião; taças de cristais para ser servido um “authentique Sauvignon Blanc”, escolhido como se estivessem na frança por José Maria Ferrier  “sommelier” do hotel; prataria e porcelanas de fino bom gosto os esperavam para um jantar inesquecível.

Após o jantar, acomodaram-se numa confortável poltrona próxima à lareira, conversaram por alguns instantes e logo começaram a se entregarem ao feitiço da luxúria. Não demorou a buscarem o conforto da cama, que mais parecia um oceano de amor. Um fino lençol lilás de seda dava o tom do que viria a acontecer. Despiram-se peça por peça na sintonia de uma valsa, beijando-se e se tocando com ardor, que às vezes até atrapalhava a respiração, mas nada os impediam de viver o êxtase daquele clima que consumia a lascívia do desejo incontido.

Como dois amantes em completa entrega, seus movimentos em sincronia, descreviam a harmoniosa efervescência da paixão. Uma atração inebriante de excitação, que queimava feito lavas incandescentes percorrendo sobre seus corpos suados e extasiados de desejos e prazer. Seus hormônios em vibrantes loucuras liberavam a adrenalina contida na volúpia de um cérebro que respirava e cheirava sexo. Capaz de paralisar o tempo, para impedir que o sabor do pecado de amar e se entregar aos desejos da carne se tornassem momentos inenarráveis.

No clarear do dia, os dois acordaram movimentando-se com gestos preguiçosos. Antes do café da manhã que seria servido na própria suíte, resolveram que o melhor a fazer naquele momento seria um excelente banho morno na banheira de hidromassagem que os esperava. Como estavam entregues ao prazer, não demorou a reiniciarem a sessão de libidinagem. E assim, nesse clima de prazer, amor e sexo, Jorge Victor e Silvia tiveram uma manhã envolta na paixão sem limites.

No dia seguinte ambos se separariam, seguindo cada um o seu caminho em atenção às necessidades imperiosas da profissão. Evidente que a internet haveria de contribuir para que não esfriasse o desejo de se amarem revivendo as loucuras do prazer.

Nota: Este Conto foi criado por Dilson Paiva, em 10 de maio de 2014.


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