sábado, 9 de janeiro de 2016

Os 12 livros mais vendidos em 2015


Ano novo, projetos auspiciosos e expectativas renovadas. Creio ser este o desejo de todos nós, seguidores de o Bússola Literária. Então, nada mais justo que, começarmos com notícias interessantes para os aficionados pela leitura. Publishenews, publicação especializada sobre o desempenho das editoras no Brasil. Divulgou no seu site, dia 4 de janeiro, a “Lista geral dos 12 livros mais vendidos em 2015”. O curioso desta lista é a variedade das preferências dos leitores. Estão relacionados, desde os livros para colorir, os quais surpreenderam pela pontuação; livros de autoajuda/terapêuticos, até para as tribos teen, garotada em crescente demanda no segmento leitura.

Outro acontecimento que o Bússola Literária, não poderia deixar de ressaltar trata-se dos autores que entraram sob o domínio público, a partir de 1º de janeiro de 2016. São eles: o brasileiro Mário de Andrade, poeta e escritor, pioneiro do modernismo no Brasil; o austríaco Felix Salten, autor do infanto-juvenil Bambi; o romancista, crítico literário e dramaturgo britânico Charles Williams, autor de War in Heaven e Descent into Hell; o húngaro Antal Szerb, autor de O viajante e o mundo da lua; o romancista naturalista norte-americano Theodore Dreiser, indicado ao Prêmio Nobel em 1930, autor de obras como, Sister Carrie, The Titan e The Genius; o poeta e tradutor britânico Alfred Douglas, com quem Oscar Wilde teve um ‘afair’, autor de livros de poesia como, The city of the soul e In Excelsis e o não ficção Oscar Wilde and myself; o poeta francês Robert Desnos, representante do momento surrealista na França; as pinturas e os livros do artista José Luiz Gutiérrez Solana, nome importante do expressionismo espanhol.

Eis, a lista dos mais vendidos em 2015:


1 – Jardim Secreto – Johanna Basford – Livro de Colorir e Caça ao Tesouro Antiestresse – Passeie por lindos jardins e aventure-se na caça ao tesouro. Aflore seus desejos inconscientes com desenhos que remetem à infância. Desperte sensações de relaxamento e estimule sua criatividade. Explore o Jardim Secreto.

As páginas do Jardim Secreto estão tomadas por cabanas, casinhas, cercados, flores, plantas, galhos, árvores e muitas surpresas. E você vai encontrar espécies escondidas, como gatos, aranhas, libélulas, lagartas, abelhas, mariposas, corujas, vespas, formigas, peixes, ratos, borboletas, lesmas entre outras.

Johanna Basford – Nascida em Aberdeenshire, na Escócia, Johanna privilegia o trabalho com lápis e canetas, ao invés de utilizar meios digitais. A natureza retratada em suas obras é inspirada na fauna e na flora da zona rural da Escócia, onde viveu quando criança.

A proposta do livro é apresentar desenhos minuciosamente elaborados, com riqueza de detalhes, que te levam à caça ao tesouro escondido em jardins fascinantes. Tudo feito à mão em um belíssimo trabalho de sucesso da britânica Johanna Basford. E para essa viagem lúdica, tudo o que você precisa é de lápis, canetinha, aquarela, guache ou qualquer outro método de colorir. Solte a criatividade e deixe sua imaginação fluir.

Com funções terapêuticas e antiestresse, colorir ajuda a resgatar vivências guardadas em nosso inconsciente. Definido pela autora como detox digital, o livro de colorir, acompanhado de músicas relaxantes, estimula sua criatividade ao mesmo tempo em que relaxa sua mente. Os livros para colorir também são ótimos presentes.    Fonte: Editora, Sextante  


2 – Floresta Encantada – Johanna Basford – Livro de Colorir e Caça ao Tesouro Antiestresse –  Enquanto colore os desenhos de flores, casas na árvore, animais e objetos mágicos, seu desafio é encontrar os nove símbolos especiais ocultos ao longo das páginas. Eles destravam o portão do castelo, revelando seus mistérios. O que será que ele guarda? Embarque nesta aventura!

A proposta do livro é apresentar desenhos elaborados com riqueza de detalhes, que te levam à caça de tesouro escondido em meio à fauna e a flora de uma floresta encantadora. Tudo desenhado à mão por Johanna Basford, autora do sucesso Jardim Secreto.

E para essa viagem lúdica, tudo o que você precisa é de lápis, canetinha, aquarela, guache ou qualquer outro método de colorir. Solte a criatividade e deixe sua imaginação fluir.

Para inspirar – As páginas do livro Floresta Encantada têm uma ótima gramatura, e isso te dá liberdade total para experimentar diversos métodos de colorir alternativos ao tradicional lápis de cor.

Você pode usar tinta PVA diluída em água e criar efeitos degradê. Ou até mesmo aplicar texturas com tintas mais grossas, como guache. E outra maneira bem criativa de dar cor aos jardins é usar maquiagem. Isso mesmo. Sabe aquela sombra colorida que você usou só uma vez? Então, aplique com algodão e veja que resultado incrível você vai ter.   Fonte: Editora, Sextante  


3 – Philia – Padre Marcelo Rossi – De acordo com a Livraria da Folha, no livro Philia, o seu autor, Padre Marcelo Rossi, relata sua experiência pessoal na luta contra a depressão e como o amor fraternal é fundamental para superar males contemporâneos.

Philia traz 14 capítulos que tratam de depressão, ansiedade, tristeza, pessimismo, medo, remorso, vício, desemprego, maledicência, inveja, ciúme, ira, ingratidão e autoimagem.

Philia é uma das palavras gregas para se referir ao amor. Dela, dentre outras derivações, surge o nome filosofia, o amor à sabedoria.
Os dois beste-sellers anteriores, Ágape e Kairós, venderam mais de 12 milhões de exemplares. Ágape foi comercializado em mais de 30 países e adaptado ao público infantil.   Fonte: Livraria da Folha



4 – Nada a Perder 3 – Bispo Edir Macedo – A trilogia de Nada a Perder, traz a história do bispo Edir Macedo narrada sob diversos aspectos. O primeiro livro, Nada a Perder – Momentos de Convicção que Mudaram a Minha Vida, revelou os obstáculos superados pelo maior líder do segmento evangélico do País e passou a marca de 1 milhão de exemplares vendidos.

O segundo volume, Nada a Perder 2 – Meus Desafios Diante do Impossível, relata o caminho de conquista da Rede Record, percurso que envolveu grandes dilemas e confrontos. Os dois primeiros livros venderam mais de 4 milhões de cópias em todo o mundo.

O último livro da série, Nada a Perder 3 – Do Coreto ao Templo de Salomão: a Fé que Transforma, possui relatos comoventes de quem superou todos os tipos de adversidades e conquistou milhões de fiéis nos lugares mais remotos do planeta. O livro também revela um pouco da vida do bispo Edir Macedo como pai e marido. Em suas páginas, é possível encontrar fotos do arquivo pessoal do bispo e segredos sobre o casamento, o que tem despertado a curiosidade dos leitores.

A biografia que conquistou milhões de leitores em todo o mundo chega ao seu último volume. A parte final de uma emocionante jornada de renúncia e persistência com recordações e fotos inéditas, reveladas pelo fundador de um dos maiores movimentos de fé da atualidade.

Relatos comoventes de quem superou todos os tipos de adversidade para conquistar milhões de fiéis nos lugares mais remotos do planeta. Como um pregador brasileiro, de origem humilde, inicia sua missão solitária em uma praça pública do Rio de Janeiro e, 37 anos depois, lidera uma Igreja presente em mais de 100 países? Como essas fronteiras foram rompidas? Como foram vencidos os limites de etnias, culturas e idiomas?

As respostas a essas e outras perguntas surgem no último livro de memórias de Edir Macedo. Com depoimentos tocantes, ele abre a porta de sua casa aos leitores para contar sobre um bem precioso: a família. Revela os segredos do seu casamento e resgata momentos íntimos, em confidências de amor e fidelidade. Como a esposa Ester se transformou no suporte para atravessar todas as fases de agonia.

Os bastidores da inauguração do memorável Templo de Salomão nas palavras de quem idealizou a construção. Os significados e as inspirações da obra que se tornou um marco na história das religiões.

As lições de confiança. A vitória sobre o derrotismo. Os sonhos transformados em realidade. A parte final da biografia mais vendida nos últimos tempos.    Fonte: Livraria da Folha e o site do próprio livro


5 – Muito Mais Que 5inco Minutos – Kéfera Buchmann – Com apenas 22 anos, a curitibana Kéfera Buchmann já reúne quase doze milhões de seguidores nas suas mídias sociais (YouTube, Facebook, Twitter e Instagram). São cinco milhões de assinantes só no seu canal no YouTube, 5inco Minutos, o quarto mais visto do Brasil. Ela recebe centenas de mensagens de fãs de todo o país diariamente e é sempre parada na rua.

Se o YouTube é de fato a nova televisão, como argumentam alguns estudiosos, hoje Kéfera equivale aos antigos astros globais. Com algumas diferenças, porém: enquanto aqueles atores e atrizes geralmente cultivavam um discurso de bons moços, Kéfera ficou conhecida por dizer o que pensa. E é daí, dessa sinceridade chocante e muitas vezes desbocada, que se alimenta o seu enorme sucesso. Muito mais que 5inco Minutos traz essa Kéfera sem papas na língua, mas não é centrado na sua fase atual de youtubber popstar.

O livro joga luz sobre uma Kéfera que nem todos os fãs conhecem, a Kéfera pré-fama. A menina super sensível que sofreu bullying em quase toda a infância e que, em vez de se dobrar, se tornando uma pessoa amargurada, se reinventou e ressurgiu como uma jovem forte e alegre que serve de exemplo para milhares de meninos e meninas. Kéfera fala desses momentos difíceis e também da sua relação tortuosa com a matemática, do seu primeiro beijo, de moda e de relacionamentos.

Não faltam, claro, momentos hilários. E outros de deixar o coração apertado. Ou seja, Kéfera sendo mais Kéfera do que nunca.   Fonte: Editora, Paralela/Companhia das Letras


6 – Eu Fico Loko – Christian Figueiredo – Ele só precisou de uma câmera, muita criatividade e um pouco de coragem para criar um dos vlogs mais acessados do YouTube. O Eu Fico Loko é recordista absoluto de views e inscrições, com mais de 1 milhão e 500 mil assinantes.

Para os entendedores, o Christian hoje é um vlogger e um youtuber dos mais bombados. Mas na verdade ele é apenas um cara que gosta de escrever e que transformou o papel em vídeo. Todos os dias, milhões de jovens procuram pelo Christian em suas redes sociais para saber o que ele está pensando. O porquê desse sucesso fora do normal você vai descobrir neste livro.

Christian Figueiredo é um jovem nada normal. Desde cedo demonstrou certa intimidade com as câmeras. Até tentou seguir carreira de ator, mas sem sucesso. Ainda bem, né!?

Para a alegria de muita gente ele descobriu o seu talento com as câmeras, mas de um jeitinho diferente. Sendo um youtuber. Com vídeos cada vez mais famosos no YouTube, Christian vem conquistando uma legião de fãs.

Hoje, ele tem um dos canais mais famosos do Brasil, com mais de 3,5 mi de inscritos e mais de 400 milhões de acessos, somando seus dois canais. 

Saiu de casa com 20 anos e foi morar sozinho para ter mais liberdade de criação. Sem dinheiro no bolso e não tendo certeza se aquilo daria certo, resolveu seguir seu prazer pelo que fazia. Não é que deu certo!?  Seu carisma com as câmeras é cada vez mais explícito, ganha a vida fazendo suas loucuras por aí, com muito humor e criatividade. Sem falar do número de fãs que a cada dia cresce mais.

Christian já foi a alguns programas de televisão para contar um pouquinho do seu trabalho, entre eles o “Encontro com Fátima Bernardes” na Rede Globo, “The Noite com Danilo Gentili” no SBT, “Programa Pânico” na BAND e muitos outros.
E para quem quer saber um pouco além das câmeras, ele escreveu dois livros, que levam o mesmo nome do canal. O primeiro foi publicado em 2014 e o segundo em 2015, ambos pela Editora “Novo Conceito”.    Fonte: Site do próprio livro


7 – Ansiedade: Como Enfrentar o Mal do Século – Augusto Cury – Você sofre por antecipação? Acorda cansado? Não tolera trabalhar com pessoas lentas? Tem dores de cabeça ou muscular? Esquece-se das coisas com facilidade? Se você respondeu "sim" a alguma dessas questões, é bem provável que sofra da Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA).

Considerada pelo psiquiatra Augusto Cury como o novo mal do século, suplantando a depressão, ela acomete grande parte da população mundial. Neste livro, você entenderá como funciona a mente humana para ser capaz de desacelerar seu pensamento, gerir sua emoção de maneira eficaz e resgatar sua qualidade de vida. 

Augusto Jorge Cury nasceu em 2 de outubro de 1958, é médico, psiquiatra, psicoterapeuta e escritor. Seus livros já venderam mais de 16 milhões de exemplares somente no Brasil, tendo sido publicados em mais de 60 países. É reconhecido pela sua teoria da inteligência multifocal, resultado de 17 anos de dedicação à pesquisa. O autor estudou com profundidade as dinâmicas da emoção, da construção e dos pensamentos.

Considerado por Cury como o mal do século, a SPA, diz respeito à construção do pensamento. Assim, quando pensamos rápido demais ou em excesso, violamos o que deveria ser inviolável: o ritmo da formação de pensamentos. Isso gera consequências seríssimas para a saúde emocional, como a ansiedade.

Nossos pensamentos estão distorcidos e contaminados por nossa cultura e personalidade (quem sou), por nossa emoção (como estou), pelo ambiente social (onde estou) e por nossa motivação (o que intenciono).

Não há interpretações puras. As pessoas, por mais isentas que sejam, contaminam a construção de pensamentos, ainda que minimamente.

Mal do século – depressão ou ansiedade? Por que chegamos a esse nível de ansiedade? Devido aos excessos: excesso de trabalho intelectual, excesso de  atividades,  excesso de preocupação e, em destaque, o excesso de informação.

De fato, o bombardeio de informações, podem provocar uma sociedade ansiosa, que sofre por antecipação, acabando simplesmente com a qualidade de vida, ocasionando assim a síndrome.

A Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA) somatiza várias doenças e os sintomas psicossomáticos são como um grito de alerta  –  um sinal de que é necessário mudar o estilo de vida!

O fato é de que as pessoas ao perderem a capacidade de ter uma emoção estável, equilibrada, porque querem muito algo, quando alcançam, logo perdem o interesse e estão sempre em busca de novos estímulos para ter um pouco de satisfação.

Assim, se você sofre por antecipação; Acorda cansado; Não tolera trabalhar com pessoas lentas; Tem dores de cabeça ou muscular; Anda estressado, com dificuldade de relaxar; de dormir direito ou até se irritando com pouca coisa; Esquece-se das coisas com facilidade; Ou, simplesmente, se identifica com uma dessas situações, é bem provável que sofra da Síndrome do Pensamento Acelerado.    Fonte: Editora, Saraiva e o Blog, Pra Ler e Reler – www.livrospralerereler.blogspot.com.br


8 – O Pequeno Príncipe – Antoine Saint-Exupéry – Por meio de uma narrativa poética, o livro busca apresentar uma visão diferente de mundo, levando o leitor a mergulhar no próprio inconsciente, reencontrando sua criança.

À primeira vista, um livro para crianças. Na definição de Saint-Exupéry, seu autor, "um livro urgentíssimo para adultos", o que talvez explique a extraordinária sobrevivência literária de O Pequeno Príncipe. Publicado pela primeira vez em Nova York, 1943, ano em que foi escrito e, no ano seguinte, na França. A versão brasileira chegou às livrarias, em 1952.

Apesar da presença explícita de dois personagens e do registro de um diálogo entre o aviador e uma criança, diversos aspectos autobiográficos estão presentes nesta narrativa. Através de imagens simbólicas, as passagens de ordem temporal, na vida do autor, estão ali presentes: casamento/separação, profissões, sonhos, decepções. Os dois personagens tornam-se representações do próprio Saint-Exupéry, em um monólogo interior entre o "eu" e o "outro". 

Como assim: Era uma vez um menino que vivia num castelo, como um rei. Sonhava em voar e inventava bicicletas com asas. Cresceu, virou piloto de avião e passou a reinar pelos céus.

Deixou um herdeiro: um principezinho cheio de ensinamentos, personagem de um dos livros mais famosos do mundo, O Pequeno Príncipe, que completou 70 anos em Abril, de 2015.

Quem escreveu essa história foi o francês Antoine de Saint-Exupéry. Ele foi piloto aventureiro, daqueles que fazem manobras arriscadas, e escritor de livros para adultos, como Voo Noturno.

Mas ficou conhecido mesmo como o pai do Pequeno Príncipe, herói de uma fábula (história em que animais falam) ilustrada por aquarelas também criadas pelo autor.
O principezinho nasceu bem antes de 1943, quando virou livro. A figura do menino aparece em muitas correspondências, cadernos e até guardanapos de papel.

Ficou um tempão rondando a cabeça do autor. Contam que certa vez, enquanto rascunhava um garoto na toalha de um restaurante, um amigo lhe perguntou o que desenhava. O autor respondeu: “Apenas o garoto que existe no meu coração”.

Para conhecer mais a história do criador e da criatura de O Pequeno Príncipe, a designer Sheila Dryzun andou por desertos, vasculhou bibliotecas e conversou com familiares do piloto. “A história do personagem é a própria vida do autor.”

Ela conta que há semelhanças entre a rosa (personagem do livro) e a mulher do escritor: eram caprichosas e, vaidosas, passavam horas se arrumando. Também relaciona a raposa que o príncipe encontra no deserto e a que Saint-Exupéry relatou ter visto quando sofreu um acidente de avião.

Outra coincidência entre o principezinho e o escritor é lembrada pela pesquisadora: ambos desapareceram misteriosamente.

No livro, o pequenino some da Terra depois de um encontro com a serpente. Na vida, o autor desaparece em uma missão aérea um ano depois de lançar O Pequeno Príncipe.

200 Idiomas – Em sete décadas, O Pequeno Príncipe foi traduzido para mais de 200 línguas. No Brasil, segundo a editora, a obra vende 300 mil exemplares por ano –  um livro costuma ser publicado com 3.000 exemplares, muitas vezes demora anos para que esse total seja vendido.

É ou não é resultado para impressionar qualquer “pessoa grande”? (O livro diz que os adultos gostam mais de números do que de outras características mais importantes).    Fonte: Editora, Saraiva e o site, Canal do Ensino, Guia da Educação


9 – Não se Apega, Não – Isabela Freitas – Desapegar: remover da sua vida tudo que torne o seu coração mais pesado. Loucos são os que mantêm relacionamentos ruins por medo da solidão. Qual é o problema de ficar sozinha? Que me desculpe o criador da frase “você deve encontrar a metade da sua laranja”. Calma lá, amigo. Eu nem gosto de laranja. O amor vem pros distraídos.

Tudo começa com um ponto-final: a decisão de terminar o namoro de dois anos com Gustavo, o namorado dos sonhos de toda garota. As amigas acharam que Isabela tinha enlouquecido, porque, afinal de contas, eles formavam um casal PER-FEI-TO! Mas por trás das aparências existia uma menina infeliz, disposta a assumir as consequências pela decisão de ficar sozinha. Estava na hora de resgatar o amor-próprio, a autoconfiança e entrar em contato com seus próprios desejos.

Parece fácil, mas atrapalhada do jeito que é, Isabela precisa primeiro lidar com o assédio de um primo gostosão, com as tentações da balada e, principalmente, entender que o príncipe encantado é artigo em falta no mercado.

Isabela Freitas, em seu primeiro livro, narra os percalços vividos por sua personagem para encarar a vida e não se apegar ao que não presta, ainda assim, preservando seu lado romântico.

Isabela Freitas, sempre foi apaixonada por livros e pela escrita. Em 2011, começou seu blog isabelafreitas.com.br, que já soma mais de 60 milhões de visualizações. Estudante de Direito, pretende cursar Jornalismo um dia. Mora com os pais em Juiz de Fora (MG), onde nasceu.

Isabela Freitas demorou para ter internet em casa: até 2010, não fazia noção do que eram redes sociais. Mas aí resolveu criar um perfil no Twitter e arrebanhou milhares de seguidores. Eles gostaram tanto que pediram mais, talvez um site. Ela jogou no Google "o que é blog e como criar", deu certo de novo, e uma editora a convidou a escrever um livro. E Isabela escreveu.

"Não se apega, não" fala de relacionamentos, ou mais precisamente da vida após o término. Mas a abordagem é positiva e otimista. A obra saiu no final de junho e virou líder nas listas de best-sellers. Já vendeu mais de 80 mil exemplares. Isabela tem 23 anos e trancou a faculdade de Direito no oitavo período. Quer um dia retomar os estudos e pensa ainda em cursar publicidade ou jornalismo. Ou psicologia. Certeza ela só tem de que "mora em Juiz de Fora, mas vive mesmo no mundo da Lua".

O site de Isabela soma mais de 60 milhões de visualizações. E ela tem 163 mil seguidores no Twitter. Eles adoram saber detalhes da vida pessoal da autora. E também adoram o teor motivacional dos posts, atributo que a jovem sabidamente transporta para livro. "O Não se Apega, Não, tem o lado ficção, e tem o lado autoajuda. Dei uma mesclada nos dois, e esperei para ver a reação do público. Eles gostaram! E pediram por mais!", explicou ao G1em entrevista por e-mail. Assim: com exclamações.   Fonte: Facebook, Isabela Freitas e a coluna, Pop & Arte do G1


10 – Se eu Ficar – Gayle Forman – Se eu Ficar da autora americana Gayle Forman, narra a história de Mia Hall, uma adolescente de 17 anos que está em coma após o acidente que matou seus pais e seu irmão mais novo Teddy.  Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu e escolher entre ficar e viver ou então morrer. ''Às vezes você faz escolhas na vida e às vezes as escolhas fazem você. Isso faz sentido?”

Antes do acidente, seu único dilema era a escolha que tinha de fazer: seguir seus sonhos e estudar na escola de música Jilliard, em Nova York, ou permanecer no Estado de Oregon, com sua família e seu namorado Adam, guitarrista e vocalista da banda Shooting Star.

Com delicadeza, simplicidade e sensibilidade, Gayle Forman nos conduz pela vida de Mia, com flashbacks que nos mostram seu dia a dia e todos os fatos relevantes que a ajudaram a ser quem é – sua vida com Adam, a família, a amiga Kim, sua paixão por violoncelo e, ao mesmo tempo, seu estado de coma, no hospital.

O livro não tem capítulos, tem horas e isso traz um toque de realidade e aflição à trama. Toda a história acontece em apenas um dia no qual Mia permanece em coma. O livro todo é contado pelo espírito de Mia, que vê tudo o que acontece com seu corpo e ao redor no hospital. "Eu não estou certa de que este é um mundo que eu pertenço mais. Eu não tenho certeza que eu quero acordar."

Com um texto comovente, ágil e narrado em primeira pessoa, Gayle expõe de forma emocionante e meticulosa todos os anseios, temores e cada detalhe do que está acontecendo ao redor de Mia, intercalando entre a  estadia de Mia no hospital e os flashbacks de seu convívio com a família e o namorado, focando suas esperanças e suas dúvidas sobre se deve ficar ou não.

A autora consegue emocionar o leitor com a intensidade dos sentimentos de Mia, criando uma compreensão e conexão maior entre o leitor e os personagens que ao longo da leitura dá a sensação de que este mesmo leitor está presente na história, vivenciando todos os acontecimentos.

Mia é uma jovem violoncelista com um talento nato para música clássica.  Tem a família dos sonhos de qualquer adolescente, apesar de sentir-se desajustada, porque desde os 6 anos optou por música clássica, mostrando vocação para tocar violoncelo e declarando oficialmente seu amor à Bethoven. Seu pai foi baterista de uma banda de rock que abandonou a vida de músico quando seu irmão mais novo Teddy nasceu e, a mãe, apesar de ter a música na alma não toca nenhum instrumento.

Assim, as únicas preocupações de Mia, antes do acidente, referiam-se ao seu futuro na música clássica. Seu sonho era ser aceita na Escola de Música e Artes Cênicas, Jilliard, uma das mais renomadas escolas de música do mundo, mas para isso, ela teria que viver em Nova York e isso implicava em deixar Adam para trás, algo que ela ainda não estava pronta para abrir mão.

“Sei que pode ser idiotice de minha parte, mas sempre me perguntei se o papai se sentia frustrado por eu não ter me tornado roqueira. Esta era a minha intenção, também. Até que, na terceira série, me deparei com o violoncelo durante as aulas de música e ele me pareceu mais humano. Parecia que, ao tocá-lo, ele lhe contaria segredos, então não hesitei. Isso já faz dez anos e desde então, nunca parei.” 

Se eu Ficar, encontra-se publicado em mais de 35 países e recebeu diversas distinções, incluindo ser considerado um dos melhores livros juvenis de 2009 pela Amazon e pela Publishers Weekly, entre outros, ganhou o prêmio, Indie Choice Award de 2010.

A Summit Entertainment, o estúdio que produziu a saga Crepúsculo, adaptou esta obra ao cinema.

A Autora – Gayle Forman é uma autora premiada e  jornalista premiada cujos artigos foram já publicados na Cosmopolitan, Seventeen e Elle, entre outras revistas.
Em 2002, ela e seu marido Nick fizeram uma viagem ao redor do mundo. De suas viagens, ela acumulou uma riqueza de experiências e de informações que mais tarde serviu como base para seu primeiro livro, Um diário de viagem que você não pode começar lá a partir daqui: um ano na margem de uma Shrinking World.
Em 2007 ela publicou seu primeiro romance para jovens adultos, intitulado  Sisters In Sanity onde ela se baseia em um artigo que tinha escrito para a revista Seventeen.  Fonte: Blog. Livros Pra Ler e Reler – www.livrospralerereler.blogspot.com.br


11 – Cidades de Papel – John Green – A escrita de John é leve e fácil, e em nenhum momento o leitor fica entediado. Sem largar o livro nos últimos dois dias, achei o final meio previsível, porém a estrada até ele é interessante e a melhor parte.
A pesquisa do John para escrever esse livro deve ter sido cansativa e longa, e mais uma vez ele mostrou ser um autor talentoso e dedicado, que se importa com todos os detalhes. Cidades de papel tem romance, aventura, festas e papais noeis negros e tudo isso se encaixa perfeitamente, formando uma ótima história.

O livro mostrou como as pessoas são apenas… pessoas. E devemos olha-las como uma janela, não um espelho. É um livro bastante reflexivo, que nos faz pensar sobre a vida e sobre o que as pessoas significam para nós, e também sobre como botamos algumas delas num pedestal e esquecemos que elas são seres humanos como qualquer um. E o que eu mais amo na escrita do John Green, é o fato dele conseguir criar um livro com tudo isso de uma forma que é divertida e atraente, sem ficar tedioso e de uma maneira que consegue nos segurar até o final da história.    Fonte: Site, Sobre Sagas – www.sobresagas.com



12 – Não se Iluda, Não – Isabela Freitas – A história começa quando a personagem decide terminar o namoro de dois anos com Gustavo, considerado o namorado dos sonhos de toda garota. A personagem mostra-se disposta a assumir as consequências pela decisão de ficar sozinha e de resgatar o amor-próprio, a autoconfiança e entrar em contato com seus próprios desejos. “A maior lição é que a gente não precisa correr atrás do amor. Ele vai aparecer e precisamos viver com mais leveza”, enfatizou a autora.

Segundo a escritora, apesar de ter dado o seu nome à personagem, a narrativa é ficção e não uma história autobiográfica. “Isabela é o que eu queria ser. Ela é mais madura. Peguei tudo o que vi, ouvi e vivi e transformei todos os problemas que encontrei, em relatos de amigas e leitoras, e criei os problemas da personagem. Tudo me inspirava”, comentou.

O convite para a publicação chegou por e-mail. Inicialmente, a ideia era criar um livro de crônicas. “Mas eu estava achando cansativa. Então, a minha editora me disse que meus melhores textos eram aqueles em primeira pessoa. Investi nisso e fluiu”, explicou.

Isabela não esperava o sucesso em vendas antes mesmo do lançamento e, segundo ela, a história da personagem ainda não terminou. “Fico surpresa com a aceitação. Estou conquistando novos leitores. A história ainda vai ter continuação”, revelou. Ser escritora é um projeto alimentado pela autora, que é estudante de Direito. “Quero ser escritora a vida toda”, destacou.

Do virtual ao impresso – A carreira da escritora começou na web, por meio de redes sociais e de um blog, que acumula mais de 60 milhões de visualizações desde 2011. A publicação do livro é resultado desse sucesso e popularidade.
No primeiro mês do blog, ela disse que foram cerca de um milhão de visualizações. “Eu não tinha noção dessa dimensão. Um amigo disse que era bom e me incentivou a investir. Aos poucos, fui investindo tempo e dinheiro e hoje ele é a minha principal fonte de renda”, contou.

Além de projetos no impresso, Isabela também está expandindo o espaço na web. Agora ela está dando conselhos também por meio de vídeos. “Tenho uma coluna no blog que as leitoras me mandam histórias e eu dou uma palavra amiga. Estou levando isso para o vídeo para ter mais proximidade com os leitores”, explicou.

Começo essa resenha afirmando que criou muitas expectativas para essa leitura. A estrutura de livros da Isabela (meio história e meio comentários da personagem sobre os acontecimentos) nunca foi a sua preferida, mas que, conseguiu conquista-la em Não se apega, não de uma maneira que achasse ser possível. Quando terminou seu primeiro livro já começou uma contagem regressiva para o segundo.

Admite: “Confesso que sou uma pessoa sonhadora, e grande parte disso se deve aos livros. Passo boa parte do meu dia em um mundo literário que é maravilhoso, mas inexistente. É cansativo ler sobre personagens maravilhosos quando de verdade, não conheço ninguém assim. Em um mundo onde os mocinhos são tão perfeitos e as heroínas tão intocáveis que nem um fio de cabelo sai do lugar, é bom ler um livro real. Em que as pessoas são como eu e você, onde elas cometem erros e se arrependem (ou não) deles. Onde existem dúvidas, incertezas e os sentimentos são mutáveis.” Nessa temática, Isabela Freitas consegue atingir todas as melhores expectativas.

Em Não se iluda, não, temos a sequência da história entre a personagem Isabela e seus amigos. Neste livro existe uma mocinha muito mais madura em relação aos seus sentimentos. É notável a evolução da Isabela do primeiro livro para o segundo. Em meio à continuação da sua vida amorosa, a personagem corre atrás do seu maior sonho: escrever.

Embora a temática gire em torno de relacionamentos, este está longe de ser o foco da autora. Tudo leva a crer que o propósito dos seus textos tenha sido incitar o leitor a sempre correr atrás dos seus sonhos e não desanimar mesmo que a vida não se mostre fácil. Superar às suas dificuldades e ser capaz de sonhar (e não se iludir) é a mensagem passada ao fim de cada capítulo.

Assim como no primeiro livro, a linha do tempo da história se divide entre os momentos narrados pelas personagens e alguns textos (maravilhosos) relacionados. A leitura é fácil e fluí numa rapidez que se você não tomar cuidado termina a leitura em uma sentada! Seria precipitado classificar essa série. Não é autoajuda, nem romance, nem ficção, semi-baseado na realidade… Rotular sua obra, pra quê? É justamente, pelo fato de o livro ser uma mistura que o torna especial.

O começo: Depois de passar um ano sem namorado, Isabela está determinada a realizar o grande sonho de ser uma escritora reconhecida. Resolve dar os primeiros passos anonimamente, criando um blog onde assina como A Garota em Preto e Branco.

Em seu diário virtual, ela desabafa, fala dos amigos, dos não tão amigos assim, e confessa suas aventuras e desventuras amorosas. Assunto é o que não falta.

Durante uma temporada agitada em Costa do Sauípe, na Bahia, acompanhada por Pedro, Amanda e sua insuportável prima Nataly, Isabela conhece o irresistível Gabriel, um sujeito praticamente perfeito, a não ser por um pequeno detalhe... Entre shows e passeios na praia, Isabela precisa admitir para si mesma que sente uma atração cada vez maior pelo seu melhor amigo.

Em seu segundo livro, Isabela Freitas dá sequência às histórias dos personagens de Não se apega, não. Dessa vez, com a cabeça nas nuvens e os pés firmemente no chão, a personagem Isabela vai em busca daquilo que seu coração realmente deseja, mesmo quando seu caminho é bem acidentado e cada curva parece esconder uma nova surpresa.    Fonte: Editora, Intínseca, G 1 – Zona da Mata-MG e o site, Beco Literário.


Imagens ilustrativas: Google


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Hoje é Natal!



Hoje é Natal! Dia de celebrar a esperança, de festejar o amor, Momento oportuno para refletir sobre esta história criada por Liev Tolstoi, sobre a origem do Natal. Não pelo seu brilho oportuno decorativo e troca de presentes, nem para agradar a cristãos e pagãos, mas pela simplicidade do acolhimento, atitude nobre em qualquer época do ano, independente da importância de quem será recebido em seu lar, sobretudo, pela grandeza de estar compartilhando o amor.

Conta Tolstoi, um modesto aldeão havia tido um sonho de que Jesus Cristo iria visitá-lo naquele dia. Para esperá-lo preparou uma saborosa sopa a base de repolho que tanto gostava. Inesperadamente naquele dia tão importante de sua vida, caiu uma violenta tempestade de granizo e neve.

Vendo as condições ambientais do momento, enquanto preparava a sopa, seguidamente ia até a janela verificar se Jesus estava chegando para abraçá-lo em sinal de boas-vindas, aquecê-lo com o alimento que preparava com tanta dedicação e regozijo.

Considerando sua preocupação pelas condições climáticas e a certeza da chegada de Jesus, através da janela avistou ao longe, na estrada, um pobre vendedor ambulante, que conduzia às costas um fardo bastante pesado. Recebeu-o, alimentou-o e o aqueceu, só permitindo sua partida depois de constatado suficientemente forte para seguir sua jornada.

Passado algum tempo, avistou uma mulher na estrada coberta de neve. Sem perda de tempo a levou para dentro de sua cabana, fez com que se sentasse próximo à lareira. Com atencioso carinho, alimentou-a e a fez se embrulhar em sua própria capa.

Já desanimado com a chegada do tão esperado encontro com Jesus, de longe, percebeu uma criança que se encontrava perdida, quase congelada pelo frio. Com a mesma dedicação que acolheu os outros dois moribundos, também prestou a mesma atenção à criança.

Cansado e desolado, o aldeão sentou-se e acabou por adormecer junto à lareira. De repente, uma luz radiante, cujo brilho não vinha da lareira, iluminou todo o ambiente. Quando surgiu diante de si, sorrindo o Senhor, envolto em uma túnica branca.

– Ah, Senhor! Esperei-O, o dia todo e não aparecestes, lamentou-se o aldeão. Jesus lhe respondeu: – Hoje por três vezes, visitei tua cabana. O vendedor ambulante que socorrestes, aquecestes e deste de comer, era Eu! A pobre mulher, a quem deste a capa, era Eu! E a criança que salvaste da tempestade, também era Eu. O bem que a cada um deles fizestes, a mim mesmo o fizestes!

Portanto, O verdadeiro significado do Natal é a celebração do amor. Ajudar as pessoas que necessitam, prestando-lhes o auxílio necessário, mesmo que seja com um simples sorriso. É estar em paz consigo, mantendo viva a presença de Jesus Cristo em nosso coração, em nosso lar. É estar sempre fazendo o bem. Saber reconhecer aqueles que de fato precisam da nossa ajuda, acolhendo-os com simpatia e o sorriso farto.

Um desafio que devemos abraçar sem o critério de seleção. É sermos fieis aos nossos amigos sinceros que caminham conosco e até dividem o peso da nossa cruz, para nos aliviar os ombros a fim de que, recobremos nossas forças. Reconhecer e pedir perdão a alguém que por algum motivo tenhamos nos desentendido, magoado ou ferido.

Vamos preencher nossa vida com atos de amor, tornando as outras pessoas felizes. Fazer deste Natal um momento inesquecível e permanente em nosso coração. É hora de estendermos as mãos, de perdoar, de abraçar. Conhecer com maior interesse e dedicação Aquele que deu origem ao Natal. Aquele que dá amor e alegria a milhões de seres carentes de afeto e atenção.

O texto mensagem “Sabedoria”, que você irá se maravilhar, não tem o mesmo sabor da sopa do aldeão russo, mas com certeza, o significado não se distancia. Contém nas suas entrelinhas, exemplos que se considerarmos observando nossas limitações, nos fará sentir que em algum momento estaremos diante de uma encruzilhada, na qual temos que decidir qual caminho seguir. Para estarmos cientes do quanto é importante compreendermos as vicissitudes da vida seja elas quais forem, mesmo nos encontrando diante de uma situação considerada insolúvel, de um devastador tsunami pessoal ou de uma tragédia grega existencial. Nada é impossível tendo Jesus Cristo ao nosso lado.

Aproveito para desejar a ti e sua família um Natal com muito amor e, a presença constante de Jesus Cristo vivo na sua vida e no seu coração; nos seus atos e caminhadas; na digital do seu sorriso cordial e renovador. O Ano Novo. Ah, o Ano Novo! Que seja abençoado e feliz!

Caso achar conveniente, seu comentário será muito bem-vindo. Abraço fraterno, e vamos que vamos... Feliz Nataaaaaaaaal!!!


Sabedoria



Conta-se que num país longínquo, há muitos séculos, um rei se sentiu intrigado com algumas questões. Desejando respostas para tais preocupações, resolveu estabelecer um concurso, no qual todas as pessoas do reino poderiam participar.

O prêmio seria uma enorme quantia em ouro, pedras preciosas, além de títulos de nobreza.

Seria premiado quem conseguisse responder a três questões: Qual é o lugar mais importante do mundo? Qual é a tarefa mais importante do mundo? Quem é o homem mais importante do mundo?

Sábios e ignorantes, ricos e pobres, crianças, jovens e adultos se apresentaram, tentando responder às três perguntas.

Para desconsolo do rei, nenhum deles deu uma resposta que considerasse satisfeito.

Em todo o território, um único homem não se apresentou para tentar responder os questionamentos. Era alguém considerado sábio, mas a quem não importava fortunas, nem as honrarias da Terra.

O rei convocou esse homem para vir à sua presença e tentar responder suas indagações. E o velho sábio respondeu a todas:

O lugar mais importante do mundo é aquele onde você está. O lugar onde você mora, vive, cresce, trabalha e atua. Esse é o lugar mais importante do mundo. É ali que você deve ser útil, prestativo e amigo, porque esse é o seu verdadeiro lugar.
  
A tarefa mais importante do mundo, não é aquela que você desejaria executar, mas aquela que você deve fazer.

Por isso, pode ser que o seu trabalho não seja o mais agradável e bem remunerado do mundo, mas é aquele que lhe permite o seu próprio sustento e o da sua família.

É aquele que lhe permite desenvolver as potencialidades que existem dentro de você. É aquele que lhe permite exercitar a paciência, a compreensão e a fraternidade.

Se você não tem o que ama, importante que ame o que tem. A mínima tarefa é importante. Se você falhar, se omitir, ninguém a executará em seu lugar, exatamente da forma e da maneira que você o faria.

E, finalmente, o homem mais importante do mundo é aquele que precisa de você, porque é ele que lhe possibilita a mais bela das virtudes, a caridade.

A caridade é uma escada de luz. E o auxílio fraternal, é a oportunidade iluminativa. É a mais alta conquista que o homem poderá desejar.

O rei, ouvindo as respostas tão ponderadas e bem fundamentadas, o aplaudiu agradecido.

Para sua própria felicidade, descobrira um sentido para a sua vida, uma razão de ser para os seus últimos anos sobre a Terra.

Conclusão: muitas vezes pensamos em como seria bom se tivéssemos nascido em um país com menos inflação, com menos miséria, sem taxas tão altas de desemprego, gozando de melhores oportunidades.

Outras vezes nos queixamos do trabalho que executamos todos os dias, das tarefas que temos, por achá-las muito ínfimas, sem importância.

Desejamos que determinadas pessoas, importantes, de evidência social ou financeira pudessem estar ao nosso lado para nos abrir caminhos.

Contudo, tenhamos certeza: estamos no lugar certo, na época correta, com as melhores oportunidades, com as pessoas que necessitamos para nossa evolução.

Pense nisso. Pense agora!

Texto mensagem do Momento Espírita: “Sabedoria”, de autoria ignorada, publicado no mensário espírita O sol nascente, de setembro/2001, nº 390, ano XXXII e no verbete  “Sabedoria”, do livro “Repositório de sabedoria”, v. 2, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. Em 13.2.2013.


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Imagens ilustrativas: Banco de Imagem e internet


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Mel da Tâmara


Caminhando pelo Saara de sua subsistência, um beduíno errante, conhecido em toda dimensão do deserto por Sharif, resolve entregar-se ao descanso dos deuses. Merecidamente, afinal naquele dia já havia viajado por horas sob o sol causticante na sua seara de amor, lutas e conquista. Seu corpo carecia de repouso e seria ali, debaixo da tamareira o lugar ideal para repor energias. Assim, no oásis de seus encantos, sob a sombra fresca da tamareira, na solidão do pastoreio, cogitou instalar-se ali, expectante que o céu azul turquesa do momento, mostrasse no horizonte dos seus olhos reluzentes, o pôr-do-sol cheio de presságios bondosos, uma visão poética do sol se escondendo atrás das dunas, as quais ele se negava a não contemplar.

Cobrindo sua cabeleira, um turbante nácar expunha sua genialidade e sua elegância. Com o pensamento flutuando no universo das recordações, vagou por épocas belíssimas remetendo-se à sua infância junto à família, aos primeiros aprendizados e lições recebidas. Acessou fragmentos de sua jovialidade e, num estalar de dedos, surgiu na sua mente requintes de um acontecimento que marcou sua vida, suas ações, seu respeito à natureza e de quem dela abastece as necessidades do corpo: o sabor adocicado da tâmara, feito a essência de mel suave. Sua boca salivou sentindo o prazer do seu sabor. Nesse momento, já no acalanto da noite, olhou para o céu todo iluminado por uma constelação de luzes proféticas, agradeceu ao Divino as bênçãos concedidas e se entregou à meditação.

Oh, como é perfeita a obra do Criador! Sonorizou num estufar do peito e deliciou-se com o momento. Só ele e uns poucos conheciam a felicidade de sentir aquele sabor inenarrável, e dormir sentindo o aconchego de uma tamareira bem no abstrato mundo das ilusões, dos sonhos e da esperança. Abriu preguiçosamente os braços, bocejou calmamente, cerrou os olhos, com a alma vigilante descansou o corpo dolorido pelas viagens da sua vida.

Durante o sono, transmutou-se para outra realidade, alvissareira e enigmática. Atraído pelos devaneios da mente, encontrou-se com Malba Tahan. Pela fluidez dos sentidos, tornou-se impossível não divisar-se frente a frente com o homem que calculava: Beremiz Samir, o gênio dos cálculos. Beremiz exercitava com tanta determinação sua capacidade de fazer cálculos que, aproveitando dessa sua faculdade tão extraordinária, resolveu ajudar o seu patrão nos negócios com as tâmaras. Passou então, a contar todos os frutos dos cachos das tamareiras pelos oásis sob o seu domínio. Sua habilidade com a matemática era tão fascinante, que já o havia permitido contar os pássaros em bando no céu; folhas das árvores durante o trajeto de sua viagem à Bagdá do Século XIII; e todas as abelhas de um enxame.

Sharif, nômade por ideal e origem, conhecia muitas histórias e lendas sobre as tamareiras e o seu fruto. Na sua maioria, contadas por diferentes etnias, pesquisadores e andantes do árido deserto. Orgulhava-se de narrar aos viajantes menos esclarecidos às vantagens, curiosidades, e as crenças religiosas que elas representam para os povos da imensidão desértica.

Não era um estudioso, tampouco conhecia de botânica, muito menos havia sentado num banco escolar tradicional. Sua sabedoria vinha de uma mente prodigiosa, adicionada as experiências da vida adquiridas nas suas andanças pelo deserto escaldante e, de ter aproveitado as oportunidades como ouvinte se informar de assuntos diversos travados entre os inúmeros desconhecidos que encontrara pelo caminho. Com esse estranhos, embora mestres por experiências vividas, pode absorver cada detalhe das suas histórias contadas, tendo como cenário o deserto e suas inóspitas surpresas. 

Mesmo na sua maneira simples de expressar, Sharif dava “show” de conhecimentos e se envaidecia com o prazer de poder compartilhar o seu saber, abordando os fatos com maestria e singularidade. Atitude digna de uma pessoa que realmente fazia justiça à sua personalidade de incansável desbravador de conteúdos. Focava com desenvoltura os temas relativos ao deserto, desde o “b a bá” até as mais notáveis histórias de outras civilizações.

Ao se despertar-se do sono reparador, surpreendeu-se diante de si, uma pequena comitiva de mestres e alunos em viagem de estudos, desenvolvendo os seus primeiros trabalhos “in loco”, com a finalidade de absorver experiências além dos livros. Assim que o viram deitado na tranquilidade que lhe era permitido, sorvendo a embriagante aragem da manhã, aproximaram-se cordiais, na tentativa de manter segura aquela oportunidade rara: estarem frente a frente com o homem símbolo daquele território. Apresentaram-se, em seguida indagaram se ele estava disposto para conversar e revelar algo relevante dos seus conhecimentos a respeito do Saara, sobre o qual tão bem conhecia. 

Com muita disposição se prontificou a colaborar. Para ele era um prazer fazer aquele obséquio. Ao começar os seus relatos, coincidência ou não, com o sonho que acabara de vivenciar, escolheu como tema a tamareira. Sua importância na vida dos povos do deserto, outro mundo exclusivo dos bravos e destemidos de raça e fé. Seria uma forma de agradecer as tantas vezes que aquela majestosa palmeira, havia lhe dado o alimento tão necessário, conforto e o bem estar de sua sombra.          

Lembrou-se providencialmente da página de uma revista americana, guardada com muito cuidado nos seus alforjes, sobre a qual um sábio viajante a traduziu para ele. Pegou o papel já amarelado, mostrou a cada um, para que não houvesse dúvida quanto a veracidade dos fatos, contou o seu conteúdo, que dizia entre outras informações, uma que considerou muito importante: “Segundo a FAO – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação - os países asiáticos e africanos, principalmente Egito, República Islâmica do Irã, Arábia Saudita, Paquistão, Iraque e os países vizinhos juntos, produzem aproximadamente 98% das tâmaras do mundo. Estados Unidos, Espanha e México produzem o restante”.

Acrescenta a metéria, que as tâmaras são um cultivo de subsistência de extrema importância em quase todas as regiões desérticas. Para milhões de pessoas constituem um importante alimento nutricional, vindo a contribuir de forma significativa com a cultura alimentar e a agrobiodiversidade da população.     

A partir daí, o assunto foi fluindo naturalmente, deixando evidente o seu vasto conhecimento. Esclarece ainda o simpático beduíno, que a tamareira é uma espécie de palmeira, que nasce nas alturas, símbolo de retidão e vitória. Crescem para cima e para baixo, suas raízes descem as mais profundas camadas, até encontrar solo rochoso onde se abraçam nas rochas, adquirindo força para suportar os fortes ventos e tempestades do deserto, mantendo-se sempre de pé.

Fazendo-se valer dos seus conhecimentos científicos, adquiridos através do convívio com intelectuais do deserto, e pela sua sede pelo saber, continuou dizendo que a tamareira ou datileira – Phoenix dactylifera – é uma planta de quinze a vinte metros de altura, surgindo às vezes em touças, com vários troncos partilhando o mesmo sistema radicular, ainda que, não pertencendo a mesma touceira, mas de forma isolada. As folhas são frondes pinadas, com até três metros de comprimento, pecíolo espinhoso e cerca de 150 folíolos. Cada folíolo tem por volta de trinta centímetros de comprimento e dois centímetros de largura. Quando terminou, todos se entreolharam incrédulos com o que acabaram de ouvir, principalmente por ter partido de um simples homem do deserto.

Concluído sua explanação, por meio da manifestação dos gestos de suas mãos, apontou para todas as tamareiras que se exibiam elegantes no oásis em que se encontravam. Insatisfeito com o seu argumento, resolveu não dar por terminada sua fala. Então, disse a todos, que alguém o havia informado certa vez, sobre um pesquisador brasileiro, doutor em melhoramento de vegetais de nome Manoel Abílio de Queiroz, membro do Centro de Pesquisas Agropecuárias do Trópico Semi-Árido e o Centro Nacional de recursos Genéticos, órgãos de estudos da Embrapa, no Estado de Pernambuco, o qual havia dito que: “Uma boa  surpresa foi à adaptação da planta no sertão. Começou a dar frutos com quatro anos depois de plantada. No Oriente Médio, isso acontece aos oito anos”. Acrescentou ainda que, além do fator econômico, a tamareira também oferece vantagens ambientais. Elas fertilizam o solo, suavizam a temperatura e interrompem a progressão das zonas em processo de desertificação.

Demonstrando serenidade, atitude comum nos contadores de histórias, Sharif disse que a tamareira é uma planta bastante cultivada há milênios pelos seus frutos comestíveis. Sua área natural de distribuição é desconhecida, mas supõe-se sua origem ter surgida nos oásis do deserto  da região norte africana.

Há controvérsias, algumas pessoas, acreditam sua origem é do Sudeste da Ásia. Talvez por terem servido de alimento e abrigo aos egípcios, babilônios e assírios. Há também aqueles fervorosos nas suas crenças religiosas, que afirmam ter Moisés se servido do seu fruto na sua saga de encontrar a Terra Prometida. Aos seguidores do islamismo e sua fé a Allah, acreditam que o profeta Maomé na sua cruzada pelo deserto, teve nas tâmaras o seu principal alimento.

Mesmo depois de ter prestado ricas informações, ainda não satisfeito, Sharif resolveu enveredar-se mais uma vez no conhecimento científico, ao dizer que a planta se trata de uma espécie dioica, apresentando na sua genética, flores masculinas e femininas responsáveis pelo nascimento de palmeiras diferentes. Sendo que, só as fêmeas produzem frutos, polemizados pelo pólen fornecido pelos machos.

Continuou seu relato já em estado de exaltação. Estar ali, conversando com pessoas tão ilustres, ressaltando suas experiências, disse sem se hesitar: “Segundo informações provenientes de alguns comerciantes brasileiros e de um livro que mantenho entre os meus guardados, traduzido para o idioma árabe pela Universidade do Cairo. As primeiras plantas da tamareira foi introduzida no Brasil, há muitos anos. Porém estudos sistemáticos realizados com o sua utilização para o cultivo, revela que, o primeiro registro de sua introdução data de 1928, quando algumas fontes reprodutivas chegaram a São Paulo. Na época, alguns estudos foram realizados na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, onde foram originadas algumas variedades”. De forma instintiva, Sharif, imediatamente de posse do livro, abriu na página desejada, comprovou o seu relato.  

Depois de uma breve pausa e uma boa respirada, Sharif quis certificar-se se seus atenciosos ouvintes tinham alguma dúvida, ou se estavam satisfeitos com cada detalhe abordado. De repente começou a sorrir provocando a curiosidade de todos. Misturando palavras desconexas com o seu riso, passou a contar a história de um laociano de nome Sansunnang Vaiollang, vindo da região de Luang Prabang no Laos, justamente o local considerado pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade.

Conta Sharif que o "laociano Sansunnang, de posse de uma foto em que, se estampava várias tamareiras de sua terra, olhou para as nossas palmeiras aqui do deserto, começou a dar gargalhadas sem explicação. Depois de muito tempo, foi que entendeu o motivo de tanta graça. Simplesmente porque as tamareiras de sua terra eram anãs. Ele brincou com a situação dizendo que as da sua região eram muito jovens, mas que um dia seriam tão grandes quanto as nossas. De repente mudou sua jeito divertido, para uma aparência demonstrando seriedade, começou a me contar como se fosse realmente um grande entendido no assunto. Disse ele, que a tamareira anã – Phoenix Rebelenni O’Brien – é uma pequena palmeira originária da sua região na Ásia. Ela é largamente cultivada como planta ornamental nos trópicos e nas regiões subtropicais e temperadas. Possui estipe de dois a quatro metros de altura e cerca de dez centímetros de diâmetro", conta.

Acrescenta: "As plantas femininas ocorrem geralmente agrupadas em grandes touceiras. Seus frutos alongados, com aproximadamente um centímetro e meio de comprimento, são numerosos e de coloração variando de vinho a preto quando maduros." Terminou sua exposição mostrando-se uma pessoa além do senso de humor à flor da pele, um grande caráter, completa Sharif.

Além das lendas e histórias de conteúdos mágicos, o atencioso beduíno, contou aos curiosos que a tamareira é considerada árvore sagrada e mágica há milhares de anos. No Egito era uma espécie sagrada, a folha símbolo do deus Heh, que representa a eternidade. Mais tarde, passou a ser símbolo de fecundidade, fertilidade e vitória.

As tâmaras também são usadas como doces ou como quitutes afrodisíacos. Os egípcios as comiam antes de fazer sexo. E ainda, tem como lenda a relacionada ao desterro da Virgem Santíssima no Egito, em que, Maria havia procurado abrigo e descanso sob a sombra de uma tamareira, a qual se inclinou para que as tâmaras ficassem ao alcance de suas mãos.

Sharif sem perder o ritmo sempre atencioso com os seus ouvintes, mestres e estudantes que deixaram sua Universidade em busca de conhecimentos fora dos padrões de ensino desenvolvido dentro do próprio Campus Universitário. Pelo que demonstravam, pareciam estar em estado de graça com suas maneira de contar sobre a palmeira e seu fruto, quando mencionou a importância dos Paleontólogos, os quais também deram sua contribuição na rica história das tâmaras.

Segundo esses pesquisadores incansáveis, uma semente com cerca de dois mil anos, foi encontrada nas escavações realizada em 1963, no deserto da Judeia. Esta preciosa descoberta foi plantada por cientistas israelenses e germinou, segundo artigo publicado na revista especializada Science. A região é a mesma da antiga fortaleza do rei Herodes, em Masada, perto do Mar Morto.

Na ocasião, os cientistas encontraram um grupo de sementes, que as mantiveram em uma sala com temperatura ambiente adequada, na intenção de estudá-las mais a fundo. O lugar era famoso por suas tâmaras com propriedades medicinais e principal produto de exportação da região hoje ocupada por Israel.

O simpático beduíno Sharif observou atentamente a todos, depois olhou para o alto e notou quão tinha passado o tempo. O sol já estava no auge de seu posicionamento no céu, foi quando teve noção de que a conversa que seria para poucos minutos, já se passara pelo menos um quarto do dia.

Embora os mestres e estudantes estivessem satisfeitos e impressionados com os requintes dos esclarecimentos, fez questão de encerrar sua fala com algo lúdico, contando que Ali Babá e os Quarenta Ladrões também se beneficiaram tanto da doçura do fruto quanto do repouso de sua sombra nas imediações da caverna encantada de Sésamo.

Agora sob os encantos de Mil e Uma Noites de imagens e conteúdo. De ter falado pra uma turma de elevados padrões culturais, aquele seria o momento ideal para colocar-se a caminho de sua jornada. Não sabia quanto tempo duraria, mas tudo bem, já havia descansado por sete sois e sete luas. Assim o dever o aconselhava cumprir sua missão e seguir adiante.

Este relato bem que poderia ter sido apresentado por um dos alunos presentes naquele dia de memorável aprendizado e, servido de subsídio para sua tese na Universidade, sobre vegetais do árido e semi-árido.

No entanto, se algum dia encontrar um beduíno com as características de Sharif procure-se aproximar dele. Se não for o próprio Sharif, não maldiga falta de sorte. Todos os povos do deserto têm lindas histórias pra contar. Verá que existe doçura no olhar e nas atitudes dos pacíficos de alma, bondade cultural da sua raça e no mel da tâmara.



Nota: Esta crônica Mel da Tâmara já esteve disponível aqui mesmo no Bússola Literária, desde 26 de setembro de 2009. Agora resolvemos dar uma repaginada e, revivê-la com várias modificações no seu texto original. Quem sabe também, seja o momento para que sirva como objeto de discussão num fórum de debates, abrangendo não só o seu conteúdo sob forma de pesquisa, mas literário e ortográfico.


Imagens exclusivas por Neli Vieira: ilustradora, artista plástica, escritora e poetisa.

Texto baseado de excertos compilados na internet.



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