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sábado, 19 de julho de 2014

Livro Enlace, da escritora adolescente Ana Luísa, está na sua 2ª edição


Ao se propor a ler o livro Enlace, da escritora Ana Luísa, deve-se levar em conta, tratar-se de uma obra escrita por uma adolescente de 16 anos de idade, na época da sua concepção – hoje, com 18, o livro já está na sua 2ª edição. Nem por isto a impediu de escrever um texto abrangente, com várias situações difíceis de serem digeridas e encaradas de frente sem medo. Sobretudo, decifrando a insensatez do destino, procurando respostas no baú das incertezas. 

A partir desse princípio, torna-se perceptível o grau de maturidade da autora. A garota escreve e pensa como gente grande e graúda quando nos referimos à literatura conceitual, onde as personagens têm objetivos concretos e metas a serem conquistadas.

Até pouco tempo atrás, meninas com sua idade, brincavam de ser adultas e, até mesmo, sonhavam ser A Gata Borralheira (Cinderela) no seu baile de debutante, onde provavelmente encontraria o seu príncipe exultante e o mais disputado entre as demais, pelos seus encantos de beleza e virilidade física. Acontece que, com Ana Luísa, para nossa sorte, ela foi seduzida pela literatura, permitindo que tomássemos conhecimento, do que, uma garota, ainda em fase de autoconhecimento, fosse capaz de desenvolver raciocínio denso, cheio de interpretações irracionais para uma jovem de sua idade.

Outro fato curioso no livro, é que toda trama se desenvolve praticamente em Paris, envolvendo duas amigas inseparáveis em busca dos mesmos ideais: serem reconhecidas como bailarinas de sucesso. O primeiro desafio para elas foi o de morar sozinhas numa cidade cosmopolita, cheia de vícios, virtudes e sonhos como Paris. Segundo ter que enfrentar os seus dragões e pesadelos pessoais com coragem. Sem se submeterem a qualquer intimidação, foram capazes de encarar situações incomuns, tanto no aspecto moral e profissional, como sentimental.

Alvos de uma plateia acostumada com a desonra, lutas, conflitos e vitórias. Expostas em plena arena do Coliseu das suas particularidades e orfandade familiar. Formaram um conjunto harmonioso de sobrevivência, superando obstáculos, domando leões e cuspindo fogo, num circo de horrores. Içaram as velas da determinação, removendo dos seus caminhos as desigualdades naturais, capazes de dobrar a ampulheta do tempo, sem desviar do caminho que o levariam à felicidade.   

Sua obra, segundo Ana Luísa, foi inspirada nos textos de Stephenie Meyer autora da saga Crepúsculo e, com um leve toque do romantismo envolvente, encontrado nas criações de Nicholas Sparks. Porém, no seu caso, existem identidade e digitais próprias. Características expressivas, que não deixam dúvidas, quanto suas qualidades de uma escritora predestinada a se tornar, quem sabe em breve, uma colecionadora de Best Sellers. Notabilizando a pequena cidade onde nasceu e vive até hoje, São Luís de Montes Belos, interior do estado de Goiás, Brasil, numa signa literária gostosa de admirar.

Outro detalhe, sua obra tem cultivado a admiração e a simpatia de todos aqueles que a leram. Edificada em uma narrativa rica em detalhes, fracionada em vários subtítulos ilustrados com citações literárias, quando não da própria autora, de escritores consagrados como, Khalil Gibran, Silvia Schmidt, Stephenie Meyer, René Descartes, William Shakespeare, Saint-Exupéry, Clarice Lispector, Gonçalves Dias, Bíblicos, dentre outros. Os parágrafos e os períodos são curtos, que facilitam a leitura e o entendimento, além do uso coerente de analogias e metáforas. Enfim, uma criação merecedora dos aplausos alcançados.

Bússola Literária ouviu com exclusividade a escritora Ana Luísa, num papo muitíssimo agradável em um café da cidade. Na ocasião estava acompanhada do seu pai, Elio Graciano, professor de linguística na Faculdade Montes Belos (FMB) – admirador fervoroso da autora –, quando contou várias curiosidades que envolveram o processo criativo e a inspiração para o desenvolvimento do seu conteúdo. Sua entrevista é uma revelação que merece ser lida com atenção, analisando todos os quesitos justificáveis de sua virtuosidade juvenil.


BL – Quem é Ana a personagem? Seria a própria imagem refletida da autora?


Ana Luísa – Ana é uma moça italiana que transfere todas às suas expectativas em seus sonhos, porém na hora de vivê-los se fecha, cria uma barreira, ocasionados pela sua personalidade insegura e sensível. Ana Rossetti tem muito de mim. É como estar respondendo perguntas sobre meu livro. Queria e quero muito isso para o Enlace, mas tenho simplesmente medo de executar meus planos de vida.

BL – Você disse que o seu livro foi inspirado na obra de Stephenie Meyer, Crepúsculo. De que forma flui esta correlação?

Ana Luísa – Bella, narradora-personagem de Crepúsculo, tem muitas características refletidas em Ana Rossetti. A insegurança, a espontaneidade de dizer o que está sentindo, apenas com um olhar ou gesto, a fragilidade, as dúvidas com os sentimentos, o impulso, o amor dividido num triângulo amoroso, tornam esse conjunto de situações, naquilo que sinto e que me identifico com a história. Isso está presente na estrutura psicológica e emocional do livro. Quem sabe, nas pequenas interações abstratas da narrativa. Também acontece com Enlace, casualmente na sua estética, no que se refere a divisão do livro em três partes, como a do livro Amanhecer. Ressaltando a riqueza de detalhes, títulos de cada capítulo. Acredito que, por isto, há muitas características de Crepúsculo neste meu livro.

BL – Na história Ana, tenta demonstrar ser uma garota forte e resoluta. Enquanto na verdade é frágil e dependente. O quê você quis demonstrar com essa dualidade de comportamento?

Ana Luísa – Todos nós somos frágeis e dependentes quando estamos numa situação de escolha, de frente com o desconhecido, mas o que muda a circunstância é a atitude diante disso. Se eu me transpareço forte, ousada e corajosa, um dia serei realmente isso. É o que acontece com Ana ao longo do enredo.

BL – Ana é de origem italiana, nasceu em Milão e se aventura a viver na “Cidade Luz e do amor”, em busca de aprimorar sua arte de dançarina, por quê?

Ana Luísa – Por questão de identidade. Ana, por ter alma de artista, se identifica com cidades que são tradicionalmente voltadas para a cultura.

BL – Ao ler o livro percebe-se que tanto Ana, quanto Rodrigo, omitem recordações do passado de ambos, não acredita que faltou esse ingrediente que mostrasse ao leitor suas heranças genéticas e culturais?

Ana Luísa – A omissão é intencional. Há na história pistas, janelas, possibilidades de um novo enredo. Por exemplo, a paixão pelos jardins que possuem formas vindas de outra época. Sejam relíquias herdadas a partir dos avós de Ana ou até, de sua descendência italiana.

BL – De onde vem o apoio financeiro de Ana para se manter numa cidade cosmopolita como Paris, se locomovendo, utilizando praticamente como meio de transporte o táxis e sem impedimentos para viver como se pertencesse uma classe social acima da média?

Ana Luísa – Poderia ter vindo essa condição financeira de sua família. No entanto, o que tem explícito é que Ana se encontrava no auge de sua profissão. Já havia adquirido seu enriquecimento, além da companhia ajudar com o financeiro, em troca de ser uma dançarina famosa e obedecer aos critérios e as formas que eles ditavam na dança.

BL – O livro faz referência a três cidades importantes no contexto cultural. Milão a cidade natal, moderna, bem estruturada economicamente e de um passado histórico relevante; Paris cidade que inspirou grandes escritores e onde tudo acontece nas artes. E por fim, Verona, também referência da literatura clássica/renascentista e símbolo para uma das mais importantes obras de Shakespeare, Romeu e Julieta? O que te levou a preferir tais cidades, sendo que, a ambientação da história poderia transcorrer em lugares sem tanto brilho? Existe uma razão ou é apenas um simbolismo conjuntural?

Ana Luísa  São cidades que sou apaixonada e tenho muita vontade de conhecê-las. A estrutura, a história e a cultura dessas cidades, formam um conjunto extraordinário. Há grandes artistas e autores, vindos da Europa que fizeram presença na minha infância, nas encantadoras histórias de príncipes e princesas, na luta contra o mal. 

BL – Está com outro livro em mente?

Ana Luísa – Mais ou menos. Depende da aprovação da obra, da aceitação dos leitores, propostas novas de publicações, projetos de filme do livro. Todos os dias eu tenho milhões de histórias burilando na mente. Escrever pra mim não é uma barreira.

BL – Este outro livro seguirá a mesma temática?

Ana Luísa – Tenho muita vontade de aprofundar em experiências de ordem mais espiritual, revelando intimidade com Deus, caráter do Nosso Grande Pai, pegando até histórias da bíblia e romanceando-as. Aproximar mais o leitor do amor incondicional. Mas ainda não me sinto pronta para começar. Isso requer muito estudo e muito cuidado. Não é um tema de tanta aceitação, no entanto, tudo depende de como colocamos no papel.


Nota: Para contato e adquirir o livro Enlace. Você deve procurar através do telefone celular (64)9968-8164 com o professor Elio Graciano ou pelo número (64)9221-3707. Também pode solicitar sua aquisição por meio do e-mail: eliograciano@hotmail.com. O valor da obra é de R$ 25,00, fora a postagem, no caso de interessados que não residem em São Luís de Montes Belos-GO, Brasil. 


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Imagens: da autora

domingo, 11 de maio de 2014

A essência do amor e da luxúria


Não é difícil acreditar que algumas pessoas em algum momento relembram determinadas situações envoltas num saudosismo ardente contido no peito, capaz até de fazer o corpo tremer. Algo inexplicável, mas verdadeiro. É nessa agradável manifestação da nossa efêmera existência que algo infinitamente sublime se transpõe para o universo paralelo dos nossos pensamentos. Como se trata de lembranças é natural tornar essas recordações inconcebíveis leveza de espírito no mundo dos sonhos. Permitindo que tenhamos o desejo de trilhar ocasiões jamais envelhecidas.

Como uma fumaça dissipando de maneira suave, de repente Jorge Victor se viu no lugar onde nasceu, uma elegante e próspera cidade do sul do Brasil, pela sua importância turística e a qualidade de suas vinícolas. Passeava de maneira descompromissada por um bosque deslumbrante e envolvente. Havia flores, gramíneas, esquilos e pássaros, que contribuíam com aquele cenário encantador. As árvores com sua exuberância frondosa compunham aquela tela do mundo das fábulas, pintadas pela essência das mãos hábeis de um talentoso artista, seduzido pela destreza do seu pincel. Sim, o lugar remetia a uma pintura nos estilos realista e impressionista, arte que somente o talento de um Gustave Courbet e Claude Monet, seria capaz de descrever com perfeição, aquela magia colorida, que os seus olhos se deliciavam registrar.

Quanto mais caminhava, mais sua mente se exercitava feito a um processador cibernético, criando imagens e mais imagens de belezas contagiantes. E o seu corpo respondia incrédulo ao frescor daquela tardezinha com o sol se escondendo por detrás das nuvens brancas, semelhantes a uma bruma que lampeja a alvorada de uma nova vida.

Jorge não resistiu aquele encanto e sentou-se sob a fronde de um imponente jacarandá e continuou admirando aquele ambiente singular. Com os seus olhos inquietos como a luneta de um observador em busca de sua nova descoberta, logo avistou caminhando, uma linda e fascinante mulher, quem sabe que nem ele, apenas curtindo o visual e deixando transbordar a alegria de viver. Com passadas lentas foi se aproximando de onde se encontrava, sem ainda tê-lo visto.

Jorge Victor, pelo ímpeto do momento e com a rapidez de um falcão, fez um passeio ocular em toda sua exaltação feminina, reparando com mais atenção suas curvas bem delineadas e glamorosas. Como estava contra o sol e o seu vestido moldado num fino tecido, causava a transparência que mostrava o quanto ela era perfeita e sedutora.

Dando cordas à sua visão estonteante, pode repará-la mais detidamente e exclamou com a voz quase muda: É ela...! Não pode ser, mas é ela sim!... Tratava-se de uma paixão infantil que se fizera mulher, uma bela mulher, capaz revirar o cérebro num amontoado de recordações. Mais uma vez, balbuciou: “Como desejei esta oportunidade de estarmos próximos. Só eu e você Silvia! Apenas nós dois”.

Enquanto sussurrava a frase vinda de seus pensamentos, Silvia o olhou, como dizendo, te conheço. E sei até de onde: do Colégio Olavo Bilac. Mas preferiu manter-se muda, apenas sorriu. Diante daquele sorriso cristalino, Jorge Victor, ainda relutante, convidou-a a compartilhar com ele aquele momento só visto na fantasia de uma mente apaixonada que ainda acreditava na felicidade, no amor e, sobretudo, aproveitar cada segundo como se fossem eternos e exclusivos.

- Oi, você está linda! – disse.

- Você me conhece? – Indagou Silvia.

- Não creio, mas devo confessar, é a garota mais linda que imaginei ver.

Silvia sorriu agradecida pela boa receptividade. Ela também estava admirada com a elegância e a beleza de Jorge Victor, após uma rápida olhada por toda a dimensão da sua estrutura masculina.

Sem hesitar, Silvia sentou-se logo à sua frente cruzando as pernas feito uma praticante de yoga. O vestido leve e solto, cobria-lhe apenas parte de suas pernas. O vento na sua misteriosa cumplicidade resolveu dar sua ajudazinha. Manifestando-se de maneira carinhosa com o seu sopro suave, levantou o tecido, permitindo a Jorge Victor a oportunidade de vislumbrar suas coxas bronzeadas e lisas até próximo de sua calcinha. Silvia era uma morena, 28 anos, com aproximadamente 1,70m, corpo esguio, seios atraentes que se destacavam no generoso decote; olhos castanhos e brilhantes; cabelos também castanhos pouco acima da cintura que esvoaçavam ao sabor do vento. Pode até que seja uma artimanha das circunstância, mas o vento naquele momento mais parecia o cupido prevendo uma linda história de amor, desejos e sedução.

Permaneceram conversando até que a noite mostrasse sua majestosa delicadeza. O luar estava perfeito e as estrelas contribuíam enfeitando e iluminando aquela atmosfera de verdadeiro bem estar. Combinaram um novo encontro ainda naquela noite, num barzinho da cidade. O local não poderia ser mais prazeroso, frequentado pela juventude local, onde se podia ouvir boa música ao vivo e bebericar várias opções de bebidas.

Jorge Victor ansioso foi o primeiro a chegar. Procurou um lugar menos movimentado, mas que permitia estar atento a tudo que acontecia. Silvia chegou meia hora depois. Ao se encontrarem já havia um clima de mais intimidade o que lhes permitia compartilhar beijinhos no rosto. Sentaram-se e iniciaram agradável bate papo. Ambos optaram pela cerveja, acompanhada por uma saborosa porção de filé ao molho madeira, com torradas.

Permaneceram conversando horas incansáveis. Relembraram remotas passagens do passado, até a revelação feliz das estórias do Colégio Olavo Bilac, que surgiram pela casualidade do destino. A partir desse momento, o assunto se resumiu ao colégio, a cidade natal e a trajetória que cada um seguiu ao concluir o ginásio.

Silvia havia mudado com a família para outro estado, tornado-se médica; Jorge Victor a gosto dos pais, foi morar em Paris, onde estudou e aos 30 anos, tornou-se um competente engenheiro naval, disputado por grandes multinacionais. Não fazia uma semana que transferira para o Brasil, a convite de um magnata brasileiro, amigo da sua família, que mantinha estreita relações empresariais com influentes produtores de petróleo no Oriente Médio.

Naquela noite não aconteceu nada de extraordinário no que se refere à intimidade afetiva. Mas o próximo encontro já ficara combinado para almoçarem juntos. Jorge Victor a acompanhou até a casa de seus tios, enquanto permanecesse na cidade. Em seguida seguiu para o hotel onde estava hospedado. Para ambos o sono teimou em não aparecer, permitindo que desenhassem cenas felizes e emocionantes do casual encontro e o seu desfecho, semelhante o folhear de um álbum de recordações.

Almoçaram distribuindo simpatia, alegria, bom humor e jovialidade. Após o almoço fizeram um passeio pelos lugares que marcaram suas infâncias, incluindo é claro, o Colégio Olavo Bilac. Perguntaram a alguns moradores sobre determinados amigos e amigas da época, sem resultado. Parecia que todos resolveram partir, deixando para trás apenas memórias, nada mais.

À noite novo encontro já estava combinado e a aproximação entre os dois se tornava cada vez mais ardorosa e espontânea. Jorge Victor com o objetivo de agradar sua companheira com o que há de melhor, em sinal de agradecimento pelos belos momentos que passaram juntos e, prevendo uma noite aconchegante na companhia de Silvia, havia trocado seu apartamento nem tão nobre, pela suíte mais luxuosa do hotel. Seria ali o provável ninho de amor do casal.

E assim aconteceu. Silvia ainda que, meio tímida aceitou o convite e partiram para o que seria o momento mais feliz entre os dois, desde que se encontraram. Ao abrir a porta da suíte, via-se num local selecionado com esmero a pouca luz, uma mesa bem ornada com velas apropriadas que realçava o encantamento da ocasião; taças de cristais para ser servido um “authentique Sauvignon Blanc”, escolhido como se estivessem na frança por José Maria Ferrier  “sommelier” do hotel; prataria e porcelanas de fino bom gosto os esperavam para um jantar inesquecível.

Após o jantar, acomodaram-se numa confortável poltrona próxima à lareira, conversaram por alguns instantes e logo começaram a se entregarem ao feitiço da luxúria. Não demorou a buscarem o conforto da cama, que mais parecia um oceano de amor. Um fino lençol lilás de seda dava o tom do que viria a acontecer. Despiram-se peça por peça na sintonia de uma valsa, beijando-se e se tocando com ardor, que às vezes até atrapalhava a respiração, mas nada os impediam de viver o êxtase daquele clima que consumia a lascívia do desejo incontido.

Como dois amantes em completa entrega, seus movimentos em sincronia, descreviam a harmoniosa efervescência da paixão. Uma atração inebriante de excitação, que queimava feito lavas incandescentes percorrendo sobre seus corpos suados e extasiados de desejos e prazer. Seus hormônios em vibrantes loucuras liberavam a adrenalina contida na volúpia de um cérebro que respirava e cheirava sexo. Capaz de paralisar o tempo, para impedir que o sabor do pecado de amar e se entregar aos desejos da carne se tornassem momentos inenarráveis.

No clarear do dia, os dois acordaram movimentando-se com gestos preguiçosos. Antes do café da manhã que seria servido na própria suíte, resolveram que o melhor a fazer naquele momento seria um excelente banho morno na banheira de hidromassagem que os esperava. Como estavam entregues ao prazer, não demorou a reiniciarem a sessão de libidinagem. E assim, nesse clima de prazer, amor e sexo, Jorge Victor e Silvia tiveram uma manhã envolta na paixão sem limites.

No dia seguinte ambos se separariam, seguindo cada um o seu caminho em atenção às necessidades imperiosas da profissão. Evidente que a internet haveria de contribuir para que não esfriasse o desejo de se amarem revivendo as loucuras do prazer.

Nota: Este Conto foi criado por Dilson Paiva, em 10 de maio de 2014.


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Imagens: Google

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Infância, saudosa inocência


As gerações dos anos 50 ou décadas anteriores, um tempo não muito distante, hoje pode ser considerada careta, antiquada, ultrapassada, aos olhos dos jovens antenados do momento. Mas andam de cabeça erguida conservando os princípios que a sociedade da época os mantinha com orgulho. Princípios estes, considerados relíquias memoráveis que não merecem ser apagadas. Uma descendência que privilegiava o caráter sem mácula, coeso e sustentado por ensinamentos alicerçados na boa conduta dos seus antepassados.

É essa geração que tenta de forma incansável colocar no ápice dos trilhos, o futuro de um nome, de uma identidade, de um poder irrestrito de cultivar a luminosidade de um passado nobre.

Na verdade, nem todas as personagens dessa época ficaram no obscuro, no ostracismo. Sendo autênticos remanescentes de um tempo onde a felicidade simples e contemplativa imperava. Distante da tecnologia dos modelos contemporâneos, mas, com maestria, exerciam a arte da criatividade ao confeccionar de forma artesanal os seus próprios brinquedos.

Não dispunha de vídeo games, micro computador, internet, tevê em cores, a cabo, MP3, MP4, iPad, tablet e um monte de recursos eletrônicos já profetizados por Marshall MacLuhan na sua obra "Guerra e Paz na Aldeia Global (1968)", e que as crianças de hoje já os conhecem desde o parto. Um fato tão real quanto aos modernos equipamentos cirúrgicos e preventivos hoje disponíveis.

Até os anos 70/80, as músicas continham além de melodias saborosas ao deleite dos ouvidos, letras construtivas, elegantes, mensagens singelas e graciosas. Os recursos fonográficos estavam longe do alcance do século XXI, mas com orgulho os sobreviventes desse período se envaidece têlo vivido. As crianças cultivavam a inocência. Acreditava em Papai Noel, fadas, anjos, cegonha, amizades autênticas e, sobretudo em Deus.

As crianças tinham dons inventivos e criativos. Brincavase de carrinhos, às vezes construídos por eles próprios; bolinha de gude, pião, cabo de guerra, arremessar finca, papagaio, pique esconde, cabra cega, a sua direita está vaga, salve cadeia e muitas outras brincadeiras.

As garotas divertiamse com bonecas simples  sem os atuais recursos de voz  às vezes de pano, casinha, cozinhadinho, entre outras diversões com a participação dos garotos. Poderia nesta explanação, muito bem omitir essa relação de atividades compartilhadas, também não seria justo serem ofuscadas. A galerinha atual, talvez não as conheça, por isto estão aí modestamente mencionadas.

Era uma infância que não precisava de academia. Gastavase muita energia com atividades inocentes e virtuosas. Estudavase muito... Era uma determinação dos pais, baseada no princípio de que, quando crescessem haveriam de gozar uma vida melhor e mais abundante. Sem quem sabe, ter que enfrentar as dificuldades ocorridas com os seus genitores na labuta diária, mesmo existindo boa vontade e determinação. 
  
Esse era o argumento utilizado como forma de incentivo, na vanguarda de encarar o futuro com alicerce estruturado, diante das intempéries do cotidiano.

O respeito, não se traduzia em medo, mas em obediência, em princípios. Pedir benção, não significava uma obrigação, mas uma forma dos pais privilegiarem sua cria com uma dádiva vinda dos céus. E tomar banho, escovar os dentes, não era uma provocação, mas um cuidado indispensável à higiene. 
   
E hoje, mudou-se muito? Nem tudo. As brincadeiras de outrora não fazem mais sentido para quem nos seus primeiros movimentos já utilizam carrinhos para locomoção. No entanto, a tecnologia e a consequente atitude fria dos objetos modernos, deteriorou o lúdico que minava na pele queimada pelo sol. E no coração radiante por novas descobertas. Êhhhhh... Saudade!

O suor que escorria pelo corpo, depois de uma tarde inesquecível desencadeada por uma eletrizante partida de futebol  as peladas , pelas ruas nuas e cheias de pedras das cidades sem o asfalto, ou nos campos improvisados sem gramados espetaculares, mas de chão duro e seco. No coração dessa garotada, reinava a inocência, a ausência da maldade declarada, existia o perdão e o esquecimento.

Chegou à hora de tocar a bola pra frente. Ir de encontro à bola da vez, em sintonia com o que há de mais avançado no mundo cibernético. Atingir a máxima capitulação da fronteira entre a infância e a vida adulta.

Antes se chegou à lua. Nos dias de hoje, o universo ficou relativamente pequeno, tornandose possível e fácil, transferirse das histórias de ficção à realidade plenamente tocável.

Enquanto uns viviam no condicionado paradigma do convencionalismo da época, hoje as preocupações giram em torno do visual, da estética.

É normal encontrar crianças com menos de cinco anos, frequentando salões de beleza, usando maquiagem, cabelos adornados, unhas pintadas, óculos escuro, sapatos de saltos altos, roupas espelhadas nos artistas da tevê, do cinema, ou na própria mãe. Vitrine dinâmica na profusão contínua das criações e inventos do mundo globalizado.

Para os meninos de hoje, os brinquedos eletro/eletrônicos não são duráveis, as inovações estão em mutação contínua e sem aviso prévio. E, na natureza humana as ansiedades aumentaram, antecipando de forma prematura de uma fase lírica, inesgotável de generosidade e irresponsabilidade, para uma fase adulta totalmente responsável  pelo menos é o que se pressupõe  com total aquiescência dos pais, da família.

Essa atitude negligente e despropositada tornouse alvo fácil à propagação e revelação dos casos escabrosos de comportamento, de pedofilia, sedução, corrupção, aliciamento, gangues, sequestro, tráfico. Enfim, crimes de todos os matizes contra a criança.

Comprovando sem rodeios, que a inocência já foi ultrajada, pelo menos há muito tempo. E a sociedade com os olhos vendados, na sua condição torpe e inadequada, continua os impedindo da contemplação do horizonte infinito. Com a prática responsável dos ensinamentos Divino. 
   
Sabese também, que com todo o advento da modernidade, as crianças de hoje, encontramse mais vulneráveis. Os casos de internações aumentaram, a ciência evoluiu, enquanto as doenças misteriosas se intensificaram. As infecções hospitalares prosperaram, o famigerado fantasma da fome e da sede mostrou a sua cara.

Na África e em outros lugares do planeta menos assistidos, a Aids com sua foice impiedosa não tem poupado o seu golpe fatal. Se procurar nas anotações dos hospitais, clínicas e postos de saúde, vai-se encontrar doenças que nem os pesquisadores mais notáveis de algum tempo atrás, imaginariam que um dia viessem a existir.

Não há dados comprovados de que no passado os casos graves do presente também se manifestavam com tanto rigor, apenas uma certeza indiscutível se verifica refletida no incondicional mapa da sobrevivência. Antes a imunidade infantil gozava de mais prestígio. Não se via com tanta incidência as intoxicações causadas por alimentos contaminados.

As produções agrícolas não sofriam com o excesso de instrumentos e métodos de controle de pragas, como agrotóxicos poderosos, aplicados de maneira irresponsável pelos produtores em detrimento de lucros fáceis. O cultivo de frutas e legumes era natural, quase que totalmente feito de maneira simples, orgânica, mas de grande eficiência nutritiva.

Por que se tornou necessário a utilização de inúmeras vacinas preventivas? Ter que deixar a marca – teste do pezinho – do pé do recém nascido gravada como forma de detectar males oportunistas, endêmicos e contagiosos? Se antes, com um simples chazinho caseiro, ou uma simples imposição de fé – crendices – por meio das benzições, praticadas geralmente pelas pessoas mais idosas  tradição herdada de várias gerações. Propiciava o bem estar tão desejado, preservando a saúde em toda sua plenitude? 

Será que a ignorância tinha lá o seu valor? Ou será a ignorância a consequência de tantos acontecimentos positivos? Será que foi essa mesma modernidade através dos meios de comunicação que veio trazer à tona as evidências do real, revelando esses males à nitidez dos acontecimentos tão cruéis?

Todas estas perguntas bailam impunes nos lares de nossa comunidade assistida ou não, porém sedenta de proteção, sedenta do olhar dos céus.

A perpetuação da inocência não é mais um predicado só das crianças. Os adultos já fabulam essa virtude, mesmo de forma abstrata, mas com o inconsciente em pleno exercício de sua nobreza infantil.

Fernando Pessoa, através de fragmento do seu poema Girassol é quem dará o golpe de misericórdia para esse relato de reflexão. "...Eu não tenho filosofia, tenho sentidos...// Se falo na natureza não é porque a amo, amo-a por isso, // Porque quem ama nunca sabe por que ama, nem o que é amar...// Amar é a eterna inocência// E a única inocência é não pensar."


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Imagem: Google imagens


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Diário de Um Delirante

Eu não sei, porque nunca passei por esta situação: letargia, delírio, ou algo parecido... Mas creio eu, que a sensação de letargia profunda, não nos leva a lugar algum. Nem mesmo em pensamentos. Estaremos como mortos. Lógico, que são apenas suposições. Como disse, não conheço esse estágio mental.

Já li vários romances evidenciando o espiritismo, onde as pessoas se transferem do próprio corpo e se encontram em lugares nunca antes presenciado, ou em lugares que, talvez, através de sonhos possa tê-los visto. Mas também, estou me referindo de forma hipotética. Nada concreto... Com lógica.

O Conto “Diário de Um Delirante”, do escritor Pedro Henrique Baima Paiva, foca a situação em que uma criança num desses momentos de delírio, vaga por lugares fantásticos e improváveis. O seu conteúdo não tem a pretensão de mostrar, caracterizar, criar tese e nem mesmo causar um burburinho em torno de uma realidade aturdida.

Contudo, é interessante viajar pelos lugares e situações onde se transcorre a narrativa. As surpresas vão criando vida, uma após outra, e é aí que o improvável habita. Em determinado momento, você se sente presente nas cenas, até sentindo os sintomas de espanto e perplexidade com tanta flutuação de símbolos e elementos que uma mente talvez normal, não seria capaz de registrar. Isto, levando-se em conta o realismo subentendido dos fatos.

Tenho que admitir que dos inúmeros autores que tive a oportunidade de ler, ainda não havia lido um texto como este “Diário de Um Delirante”. Sabe aquelas histórias de desenho animado, onde o bem e o mau se confundem? Melhor ainda, lembra-se do livro, ou do filme o “Maravilhoso Mágico de Oz”, de L. Frank Braum, em que a personagem Dorothy Gale encontra com os seus três novos amigos em busca de soluções com o Feiticeiro de Oz?

Outra obra literária que nos remete ao Conto do Pedro Henrique é Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll. Onde o personagem Chapeleiro Maluco, só se expressa por meio de enigmas. Enfim, o Conto “Diário de Um Delirante”, fará você fazer uma viagem interessante pelo mundo do surreal. Recomendo com todas as letras sua leitura. Seu comentário será bem-vindo. Vamos que vamos...


Pedro Henrique Baima Paiva é biólogo pela PUC Goiás; MBA Marketing pela Uni Anhanguera; é graduado em Ciências Sociais e Políticas Públicas pela UFGO; palestrante sobre sustentabilidade; servidor efetivo da Agência Municipal de Meio Ambiente de Goiânia; e Professor Universitário.



Diário de um delirante



Eu tinha apenas 12 anos a primeira vez que vi o jardim. Meus pais sempre visitavam aquele país da América do Sul. Um país exótico e ensolarado, com pessoas risonhas que caminhavam puxando seus carrinhos de compras e conversavam entre sonoras gargalhadas.

Para um garoto acostumado com o gelo como eu, aquele matiz de cores proporcionado pelos raios do sol, impressionava muito. Na última vez que voltamos juntos, porém, um trágico acidente marcou nossas vidas para sempre, e a minha talvez mais que a de todos.

Voávamos há horas e nosso destino já se agigantava no horizonte quando uma estranha descarga elétrica acertou o avião que em pane despencou do céu em um espiral de fumaça e terror. O fogo foi visto primeiro, depois escutamos as explosões, três que me lembro. E na última delas senti meu corpo ser agarrado e jogado para fora do aparelho.
Tudo aconteceu muito rápido e a partir de agora leitor, desconfie dos fatos extraordinários que vou contar, pois até para mim parecem invenções de uma mente perturbada pelo medo e desespero frente à morte eminente.

Minhas lembranças da queda em si são muito confusas, pois em meu delirante salto para o chão um arquipélago me esperava para esborrachar. Mas quando isso aconteceu, eu acordei em cima de uma folhagem tão densa que tive que deixar meu casaco para me livrar dos galhos torcidos, que com um efeito de molas amorteceram meu impacto fatal. Caminhei alguns minutos, porém, não tinha nem sinal do local onde o avião havia caído. Onde provavelmente era agora o túmulo dos meus pais.

Extasiado, com sede, sentei na sombra de uma flamejante árvore de trocos retorcidos e flores com pétalas vermelhas como o fogo. De sua copa caíam grandes cápsulas onde amadureciam suas sementes. Em seus galhos, pássaros multicoloridos saracoteavam como num jantar de comadres.

Eles não estavam sozinhos, ao pé de outra grande árvore próxima de mim, agora se destacavam entre as folhas secas, serpentes rajadas que brilhavam como uma pulseira de brilhantes. Lagartos, insetos, mamíferos. Era uma inimaginável reunião de animais que parecia insana para mim. Entre cores e cantos, entoava uma bela melodia e o vento trazia a mais deliciosa combinação de aromas, que o meu nariz nórdico havia alguma vez experimentado.

Como em uma dança selvagem, todos os animais seguiam em fila indiana para um aglomerado de rochas próximo, e com batidas ritmadas produzidas por seus pés no chão, pareciam dançar uma coreografia animalesca.

O ambiente mágico que se fez em minha volta camuflou o motivo de eu estar ali e me despertou uma sensação que não posso com palavras explicar. Ao que parece, logo estava eu naquela fila medonha de animais dançando um tipo raro de mantra, produzido pela soma de todos os sons juntos à minha volta.

O clímax daquela sandice produzida pela minha mente em choque parecia se aproximar, quando um gambá com uma longa calda e pelos brancos em cima dos olhos, se levantou em duas patas e como um cortesão recebeu todos ali, com uma longa e engraçada reverência. Com a mão esquerda estendida nos encaminhou para uma fenda na rocha, que eu ainda não havia reparado.

Era como um grande portão sólido, adornado com inscrições entalhadas na pedra. Não sei que língua era aquela, mas seus símbolos pareciam reluzir à luz do sol e combinavam como uma senha mágica, que se repetia como luzes de Natal. Ainda em fila, fomos todos adentrando aquelas rochas. Naquele momento, eu já não sabia se estava sonhando ou estava realmente ali, com todos aqueles bichos.

Na minha frente, um grande macaco dava o ritmo, fazendo um som grave com sua garganta, no compasso daquela canção. Perto dele um sapo preenchia o som com seu coaxar. E mais adiante besouros tremiam suas asas dando um efeito especial à música. Todos ali participavam de alguma forma. Lá dentro, senhoras e senhores em frenética agitação, saltavam aos olhos.

Cercado pelas pedras monumentais, nada mais havia ali, senão o mais exuberante jardim já conhecido na Terra. Uma aquarela de cores se espalhava por uma vasta área. Meu Deus! Como era enorme! Meus olhos se encheram de imagens de árvores antigas, como aquela própria ilha esquecida no oceano.

Frutas nunca vistas antes pendiam dos galhos fartamente abastecidos. No meio daquele vale corria um límpido rio, de águas calmas que só se agitavam com o fuzuê dos bichos, que se refrescavam em suas margens.

A vida ali era tranquila. Estava refletido nos olhos de todos. As flores espalhadas por toda a área se exibiam, ainda, com as gotas do orvalho sobre suas corolas cintilantes. Em volta de uma magnífica cachoeira, festejada por vários animais.

Eram tamanduás, macacos, patos e ao que parece, até uma onça pintada, que como conchas, usavam às suas duas mãos para derramar aquela água sobre suas cabeças, e depois como se brincassem todos juntos, molhavam-se e mergulhavam-se diante daquele véu de noivas formado pelas águas e a espuma daquela maravilhosa queda d’água.

Revoadas de pássaros faziam uma bela apresentação no céu que parecia uma pintura de tão azul. Nesse momento parece que o artista inspirado numa ópera de Tchaikovisky, compunha um iluminado balé, aplaudido pelos seus giros fantástico, com a magia magistral do seu pincel, tornava-se visível na tela, outra pintura surreal, embelezada pelas poucas nuvens que flutuavam aqui e acolá.

Antes de caminhar em direção da cachoeira, onde a reunião se formava me ajoelhei na margem do rio, e sorvi um delicioso bocado daquele líquido generoso que Deus nos deu, o qual revigorou o meu espírito. Senti uma estranha sensação percorrer meu corpo como se sob efeito de algum elixir sobrenatural, que dá energia e uma inexplicável paz no coração. Não resisti, e em gargalhadas e muita felicidade pulei dentro do rio e me banhei feito a uma criança que era.

Depois de um tempo que não sei precisar, saí dali e percebi que os animais faziam mais uma vez fila. Mas agora de volta ao portão em que entramos. Perto da cachoeira, a reunião de animais começava a se desfazer, quando eu vi entre corpos, aquele anjo penetrar uma caverna escondida por detrás das águas. Não sem antes dar uma olhadela em volta, e com um sorriso carinhoso de despediu.

Só o vi por alguns segundos, mas posso descrever que não existia ali nenhuma criatura que imitasse sua beleza. Pele branca como o leite, seu lindo corpo formava uma silhueta perfeita. Longos cabelos negros encaracolados lhe caíam sobre os ombros e seus olhos eram cheios de paz, ternura e amor.

Extático com tamanha beleza, não consegui mover uma músculo do meu corpo. Depois disso não me lembro de mais nada. Quando abri meus olhos, já estava na cama de um hospital, onde mais tarde fiquei sabendo que estavam também meus pais. Todos nós estávamos vivos. Ôbaaa!

Muitos anos depois li em um livro velho, a história de uma rainha que um dia construiu um lindo jardim, e por conta da ganância e cobiça dos homens que o queria, ela e seu jardim um dia, sumiram diante dos olhos de todos como mágica.

Antes de se dissipar no ar, a rainha jurou que o precioso jardim nunca seria descoberto pelo homem. E o segredo para achá-lo há muito havia sido perdido: “O amor e o respeito pela natureza.”


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Imagens ilustrativas: Google Image