domingo, 28 de fevereiro de 2016

Morre aos 84 anos de câncer, o Google humano Umberto Eco



O canal de notícias G1 do Grupo Roberto Marinho publicou em sua matéria no dia seguinte à morte do escritor italiano, Umberto Eco nasceu na cidade de Alexandria, no dia 5 de janeiro de 1932. Quando pequeno, durante a Segunda Guerra Mundial, se mudou com sua mãe para um pequeno vilarejo na região montanhosa de Piemonte. Seu pai, um contador que vinha de uma família de 13 filhos, foi convocado para lutar em três guerras. Filósofo, semiólogo, romancista, autor de O Nome da Rosa, O Pêndulo de Foucault e O Cemitério de Praga, Umberto Eco morreu aos 84 anos em sua casa, dia 19 de fevereiro de 2016, de câncer.

O pai de Umberto Eco queria que ele estudasse direito, mas decidiu-se entrar na Universidade de Turin, para estudar filosofia medieval e literatura, sendo mais tarde professor na própria universidade. Também trabalhou como editor no canal de televisão RAI, onde conheceu um grupo de escritores, pintores e músicos que o influenciou na sua carreira de escritor.

Em setembro de 1962, Umberto se casou com Renate Ramge, professora de arte alemã com quem teve dois filhos. Naquela época, dividia o seu tempo entre um apartamento em Milão, onde tinha uma biblioteca com 30 mil volumes e uma casa de veraneio perto de Rimini, na qual tinha outra biblioteca com mais 20 mil exemplares.

Em 1992 e 1993, foi professor na Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Também lecionou nas universidades de Oxford, Columbia e Indiana; Universidade de San Marino e na Universidade de Bologna, onde era presidente da Faculdade de Ciências Humanas.

Conhecido pelo seu romance O Nome da Rosa, publicado em 1980, Umberto Eco combina na sua obra, semiótica, ficção, análise bíblica, estudos medievais e teoria literária. No qual conta a história do frei Guilherme de Baskerville, enviado para investigar o caso de um mosteiro franciscano italiano, cujos monges são suspeitos de cometer heresias. A história que se passa em 1927, envolve mortes misteriosas, crueldade e sedução erótica. Em 1986, Jean-Jacques Annaud, dirige o filme com o mesmo título baseado no livro, estrelado por Sean Connery.

Entre suas obras mais conhecidas, além dos romances que o consagraram e O Número Zero, publicado no ano passado, estão os ensaios: A Estrutura Ausente e História da Beleza.

O jornalista e crítico literário Ademir Luiz, em sua coluna Livros, hospedada na revista Bula, publicou no final do ano passado, sob o título de "Umberto, um fraco eco de si mesmo", excelente avaliação do trabalho literário de Umberto Eco, cujo comentário Bússola Literária faz questão de transcrevê-lo na integra, dado o valor do seu conteúdo.


Umberto, um fraco eco de si mesmo


Umberto Eco é um gênio esgotado, preguiçoso ou um fanfarrão? Ou tudo ao mesmo tempo agora? Sim, essa é uma abertura provocativa e, deliberadamente bombástica, para tentar chamar sua atenção. Porém, para, além disto, mais uma vez sigo o sábio conselho com o qual o venerável mestre Antonio Candido abriu sua Literatura e Sociedade. “Nada mais importante para chamar atenção sobre uma verdade do que exagerá-la.”

E a verdade é que sempre que Umberto Eco lança um novo romance ele se torna figura onipresente nos cadernos culturais. São entrevistas e mais entrevistas, resenhas e mais resenhas. Normalmente, entrevistas repetitivas e resenhas mornas, elogiando a nova obra, sem aprofundar muito. Logo depois, salvo em trabalhos acadêmicos sobre o autor, pouco se fala sobre o tal livro. No inconsciente coletivo da intelectualidade, Umberto Eco ainda é o autor de O Nome da Rosa, que começa a ganhar merecido status de clássico, e personagem símbolo da cultura ocidental, de algum modo substituindo Jorge Luis Borges, não por acaso um de seus ídolos.

O que é muito justo. Parece-me que, possivelmente, ele é o mais culto dos homens vivos. Quem poderia lhe ser superior nessa inútil gincana de memória de elefante? Habermas? Harold Bloom? Bento XIV? Nenhum deles, uma vez que, essas ilustres figuras são gente séria, não se ocupando, pelo menos não publicamente, de assuntos que consideram menores, tais como cultura pop e popular. Umberto Eco não possui tais preconceitos, ou escrúpulos. Dá xeque-mate em seus concorrentes no quesito versatilidade. Em inúmeras ocasiões demonstrou seus vastos conhecimentos sobre cinema trash, desenhos animados, literatura pulp, pornografia, fofocas sobre subcelebridades em geral, histórias em quadrinho, a saga do Super-Homem, o urso Zé Colméia, internet e assuntos afins.

Tudo convivendo lado a lado com sua sólida formação em semiótica, filosofia, teologia, história, alta literatura, artes, mitologia, conhecimentos consideráveis em ciências duras e, como bom italiano, música erudita. E muito mais. Eco é uma espécie de Google humano. Essa facilidade em unir cultura erudita e cultura de massa, de modo bem humorado, transformou-o numa espécie de consciência geral do nosso tempo, um tipo de Grilo Falante Pós-Moderno. O problema é que, receio, às vezes, ele acredite mesmo nisso.

Em termos literários, Umberto Eco não pode ser reduzido ao papel de autor de um livro só. Além de O Nome da Rosa, escreveu o ainda melhor, O Pêndulo de Foucault. Um romance, infelizmente, subvalorizado, mas com tema, personagens e enredo brilhantemente desenvolvidos. Mas foi só.

Claro que esse “só” é maneira de “dizer”. Produzir dois romances geniais, além de inúmeros livros teóricos fundamentais para diversas áreas das Ciências Humanas, constituem feitos colossais. Certamente, vão lhe garantir um lugar na História. Mas tenho sérias dúvidas se é o suficiente para colocá-lo no panteão, entre os Grandes, os realmente imortais, como o citado Borges, Mann, Kafka e outros Vips. Se tivesse que apostar meu suado dinheiro, hoje, diria que não. Eco não entra para o clube. O que também é justo, considerando que, assim como Roberto Carlos, Eco passou os últimos 20 anos vulgarizando sua obra de ficção. É um esforço gigantesco que resultou em milhares de páginas que variam entre o mediano e o descartável. Li cada uma delas. Mais uma vez.


Umberto Eco


Quando lançou O Nome da Rosa, em 1981, Eco temia ter se esgotado como ficcionista. Mas esse foi um projeto técnico, no sentido de que o escreveu usando seus vastos conhecimentos de crítico literário e medievalista, gigantesca capacidade de trabalho e intuição de leitor voraz. O Nome da Rosa é, acima de tudo, a montagem de um complexo mosaico literário. Eco gastou tinta, dedos e cérebro para escrevê-lo, não sangue, suor e lágrimas. Percebeu que poderia ser mais pessoal em sua literatura e o resultado foi O Pêndulo de Foucault, colocando nele tudo que lhe interessava, emprestando aos personagens, inclusive suas memórias de infância, durante a Segunda Grande Guerra. Demorou sete anos na tarefa. Depois desse livro, o sentimento de esgotamento retornou. Desta vez estava certo.

Em 1994 publicou o interessante, mas levemente decepcionante, A Ilha do Dia Anterior. Tudo bem, não dá para produzir obras-primas como se produz pizzas, por mais italiano que seja. Em 2000 veio o fraco romance histórico Baudolino, um livro que deixou a sensação de ter sido escrito às pressas, sem grandes pretensões, feito para ser apenas uma aventura imaginativa. Interpretei-o com o respiro do artista, a folga antes do canto do cisne. Quatro anos se passaram e saiu o ambicioso A Misteriosa Chama da Rainha Loana, obra lindamente ilustrada que tinha tudo para ser um novo triunfo, mas que resultou em decepção: o tema, a questão da memória individual em relação à memória coletiva, foi desperdiçado; os personagens pouco desenvolvidos, o enredo ficou cheio de pontas soltas e tempos mortos, apresentou um final preguiçoso ao estilo Saramago e Ítalo Calvino, do tipo “cansei de escrever, vou terminar o livro”.

Comecei a ficar irritado. Quando em 2010, foi lançado O Cemitério de Praga, li-o cheio de desconfiança, embora, como sempre, esperançoso. Infelizmente, mais uma pizza queimada: o enredo é inverossímil e mal desenvolvido, os personagens antipáticos e sem carisma, a narrativa, mais uma vez, preguiçosa e repleta de clichês. Umberto Eco tornou-se um imitador de si mesmo. Pior, imitava Dan Brown, autor de O Código Da Vinci, que por sua vez imitava e vulgarizava o Eco dos anos de ouro.

Agora, em 2015, com o lançamento de Número Zero, Umberto Eco foi mais longe, ele não apenas imita e vulgariza o autor que um dia foi ao escrever O Pêndulo de Foucault, como se autoplagia toscamente. O enredo do novo romance, como foi amplamente divulgado nos cadernos culturais, físicos e online, se passa em 1992, ano da Operação Mãos Limpas, que, literalmente, limpou a Itália de diversos esquemas criminosos que assolavam o país, mas que, como efeito colateral, gerou um vácuo de autoridade que ajudou a colocar no poder o milionário da mídia Silvio Berlusconi, uma mistura patusca de Roberto Marinho, Assis Châteaubriant e Silvio Santos à italiana. O mau jornalismo e suas consequências parece ser o tema. Poderia ser a má literatura.

Os problemas começam na primeira página, onde é apresentado um mistério que já não é dos mais empolgantes e que deveria iniciar o suspense da trama. Sua resolução, sugerida quase ao final, é feita da maneira mais despojada e desinteressante possível. Entre uma coisa e outra, o que encontramos é uma comédia de erros. O protagonista é o cinquentão enxuto Colonna, um perdedor excessivamente consciente (fala sobre isso o tempo todo), que trabalha como ghost-writer (nêgre, como era chamado na Itália, antes da era do politicamente correto) e tradutor de alemão. Esse é o tema do primeiro autoplágio que consegui identificar, presente na página 15 da edição brasileira, um parágrafo que lembra muito um trecho de O Pêndulo de Foucault: “ou você traduz alemão ou se forma, as duas coisas juntas não dá pra fazer”. Na página 64 é pio, encontramos um período que copia quase palavra por palavra, em contexto diferente, um dos diálogos mais famosos de O Nome da Rosa, sobre herborismo. Na página 92 o autor recicla um artigo da década de 1990 sobre a então recente moda dos telefones celulares. E a coisa vai, em detalhes menores ou maiores.

Mas esses autoplágios são o menor dos problemas. Com um pouco de boa fé e complacência podemos considerá-los honestas autocitações, merecidas auto-homenagens, inocentes masturbação intelectual, easter eggs ou mesmo que o idoso autor simplesmente esqueceu-se que usou tais ideias em outros lugares. Seriam apenas ecos de Eco em Eco. Justo.

O problema está na frouxidão no desenvolvimento do tema e do enredo. O problema está na galeria de personagens clonados, muito melhores em suas encarnações anteriores. O problema está nos diálogos engraçadinhos, requentados de outros livros. O problema está na abertura de assuntos, que ameaçam ser importantes, mas que são solenemente esquecidos. O problema está nas teorias conspiratórias sem novidades. O problema está nos coadjuvantes sem carisma e irrelevantes. O problema está nas discussões exageradamente didáticas, que deveriam ser elucidativas e/ou eruditas, mas que parecem resultados de pesquisas rápidas feitas no Google. O problema está na falta de um clímax, ou, por outra, um clímax anticlimático. O problema está no desfecho que deveria ser cínico, mas que se revela ingênuo, contando com um moral da história.

Essas são minhas impressões iniciais, diz o crítico literário Ademir Luiz, da revista Bula, sobre a obra de Umberto Eco, Número Zero. Se tivesse que lhe atribuir nota, não seria zero. Não faria isso nem para gerar um efeito esperto no texto, não me permito descer tão baixo para chamar sua atenção. Fica no máximo com cinco de dez, sendo generoso. Claro que estou escrevendo no calor do momento. Pode ser que o livro seja reavaliado. Sempre é possível. Mas é o que temos para hoje.

Antes que me esqueça, há um ponto positivo (ou não). Depois de uma sucessão de calhamaços, sempre entre quatrocentas e seiscentas páginas, o novo livro só tem duzentas páginas, em letras grandes e espaçadas. Não se perde muito tempo. Afinal, talvez a verdade seja que eu sim, estou preguiçoso ou esgotado. Ou sou um leitor fanfarrão.

Para fechar, não podemos descartar a possibilidade de que Eco não escreva os romances que assina desde a década de 1990. É possível que o fato do personagem Colonna ser um ghost-writer seja uma pista, uma piscadela irônica para os desocupados que ficam discutindo as causas do fim de seu talento narrativo, ao invés de lerem literatura clássica de verdade. Talvez Eco, humildemente, não se considere digno de entrar para o panteão e se sabote. Talvez esteja realizando um longa performance artística, para denunciar o caráter superficial da indústria cultural que transformou um professor universitário em celebridade internacional. Talvez só fiquemos sabendo desse projeto numa carta testamento.

Pode ser ainda que Eco só esteja cumprindo contato, entregando um romance de vez em quando para editora, para garantir alguns milhões de dólares a mais nos baús guardados nos porões do castelo medieval que comprou.

Se qualquer uma dessas opções for verdadeira, a resposta é que Eco é, definitivamente, um gênio fanfarrão.




Imagens: Internet.

sábado, 9 de janeiro de 2016

Os 12 livros mais vendidos em 2015


Ano novo, projetos auspiciosos e expectativas renovadas. Creio ser este o desejo de todos nós, seguidores de o Bússola Literária. Então, nada mais justo que, começarmos com notícias interessantes para os aficionados pela leitura. Publishenews, publicação especializada sobre o desempenho das editoras no Brasil. Divulgou no seu site, dia 4 de janeiro, a “Lista geral dos 12 livros mais vendidos em 2015”. O curioso desta lista é a variedade das preferências dos leitores. Estão relacionados, desde os livros para colorir, os quais surpreenderam pela pontuação; livros de autoajuda/terapêuticos, até para as tribos teen, garotada em crescente demanda no segmento leitura.

Outro acontecimento que o Bússola Literária, não poderia deixar de ressaltar trata-se dos autores que entraram sob o domínio público, a partir de 1º de janeiro de 2016. São eles: o brasileiro Mário de Andrade, poeta e escritor, pioneiro do modernismo no Brasil; o austríaco Felix Salten, autor do infanto-juvenil Bambi; o romancista, crítico literário e dramaturgo britânico Charles Williams, autor de War in Heaven e Descent into Hell; o húngaro Antal Szerb, autor de O viajante e o mundo da lua; o romancista naturalista norte-americano Theodore Dreiser, indicado ao Prêmio Nobel em 1930, autor de obras como, Sister Carrie, The Titan e The Genius; o poeta e tradutor britânico Alfred Douglas, com quem Oscar Wilde teve um ‘afair’, autor de livros de poesia como, The city of the soul e In Excelsis e o não ficção Oscar Wilde and myself; o poeta francês Robert Desnos, representante do momento surrealista na França; as pinturas e os livros do artista José Luiz Gutiérrez Solana, nome importante do expressionismo espanhol.

Eis, a lista dos mais vendidos em 2015:


1 – Jardim Secreto – Johanna Basford – Livro de Colorir e Caça ao Tesouro Antiestresse – Passeie por lindos jardins e aventure-se na caça ao tesouro. Aflore seus desejos inconscientes com desenhos que remetem à infância. Desperte sensações de relaxamento e estimule sua criatividade. Explore o Jardim Secreto.

As páginas do Jardim Secreto estão tomadas por cabanas, casinhas, cercados, flores, plantas, galhos, árvores e muitas surpresas. E você vai encontrar espécies escondidas, como gatos, aranhas, libélulas, lagartas, abelhas, mariposas, corujas, vespas, formigas, peixes, ratos, borboletas, lesmas entre outras.

Johanna Basford – Nascida em Aberdeenshire, na Escócia, Johanna privilegia o trabalho com lápis e canetas, ao invés de utilizar meios digitais. A natureza retratada em suas obras é inspirada na fauna e na flora da zona rural da Escócia, onde viveu quando criança.

A proposta do livro é apresentar desenhos minuciosamente elaborados, com riqueza de detalhes, que te levam à caça ao tesouro escondido em jardins fascinantes. Tudo feito à mão em um belíssimo trabalho de sucesso da britânica Johanna Basford. E para essa viagem lúdica, tudo o que você precisa é de lápis, canetinha, aquarela, guache ou qualquer outro método de colorir. Solte a criatividade e deixe sua imaginação fluir.

Com funções terapêuticas e antiestresse, colorir ajuda a resgatar vivências guardadas em nosso inconsciente. Definido pela autora como detox digital, o livro de colorir, acompanhado de músicas relaxantes, estimula sua criatividade ao mesmo tempo em que relaxa sua mente. Os livros para colorir também são ótimos presentes.    Fonte: Editora, Sextante  


2 – Floresta Encantada – Johanna Basford – Livro de Colorir e Caça ao Tesouro Antiestresse –  Enquanto colore os desenhos de flores, casas na árvore, animais e objetos mágicos, seu desafio é encontrar os nove símbolos especiais ocultos ao longo das páginas. Eles destravam o portão do castelo, revelando seus mistérios. O que será que ele guarda? Embarque nesta aventura!

A proposta do livro é apresentar desenhos elaborados com riqueza de detalhes, que te levam à caça de tesouro escondido em meio à fauna e a flora de uma floresta encantadora. Tudo desenhado à mão por Johanna Basford, autora do sucesso Jardim Secreto.

E para essa viagem lúdica, tudo o que você precisa é de lápis, canetinha, aquarela, guache ou qualquer outro método de colorir. Solte a criatividade e deixe sua imaginação fluir.

Para inspirar – As páginas do livro Floresta Encantada têm uma ótima gramatura, e isso te dá liberdade total para experimentar diversos métodos de colorir alternativos ao tradicional lápis de cor.

Você pode usar tinta PVA diluída em água e criar efeitos degradê. Ou até mesmo aplicar texturas com tintas mais grossas, como guache. E outra maneira bem criativa de dar cor aos jardins é usar maquiagem. Isso mesmo. Sabe aquela sombra colorida que você usou só uma vez? Então, aplique com algodão e veja que resultado incrível você vai ter.   Fonte: Editora, Sextante  


3 – Philia – Padre Marcelo Rossi – De acordo com a Livraria da Folha, no livro Philia, o seu autor, Padre Marcelo Rossi, relata sua experiência pessoal na luta contra a depressão e como o amor fraternal é fundamental para superar males contemporâneos.

Philia traz 14 capítulos que tratam de depressão, ansiedade, tristeza, pessimismo, medo, remorso, vício, desemprego, maledicência, inveja, ciúme, ira, ingratidão e autoimagem.

Philia é uma das palavras gregas para se referir ao amor. Dela, dentre outras derivações, surge o nome filosofia, o amor à sabedoria.
Os dois beste-sellers anteriores, Ágape e Kairós, venderam mais de 12 milhões de exemplares. Ágape foi comercializado em mais de 30 países e adaptado ao público infantil.   Fonte: Livraria da Folha



4 – Nada a Perder 3 – Bispo Edir Macedo – A trilogia de Nada a Perder, traz a história do bispo Edir Macedo narrada sob diversos aspectos. O primeiro livro, Nada a Perder – Momentos de Convicção que Mudaram a Minha Vida, revelou os obstáculos superados pelo maior líder do segmento evangélico do País e passou a marca de 1 milhão de exemplares vendidos.

O segundo volume, Nada a Perder 2 – Meus Desafios Diante do Impossível, relata o caminho de conquista da Rede Record, percurso que envolveu grandes dilemas e confrontos. Os dois primeiros livros venderam mais de 4 milhões de cópias em todo o mundo.

O último livro da série, Nada a Perder 3 – Do Coreto ao Templo de Salomão: a Fé que Transforma, possui relatos comoventes de quem superou todos os tipos de adversidades e conquistou milhões de fiéis nos lugares mais remotos do planeta. O livro também revela um pouco da vida do bispo Edir Macedo como pai e marido. Em suas páginas, é possível encontrar fotos do arquivo pessoal do bispo e segredos sobre o casamento, o que tem despertado a curiosidade dos leitores.

A biografia que conquistou milhões de leitores em todo o mundo chega ao seu último volume. A parte final de uma emocionante jornada de renúncia e persistência com recordações e fotos inéditas, reveladas pelo fundador de um dos maiores movimentos de fé da atualidade.

Relatos comoventes de quem superou todos os tipos de adversidade para conquistar milhões de fiéis nos lugares mais remotos do planeta. Como um pregador brasileiro, de origem humilde, inicia sua missão solitária em uma praça pública do Rio de Janeiro e, 37 anos depois, lidera uma Igreja presente em mais de 100 países? Como essas fronteiras foram rompidas? Como foram vencidos os limites de etnias, culturas e idiomas?

As respostas a essas e outras perguntas surgem no último livro de memórias de Edir Macedo. Com depoimentos tocantes, ele abre a porta de sua casa aos leitores para contar sobre um bem precioso: a família. Revela os segredos do seu casamento e resgata momentos íntimos, em confidências de amor e fidelidade. Como a esposa Ester se transformou no suporte para atravessar todas as fases de agonia.

Os bastidores da inauguração do memorável Templo de Salomão nas palavras de quem idealizou a construção. Os significados e as inspirações da obra que se tornou um marco na história das religiões.

As lições de confiança. A vitória sobre o derrotismo. Os sonhos transformados em realidade. A parte final da biografia mais vendida nos últimos tempos.    Fonte: Livraria da Folha e o site do próprio livro


5 – Muito Mais Que 5inco Minutos – Kéfera Buchmann – Com apenas 22 anos, a curitibana Kéfera Buchmann já reúne quase doze milhões de seguidores nas suas mídias sociais (YouTube, Facebook, Twitter e Instagram). São cinco milhões de assinantes só no seu canal no YouTube, 5inco Minutos, o quarto mais visto do Brasil. Ela recebe centenas de mensagens de fãs de todo o país diariamente e é sempre parada na rua.

Se o YouTube é de fato a nova televisão, como argumentam alguns estudiosos, hoje Kéfera equivale aos antigos astros globais. Com algumas diferenças, porém: enquanto aqueles atores e atrizes geralmente cultivavam um discurso de bons moços, Kéfera ficou conhecida por dizer o que pensa. E é daí, dessa sinceridade chocante e muitas vezes desbocada, que se alimenta o seu enorme sucesso. Muito mais que 5inco Minutos traz essa Kéfera sem papas na língua, mas não é centrado na sua fase atual de youtubber popstar.

O livro joga luz sobre uma Kéfera que nem todos os fãs conhecem, a Kéfera pré-fama. A menina super sensível que sofreu bullying em quase toda a infância e que, em vez de se dobrar, se tornando uma pessoa amargurada, se reinventou e ressurgiu como uma jovem forte e alegre que serve de exemplo para milhares de meninos e meninas. Kéfera fala desses momentos difíceis e também da sua relação tortuosa com a matemática, do seu primeiro beijo, de moda e de relacionamentos.

Não faltam, claro, momentos hilários. E outros de deixar o coração apertado. Ou seja, Kéfera sendo mais Kéfera do que nunca.   Fonte: Editora, Paralela/Companhia das Letras


6 – Eu Fico Loko – Christian Figueiredo – Ele só precisou de uma câmera, muita criatividade e um pouco de coragem para criar um dos vlogs mais acessados do YouTube. O Eu Fico Loko é recordista absoluto de views e inscrições, com mais de 1 milhão e 500 mil assinantes.

Para os entendedores, o Christian hoje é um vlogger e um youtuber dos mais bombados. Mas na verdade ele é apenas um cara que gosta de escrever e que transformou o papel em vídeo. Todos os dias, milhões de jovens procuram pelo Christian em suas redes sociais para saber o que ele está pensando. O porquê desse sucesso fora do normal você vai descobrir neste livro.

Christian Figueiredo é um jovem nada normal. Desde cedo demonstrou certa intimidade com as câmeras. Até tentou seguir carreira de ator, mas sem sucesso. Ainda bem, né!?

Para a alegria de muita gente ele descobriu o seu talento com as câmeras, mas de um jeitinho diferente. Sendo um youtuber. Com vídeos cada vez mais famosos no YouTube, Christian vem conquistando uma legião de fãs.

Hoje, ele tem um dos canais mais famosos do Brasil, com mais de 3,5 mi de inscritos e mais de 400 milhões de acessos, somando seus dois canais. 

Saiu de casa com 20 anos e foi morar sozinho para ter mais liberdade de criação. Sem dinheiro no bolso e não tendo certeza se aquilo daria certo, resolveu seguir seu prazer pelo que fazia. Não é que deu certo!?  Seu carisma com as câmeras é cada vez mais explícito, ganha a vida fazendo suas loucuras por aí, com muito humor e criatividade. Sem falar do número de fãs que a cada dia cresce mais.

Christian já foi a alguns programas de televisão para contar um pouquinho do seu trabalho, entre eles o “Encontro com Fátima Bernardes” na Rede Globo, “The Noite com Danilo Gentili” no SBT, “Programa Pânico” na BAND e muitos outros.
E para quem quer saber um pouco além das câmeras, ele escreveu dois livros, que levam o mesmo nome do canal. O primeiro foi publicado em 2014 e o segundo em 2015, ambos pela Editora “Novo Conceito”.    Fonte: Site do próprio livro


7 – Ansiedade: Como Enfrentar o Mal do Século – Augusto Cury – Você sofre por antecipação? Acorda cansado? Não tolera trabalhar com pessoas lentas? Tem dores de cabeça ou muscular? Esquece-se das coisas com facilidade? Se você respondeu "sim" a alguma dessas questões, é bem provável que sofra da Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA).

Considerada pelo psiquiatra Augusto Cury como o novo mal do século, suplantando a depressão, ela acomete grande parte da população mundial. Neste livro, você entenderá como funciona a mente humana para ser capaz de desacelerar seu pensamento, gerir sua emoção de maneira eficaz e resgatar sua qualidade de vida. 

Augusto Jorge Cury nasceu em 2 de outubro de 1958, é médico, psiquiatra, psicoterapeuta e escritor. Seus livros já venderam mais de 16 milhões de exemplares somente no Brasil, tendo sido publicados em mais de 60 países. É reconhecido pela sua teoria da inteligência multifocal, resultado de 17 anos de dedicação à pesquisa. O autor estudou com profundidade as dinâmicas da emoção, da construção e dos pensamentos.

Considerado por Cury como o mal do século, a SPA, diz respeito à construção do pensamento. Assim, quando pensamos rápido demais ou em excesso, violamos o que deveria ser inviolável: o ritmo da formação de pensamentos. Isso gera consequências seríssimas para a saúde emocional, como a ansiedade.

Nossos pensamentos estão distorcidos e contaminados por nossa cultura e personalidade (quem sou), por nossa emoção (como estou), pelo ambiente social (onde estou) e por nossa motivação (o que intenciono).

Não há interpretações puras. As pessoas, por mais isentas que sejam, contaminam a construção de pensamentos, ainda que minimamente.

Mal do século – depressão ou ansiedade? Por que chegamos a esse nível de ansiedade? Devido aos excessos: excesso de trabalho intelectual, excesso de  atividades,  excesso de preocupação e, em destaque, o excesso de informação.

De fato, o bombardeio de informações, podem provocar uma sociedade ansiosa, que sofre por antecipação, acabando simplesmente com a qualidade de vida, ocasionando assim a síndrome.

A Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA) somatiza várias doenças e os sintomas psicossomáticos são como um grito de alerta  –  um sinal de que é necessário mudar o estilo de vida!

O fato é de que as pessoas ao perderem a capacidade de ter uma emoção estável, equilibrada, porque querem muito algo, quando alcançam, logo perdem o interesse e estão sempre em busca de novos estímulos para ter um pouco de satisfação.

Assim, se você sofre por antecipação; Acorda cansado; Não tolera trabalhar com pessoas lentas; Tem dores de cabeça ou muscular; Anda estressado, com dificuldade de relaxar; de dormir direito ou até se irritando com pouca coisa; Esquece-se das coisas com facilidade; Ou, simplesmente, se identifica com uma dessas situações, é bem provável que sofra da Síndrome do Pensamento Acelerado.    Fonte: Editora, Saraiva e o Blog, Pra Ler e Reler www.livrospralerereler.blogspot.com.br


8 – O Pequeno Príncipe – Antoine Saint-Exupéry – Por meio de uma narrativa poética, o livro busca apresentar uma visão diferente de mundo, levando o leitor a mergulhar no próprio inconsciente, reencontrando sua criança.

À primeira vista, um livro para crianças. Na definição de Saint-Exupéry, seu autor, "um livro urgentíssimo para adultos", o que talvez explique a extraordinária sobrevivência literária de O Pequeno Príncipe. Publicado pela primeira vez em Nova York, 1943, ano em que foi escrito e, no ano seguinte, na França. A versão brasileira chegou às livrarias, em 1952.

Apesar da presença explícita de dois personagens e do registro de um diálogo entre o aviador e uma criança, diversos aspectos autobiográficos estão presentes nesta narrativa. Através de imagens simbólicas, as passagens de ordem temporal, na vida do autor, estão ali presentes: casamento/separação, profissões, sonhos, decepções. Os dois personagens tornam-se representações do próprio Saint-Exupéry, em um monólogo interior entre o "eu" e o "outro". 

Como assim: Era uma vez um menino que vivia num castelo, como um rei. Sonhava em voar e inventava bicicletas com asas. Cresceu, virou piloto de avião e passou a reinar pelos céus.

Deixou um herdeiro: um principezinho cheio de ensinamentos, personagem de um dos livros mais famosos do mundo, O Pequeno Príncipe, que completou 70 anos em Abril, de 2015.

Quem escreveu essa história foi o francês Antoine de Saint-Exupéry. Ele foi piloto aventureiro, daqueles que fazem manobras arriscadas, e escritor de livros para adultos, como Voo Noturno.

Mas ficou conhecido mesmo como o pai do Pequeno Príncipe, herói de uma fábula (história em que animais falam) ilustrada por aquarelas também criadas pelo autor.
O principezinho nasceu bem antes de 1943, quando virou livro. A figura do menino aparece em muitas correspondências, cadernos e até guardanapos de papel.

Ficou um tempão rondando a cabeça do autor. Contam que certa vez, enquanto rascunhava um garoto na toalha de um restaurante, um amigo lhe perguntou o que desenhava. O autor respondeu: “Apenas o garoto que existe no meu coração”.

Para conhecer mais a história do criador e da criatura de O Pequeno Príncipe, a designer Sheila Dryzun andou por desertos, vasculhou bibliotecas e conversou com familiares do piloto. “A história do personagem é a própria vida do autor.”

Ela conta que há semelhanças entre a rosa (personagem do livro) e a mulher do escritor: eram caprichosas e, vaidosas, passavam horas se arrumando. Também relaciona a raposa que o príncipe encontra no deserto e a que Saint-Exupéry relatou ter visto quando sofreu um acidente de avião.

Outra coincidência entre o principezinho e o escritor é lembrada pela pesquisadora: ambos desapareceram misteriosamente.

No livro, o pequenino some da Terra depois de um encontro com a serpente. Na vida, o autor desaparece em uma missão aérea um ano depois de lançar O Pequeno Príncipe.

200 Idiomas – Em sete décadas, O Pequeno Príncipe foi traduzido para mais de 200 línguas. No Brasil, segundo a editora, a obra vende 300 mil exemplares por ano –  um livro costuma ser publicado com 3.000 exemplares, muitas vezes demora anos para que esse total seja vendido.

É ou não é resultado para impressionar qualquer “pessoa grande”? (O livro diz que os adultos gostam mais de números do que de outras características mais importantes).    Fonte: Editora, Saraiva e o site, Canal do Ensino, Guia da Educação


9 – Não se Apega, Não – Isabela Freitas – Desapegar: remover da sua vida tudo que torne o seu coração mais pesado. Loucos são os que mantêm relacionamentos ruins por medo da solidão. Qual é o problema de ficar sozinha? Que me desculpe o criador da frase “você deve encontrar a metade da sua laranja”. Calma lá, amigo. Eu nem gosto de laranja. O amor vem pros distraídos.

Tudo começa com um ponto-final: a decisão de terminar o namoro de dois anos com Gustavo, o namorado dos sonhos de toda garota. As amigas acharam que Isabela tinha enlouquecido, porque, afinal de contas, eles formavam um casal PER-FEI-TO! Mas por trás das aparências existia uma menina infeliz, disposta a assumir as consequências pela decisão de ficar sozinha. Estava na hora de resgatar o amor-próprio, a autoconfiança e entrar em contato com seus próprios desejos.

Parece fácil, mas atrapalhada do jeito que é, Isabela precisa primeiro lidar com o assédio de um primo gostosão, com as tentações da balada e, principalmente, entender que o príncipe encantado é artigo em falta no mercado.

Isabela Freitas, em seu primeiro livro, narra os percalços vividos por sua personagem para encarar a vida e não se apegar ao que não presta, ainda assim, preservando seu lado romântico.

Isabela Freitas, sempre foi apaixonada por livros e pela escrita. Em 2011, começou seu blog isabelafreitas.com.br, que já soma mais de 60 milhões de visualizações. Estudante de Direito, pretende cursar Jornalismo um dia. Mora com os pais em Juiz de Fora (MG), onde nasceu.

Isabela Freitas demorou para ter internet em casa: até 2010, não fazia noção do que eram redes sociais. Mas aí resolveu criar um perfil no Twitter e arrebanhou milhares de seguidores. Eles gostaram tanto que pediram mais, talvez um site. Ela jogou no Google "o que é blog e como criar", deu certo de novo, e uma editora a convidou a escrever um livro. E Isabela escreveu.

"Não se apega, não" fala de relacionamentos, ou mais precisamente da vida após o término. Mas a abordagem é positiva e otimista. A obra saiu no final de junho e virou líder nas listas de best-sellers. Já vendeu mais de 80 mil exemplares. Isabela tem 23 anos e trancou a faculdade de Direito no oitavo período. Quer um dia retomar os estudos e pensa ainda em cursar publicidade ou jornalismo. Ou psicologia. Certeza ela só tem de que "mora em Juiz de Fora, mas vive mesmo no mundo da Lua".

O site de Isabela soma mais de 60 milhões de visualizações. E ela tem 163 mil seguidores no Twitter. Eles adoram saber detalhes da vida pessoal da autora. E também adoram o teor motivacional dos posts, atributo que a jovem sabidamente transporta para livro. "O Não se Apega, Não, tem o lado ficção, e tem o lado autoajuda. Dei uma mesclada nos dois, e esperei para ver a reação do público. Eles gostaram! E pediram por mais!", explicou ao G1em entrevista por e-mail. Assim: com exclamações.   Fonte: Facebook, Isabela Freitas e a coluna, Pop & Arte do G1


10 – Se eu Ficar – Gayle Forman – Se eu Ficar da autora americana Gayle Forman, narra a história de Mia Hall, uma adolescente de 17 anos que está em coma após o acidente que matou seus pais e seu irmão mais novo Teddy.  Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu e escolher entre ficar e viver ou então morrer. ''Às vezes você faz escolhas na vida e às vezes as escolhas fazem você. Isso faz sentido?”

Antes do acidente, seu único dilema era a escolha que tinha de fazer: seguir seus sonhos e estudar na escola de música Jilliard, em Nova York, ou permanecer no Estado de Oregon, com sua família e seu namorado Adam, guitarrista e vocalista da banda Shooting Star.

Com delicadeza, simplicidade e sensibilidade, Gayle Forman nos conduz pela vida de Mia, com flashbacks que nos mostram seu dia a dia e todos os fatos relevantes que a ajudaram a ser quem é – sua vida com Adam, a família, a amiga Kim, sua paixão por violoncelo e, ao mesmo tempo, seu estado de coma, no hospital.

O livro não tem capítulos, tem horas e isso traz um toque de realidade e aflição à trama. Toda a história acontece em apenas um dia no qual Mia permanece em coma. O livro todo é contado pelo espírito de Mia, que vê tudo o que acontece com seu corpo e ao redor no hospital. "Eu não estou certa de que este é um mundo que eu pertenço mais. Eu não tenho certeza que eu quero acordar."

Com um texto comovente, ágil e narrado em primeira pessoa, Gayle expõe de forma emocionante e meticulosa todos os anseios, temores e cada detalhe do que está acontecendo ao redor de Mia, intercalando entre a  estadia de Mia no hospital e os flashbacks de seu convívio com a família e o namorado, focando suas esperanças e suas dúvidas sobre se deve ficar ou não.

A autora consegue emocionar o leitor com a intensidade dos sentimentos de Mia, criando uma compreensão e conexão maior entre o leitor e os personagens que ao longo da leitura dá a sensação de que este mesmo leitor está presente na história, vivenciando todos os acontecimentos.

Mia é uma jovem violoncelista com um talento nato para música clássica.  Tem a família dos sonhos de qualquer adolescente, apesar de sentir-se desajustada, porque desde os 6 anos optou por música clássica, mostrando vocação para tocar violoncelo e declarando oficialmente seu amor à Bethoven. Seu pai foi baterista de uma banda de rock que abandonou a vida de músico quando seu irmão mais novo Teddy nasceu e, a mãe, apesar de ter a música na alma não toca nenhum instrumento.

Assim, as únicas preocupações de Mia, antes do acidente, referiam-se ao seu futuro na música clássica. Seu sonho era ser aceita na Escola de Música e Artes Cênicas, Jilliard, uma das mais renomadas escolas de música do mundo, mas para isso, ela teria que viver em Nova York e isso implicava em deixar Adam para trás, algo que ela ainda não estava pronta para abrir mão.

“Sei que pode ser idiotice de minha parte, mas sempre me perguntei se o papai se sentia frustrado por eu não ter me tornado roqueira. Esta era a minha intenção, também. Até que, na terceira série, me deparei com o violoncelo durante as aulas de música e ele me pareceu mais humano. Parecia que, ao tocá-lo, ele lhe contaria segredos, então não hesitei. Isso já faz dez anos e desde então, nunca parei.” 

Se eu Ficar, encontra-se publicado em mais de 35 países e recebeu diversas distinções, incluindo ser considerado um dos melhores livros juvenis de 2009 pela Amazon e pela Publishers Weekly, entre outros, ganhou o prêmio, Indie Choice Award de 2010.

A Summit Entertainment, o estúdio que produziu a saga Crepúsculo, adaptou esta obra ao cinema.

A Autora – Gayle Forman é uma autora premiada e  jornalista premiada cujos artigos foram já publicados na Cosmopolitan, Seventeen e Elle, entre outras revistas.
Em 2002, ela e seu marido Nick fizeram uma viagem ao redor do mundo. De suas viagens, ela acumulou uma riqueza de experiências e de informações que mais tarde serviu como base para seu primeiro livro, Um diário de viagem que você não pode começar lá a partir daqui: um ano na margem de uma Shrinking World.
Em 2007 ela publicou seu primeiro romance para jovens adultos, intitulado  Sisters In Sanity onde ela se baseia em um artigo que tinha escrito para a revista Seventeen.  Fonte: Blog. Livros Pra Ler e Relerwww.livrospralerereler.blogspot.com.br


11 – Cidades de Papel – John Green – A escrita de John é leve e fácil, e em nenhum momento o leitor fica entediado. Sem largar o livro nos últimos dois dias, achei o final meio previsível, porém a estrada até ele é interessante e a melhor parte.
A pesquisa do John para escrever esse livro deve ter sido cansativa e longa, e mais uma vez ele mostrou ser um autor talentoso e dedicado, que se importa com todos os detalhes. Cidades de papel tem romance, aventura, festas e papais noeis negros e tudo isso se encaixa perfeitamente, formando uma ótima história.

O livro mostrou como as pessoas são apenas… pessoas. E devemos olha-las como uma janela, não um espelho. É um livro bastante reflexivo, que nos faz pensar sobre a vida e sobre o que as pessoas significam para nós, e também sobre como botamos algumas delas num pedestal e esquecemos que elas são seres humanos como qualquer um. E o que eu mais amo na escrita do John Green, é o fato dele conseguir criar um livro com tudo isso de uma forma que é divertida e atraente, sem ficar tedioso e de uma maneira que consegue nos segurar até o final da história.    Fonte: Site, Sobre Sagas – www.sobresagas.com



12 – Não se Iluda, Não – Isabela Freitas – A história começa quando a personagem decide terminar o namoro de dois anos com Gustavo, considerado o namorado dos sonhos de toda garota. A personagem mostra-se disposta a assumir as consequências pela decisão de ficar sozinha e de resgatar o amor-próprio, a autoconfiança e entrar em contato com seus próprios desejos. “A maior lição é que a gente não precisa correr atrás do amor. Ele vai aparecer e precisamos viver com mais leveza”, enfatizou a autora.

Segundo a escritora, apesar de ter dado o seu nome à personagem, a narrativa é ficção e não uma história autobiográfica. “Isabela é o que eu queria ser. Ela é mais madura. Peguei tudo o que vi, ouvi e vivi e transformei todos os problemas que encontrei, em relatos de amigas e leitoras, e criei os problemas da personagem. Tudo me inspirava”, comentou.

O convite para a publicação chegou por e-mail. Inicialmente, a ideia era criar um livro de crônicas. “Mas eu estava achando cansativa. Então, a minha editora me disse que meus melhores textos eram aqueles em primeira pessoa. Investi nisso e fluiu”, explicou.

Isabela não esperava o sucesso em vendas antes mesmo do lançamento e, segundo ela, a história da personagem ainda não terminou. “Fico surpresa com a aceitação. Estou conquistando novos leitores. A história ainda vai ter continuação”, revelou. Ser escritora é um projeto alimentado pela autora, que é estudante de Direito. “Quero ser escritora a vida toda”, destacou.

Do virtual ao impresso – A carreira da escritora começou na web, por meio de redes sociais e de um blog, que acumula mais de 60 milhões de visualizações desde 2011. A publicação do livro é resultado desse sucesso e popularidade.
No primeiro mês do blog, ela disse que foram cerca de um milhão de visualizações. “Eu não tinha noção dessa dimensão. Um amigo disse que era bom e me incentivou a investir. Aos poucos, fui investindo tempo e dinheiro e hoje ele é a minha principal fonte de renda”, contou.

Além de projetos no impresso, Isabela também está expandindo o espaço na web. Agora ela está dando conselhos também por meio de vídeos. “Tenho uma coluna no blog que as leitoras me mandam histórias e eu dou uma palavra amiga. Estou levando isso para o vídeo para ter mais proximidade com os leitores”, explicou.

Começo essa resenha afirmando que criou muitas expectativas para essa leitura. A estrutura de livros da Isabela (meio história e meio comentários da personagem sobre os acontecimentos) nunca foi a sua preferida, mas que, conseguiu conquista-la em Não se apega, não de uma maneira que achasse ser possível. Quando terminou seu primeiro livro já começou uma contagem regressiva para o segundo.

Admite: “Confesso que sou uma pessoa sonhadora, e grande parte disso se deve aos livros. Passo boa parte do meu dia em um mundo literário que é maravilhoso, mas inexistente. É cansativo ler sobre personagens maravilhosos quando de verdade, não conheço ninguém assim. Em um mundo onde os mocinhos são tão perfeitos e as heroínas tão intocáveis que nem um fio de cabelo sai do lugar, é bom ler um livro real. Em que as pessoas são como eu e você, onde elas cometem erros e se arrependem (ou não) deles. Onde existem dúvidas, incertezas e os sentimentos são mutáveis.” Nessa temática, Isabela Freitas consegue atingir todas as melhores expectativas.

Em Não se iluda, não, temos a sequência da história entre a personagem Isabela e seus amigos. Neste livro existe uma mocinha muito mais madura em relação aos seus sentimentos. É notável a evolução da Isabela do primeiro livro para o segundo. Em meio à continuação da sua vida amorosa, a personagem corre atrás do seu maior sonho: escrever.

Embora a temática gire em torno de relacionamentos, este está longe de ser o foco da autora. Tudo leva a crer que o propósito dos seus textos tenha sido incitar o leitor a sempre correr atrás dos seus sonhos e não desanimar mesmo que a vida não se mostre fácil. Superar às suas dificuldades e ser capaz de sonhar (e não se iludir) é a mensagem passada ao fim de cada capítulo.

Assim como no primeiro livro, a linha do tempo da história se divide entre os momentos narrados pelas personagens e alguns textos (maravilhosos) relacionados. A leitura é fácil e fluí numa rapidez que se você não tomar cuidado termina a leitura em uma sentada! Seria precipitado classificar essa série. Não é autoajuda, nem romance, nem ficção, semi-baseado na realidade… Rotular sua obra, pra quê? É justamente, pelo fato de o livro ser uma mistura que o torna especial.

O começo: Depois de passar um ano sem namorado, Isabela está determinada a realizar o grande sonho de ser uma escritora reconhecida. Resolve dar os primeiros passos anonimamente, criando um blog onde assina como A Garota em Preto e Branco.

Em seu diário virtual, ela desabafa, fala dos amigos, dos não tão amigos assim, e confessa suas aventuras e desventuras amorosas. Assunto é o que não falta.

Durante uma temporada agitada em Costa do Sauípe, na Bahia, acompanhada por Pedro, Amanda e sua insuportável prima Nataly, Isabela conhece o irresistível Gabriel, um sujeito praticamente perfeito, a não ser por um pequeno detalhe... Entre shows e passeios na praia, Isabela precisa admitir para si mesma que sente uma atração cada vez maior pelo seu melhor amigo.

Em seu segundo livro, Isabela Freitas dá sequência às histórias dos personagens de Não se apega, não. Dessa vez, com a cabeça nas nuvens e os pés firmemente no chão, a personagem Isabela vai em busca daquilo que seu coração realmente deseja, mesmo quando seu caminho é bem acidentado e cada curva parece esconder uma nova surpresa.    Fonte: Editora, Intínseca, G 1 – Zona da Mata-MG e o site, Beco Literário.


Imagens ilustrativas: Google